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terça-feira, 30 de abril de 2013

A Igreja de Tessalonicenses Parte 2



Autor:
Paulo
Data: Cerca de 50 dC

Autor e Data1 e 2Ts são bastante semelhantes em linguagem, sugerindo que Paulo escreveu a segunda carta algumas semanas após a primeira. A volta do Senhor é de importância central em ambas as cartas. 1Ts revela que alguns tessalonicenses estavam perplexos com a morte de pessoas amadas e temendo perder a volta do Senhor Jesus. Em 2Ts, surge um problema diferente, relacionado à volta do Senhor.
Tanto em 1Ts como em 2Ts (1.4-7), está claro que os crentes sofreram algumas perseguições e opressão— da mesma forma que Paulo e Silas. A preocupação de Paulo cm a estabilidade espiritual da igreja o levou a enviar Timóteo e a expressar, escrevendo a primeira carta, uma alegre satisfação por conhecer sua saúde espiritual (1Ts 2.17-3.10). A estabilidade e persistência e paciência em meio as adversidades, atraíam o louvor e a gratidão freqüentes do apóstolo (1Ts 1.3; 2Ts 1.4). Ainda assim, havia preocupações evidentes sobre as atitudes desequilibradas relacionadas com a volta do Senhor.
“Ouvimos”, diz Paulo (2.11), “que alguns entre vós andam desordenadamente, não trabalhando...” Pelo visto, parar de trabalhar era instigado por uma doutrina errônea de que alguém, desarmado, tinha trazido para Tessalônica uma doutrina que anunciava que “o Dia de Cristo estivesse perto” (2.2). Tal doutrina pode ter uma origem falsamente reivindicada pelos carismáticos (“por espírito” 2.2). Ou pode ter surgido em uma carta falsamente atribuída a Paulo.
Qualquer que seja a fonte da doutrina errônea, Paulo rapidamente escreveu 2Ts para ressaltar a maneira correta de compreender a volta do Senhor. Esse dia, esclarece ele, não acontecerá até que determinados acontecimentos ocorram. Em primeiro lugar, haverá uma apostasia e, mais importante, o homem do pecado será revelado—”O filho da perdição” (2.3). Essa figura, chamada de “anticristo” nas cartas de João, se autodenominará Deus(2.4). Ele enganará muitos, pois terá grandes poderes, incluindo a capacidade de realizar prodígios (2.9). O espírito de tal figura, “o ministério da injustiça” (2.7) já operava nos dias de Paulo. Mas um poder— não identificado claramente pelo apóstolo– resiste e controla o homem do pecado de forma a impedi-lo de interferir na consumação do curso dos acontecimentos humanos por Deus através da volta de Cristo na segunda vinda.
Duas vezes em 2Ts (2.15; 3.16). O apóstolo apela para a “tradição” - crenças fixas dentro das igrejas— como uma verificação sobre a doutrina carismática. Freqüentemente nas cartas tessalonicenses, ele relembra seus leitores a continuar com as coisas que ele ensinou antes (1Ts 2.11-12; 3.4; 2Ts 2.5,15; 3.4,6,10,14). Já nessas cartas, provavelmente os mais antigos livros do NT a serem escritos, está se desenvolvendo um corpo de crenças cristãs definidas.
2Ts, se escrito apenas algumas semanas depois de 1Ts, também teria sido escrita por volta de 50 dC.
Deus Pai ReveladoComo em outros lugares do NT, Deus é visto como Pai (1.1; 2.16) a fonte de graça (1.12) e amor (3.5) e objeto de agradecimento (1.3; 2.13). Ele escolheu (2.13) aqueles em seu Reino (1.5) e os torna dignos de seu chamamento de salvação (1.11), mas também restituiu os malfeitores (1.6) e permite a ilusão àqueles que desprezam a verdade (2.11) e que não conhecem (1.8). As igrejas são dele (1.4) elas descansam nele (1.1).
Cristo ReveladoA co-igualdade de Cristo com Deus recebe atenção especial neste livro. Pai e Filho juntos são a fonte da graça e da paz (1.2,12; 3.16,18), consolo e estabilidade (2.16,17), amor e paciência (3.5). Embora a igreja seja geograficamente localizada em tessalônica, sua posição espiritual encontra-se em “Deus, nosso Pai, e no Senhor Jesus” (1.1; 3.12). Como em 1Ts, o Senhor Jesus virá de novo (1.7,10; 2.1); e ele, com “o assopro de sua boca” (2.8), derrotará o homem do pecado no momento de sua volta (2.8) e tomará vingança daqueles que não conhecem a Deus (1.8).
O Espírito Santo em AçãoNa única referência direta ao ES, em 2TS Paulo engrandece a Deus pelos tessalonicenses, cuja seleção para a salvação por Deus “desde o início” o apóstolo descreve pormenorizadamente como “santificação do Espírito e fé da verdade “ (2.13). A obra de santificação do ES pode ser vista como uma maneira de encarar a intenção de Deus de salvar seu Povo.
A declaração profética do Espírito, ou assim afirmada (2.2), sempre deve ser testada (1 Ts 5.20,21; 1Co 14.29)

Esboço de 2º Tessalonicenses
I. Começo típico da carta 1.1-4
autores 1.1
Endereços 1.1
Saudações 1.2
Ação da Igreja 1.3-4
II. Doutrina 1.5– 2.12
Conseqüência da vinda 1.5-12
Indicações da vinda 2.1-12
III. Exortação 2.13-3.16
À estabilidade 2.13-17
À oração 3.1-5
Contra ociosidade 3.6-13
À disciplina 3.14-15
À paz 3.16
IV. Comentários finais 3.17-18
Uma assinatura de crédito 3.17
Um desejo de graça 3.18
Fonte: Bíblia Plenitude









sábado, 30 de março de 2013

A Igreja de Tessalonicenses Parte 1

 

Salonica,[1] também conhecida como Tessalónica (português europeu) ou Tessalônica (português brasileiro) (em grego Θεσσαλονίκη, transl.Thessaloníki, "vitória sobre os tessálios") é a segunda maior cidade da Grécia e a principal cidade da região grega da Macedônia.

Tessalônica (em grego: Θεσσαλονίκη; 352 ou 345 a.C. — 295 a.C.) foi uma princesa grega, filha do rei Filipe II da Macedônia com Nicesipolis, sua esposa ou concubinatessália,[1] originária de Feras.[2][3] A história a associou a três dos homens mais poderosos da história da Macedônia; além de filha de Filipe II, foi meio-irmã de Alexandre, o Grande e esposa de Cassandro.

História

A cidade foi construída por determinação de Cassandro, em 316 a.C., que lhe deu o nome da sua esposa, Tessalônica, meia-irmã deAlexandre Magno. Esta fora assim chamada por seu pai, Filipe II da Macedónia, por ter nascido no mesmo dia da vitória (νίκη, níkē, emgrego antigo) dos macedônios sobre os tessálios.[3]

O nome alternativo Salonica, antigamente mais comum e usado em vários idiomas europeus, deriva da variante Σαλονίκη (Saloníki) emgrego popular. Outras denominações historicamente importantes incluem سلانيك, em turco otomano, e Selânik, em turco moderno; Солун (Solun), nas línguas eslavas da região; Sãrunã em aromeno; Selanik em ladino.

Foi a capital de um dos quatro distritos romanos da Macedónia, governada pelo pretor Fabiano, a partir de 146 a.C..Na sua segunda viagem missionária, São Paulo pregou na sua sinagoga, lançando as bases de uma das mais marcantes igrejas da época, e destinou-lhe duas das suas epístolas.A animosidade contra Paulo, por parte dos judeus da cidade, levou-o a fugir para Bereia. Posteriormente, escreveu a Primeira Epístola aos Tessalonicenses e a Segunda Epístola aos Tessalonicenses.

Em 388, a cidade foi palco do Massacre de Tessalónica, quando, por ordem do imperador Teodósio I, 7000 pessoas foram assassinadas por se revoltarem contra o general Buterico e outras autoridades romanas.

P66[1]

1ª Tessalonicenses (1Ts)
Autor:
Paulo
Data: Cerca de 50 dC

Origem da Igreja em Tessalônica
O evangelho chegou à Europa pela primeira vez em 49 dC. Isso aconteceu quando em sua segunda viagem missionária, Paulo e seu grupo responderam à visão noturna do homem macedônio e navegaram de Trôade para a ilha egéia de Samotrácia e, depois para Neápolis (At 16.8-12) Aqui, o apóstolo encontrou a negociante Lídia, exorcizou o espírito de adivinhação de uma jovem escrava e foi publicamente espancado e erroneamente preso. Ao saber que Paulo e Silas eram cidadãos romanos, as autoridade imperiais se desculparam, libertaram os apóstolos e os incitaram a deixar a cidade (At 16.13-40).
Viajando cerca de 150 km em direção a sudeste, Paulo e Silas chegaram a Tessalônica. “Como tinha por costume”, relata Lucas, Paulo foi para a sinagoga do local e pregou durante várias semanas, argumentando que Jesus, o filho do carpinteiro de Nazaré, era de fato o Ungido— o Messias— prometido há muito pelas escrituras (At 17.1-3). Aqui, Paulo estabelece a segunda maior igreja do continente europeu.
Tendo recebido o nome da irmã de um rei macedônio no final do séc. IV aC, a cidade de tessalônica era a capital do distrito da província romana da Macedônia e possuía um excelente porto natural . Localizava-se na famosa via Egnatia, uma grande estrada militar romana que ia desde a costa balcânica ocidental até a atual Istambul. E era governada por politarcas - uma classe de oficiais peculiar à região. (At 17.6 “magistrados da cidade).
Os líderes Judeus não estavam contentes com a mudança dos seguidores da sinagoga . Eles então fizeram acusações de que Paulo e seu grupo tinham “virado o mundo de cabeça para baixo” - Uma acusação muito séria, muito próxima da rebelião civil do que o dano público sugerido pelo longo uso de palavras familiares. Chamar Jesus de “Senhor” era empregar um título de outra forma aplicado ao imperador: “Todos estes procedem contra os decretos de César, dizendo que há outro rei, Jesus” (At 17.7) Muito possivelmente, as autoridades romanas que revisaram o caso tenha incluído os maridos das “mulheres distintas” persuadidas por Paulo. A ira deles pode ter piorado as hostilidades judaicas.
Como não conseguiram encontrar Paulo, seu anfitrião Jasom foi preso, de modo que Paulo ter de pagar fiança. À noite, Paulo e Silas partiram secretamente para Beréia—100 km a sudeste. “Mas, logo que os judeus de Tessalônica souberam que a palavra de Deus também era anunciada por Paulo em Beréia, foram lá e excitaram as multidões” (At 171.3). Portanto em três cidades sucessivamente— Filipos, Tessalônica e Beréia— Paulo e seu grupo partiram em meio à inquietação civil e tiveram seu trabalho interrompido no meio. Foi essa a recepção inicial do evangelho no continente europeu.

Data
Dos cálculos baseados na inscrição de Gálio— uma cópia pública de uma carta do imperador romano ao procônsul de Acaia— Pode-se afirma que 1 Ts foi escrito em 50 ou 51 dC

Características e Conteúdo
Escrita primeiro em um tom de alívio e gratidão, o livro é marcado pelo agradecimento em relação ao crescimento da igreja na ausência forçada de Paulo. A carta não contém um teologia elaborada como Rm, nenhuma repreensão ou heresia ameaçadora como Gl, nem conselhos pastorais extensivos como em 1Co.
Os caps. 1-3 ensaiam as lembranças de Paulo sobre seu ministério entre eles, sua preocupação com o estado da fé que eles tinham, a comissão de Timóteo para voltar a igreja, seu deleite notável em saber da fé inabalável deles
Os caps. 4-5 contêm as exortações características sobre assuntos como pureza sexual (4.1-8; 5.23), caridade responsável ( 4.9-12), estima e apoio aos líderes (5.12-13), paciência e prestabilidade em relação à várias necessidades humanas (5.14-15).
A resposta de Paulo encheu de esperança e, portanto, de consolo, aqueles que choravam pela perda de pessoas queridas. Os mortos em Cristo, na verdade, seriam os primeiros a serem ressuscitados. Os cristãos vivos se uniriam a eles e seriam arrebatados para encontrar o Senhor no ar este estar para sempre com ele, Um grande Consolo!.
A linguagem de Paulo descrevendo a vinda de Jesus dista dois milênios do vocabulário da tecnologia urbana. O povo mediterrâneo do séc. I estava bastante acostumado a chegada (“vinda”) esplendorosa, alegre e antecipada de um visitante ral. No dia indicado, os cidadãos sairiam da cidade para encontra o visitante real— que vinha com um amplo cortejo. Grito de aclamação e boas-vindas surgiriam à medida que ele passasse, e aqueles que rodeassem a estrada então se uniriam ao monarca que iria a um determinado. Ali seriam feitos reconhecimentos e premiações especiais (2.19). Havia alegria e admiração com a chegada esplendorosa do rei. Assim há de ser quando os vivos e os mortos forem para cima, para encontrar o rei que vem do céu.
O tema da volta de Cristo, embora concentrado em 4.13-18, também é abordado em 5.1-11. Na verdade, a vinda de Cristo acontece de um final de carta (1.10) ao outro (5.23). Cada capítulo em 1 Ts refere-se a esse acontecimento futuro decisivo.

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Deus Pai Revelado
Deus, o Pai (1.1,3; 3.11,13), é a fonte da ira e do desagrado (2.15-16) àqueles que se opõem a ele, mas para aqueles que o servem, ele é o receptor de agradecimentos (1.2; 2.13; 3.9) e origem da salvação (5.9), coragem (2.2), paz (5.23) e aprovação (2.4). Deus ressuscitou Jesus e ressuscitará os mortos que confiaram nele (1.10; 4.14). Ele é o Deus vivo e genuíno (1.9), oposto de ídolos (1.9), a testemunha incontestável (2.5). A vontade de Deus se relaciona com a pureza moral (4.3,7), mas também com a ação de graças contínuas (5.18). Sua palavra, o “evangelho de Deus”(2.2,8-9) notadamente chega através de palavras humanas (2.13; 4.8). Em 1Ts, como em vários lugares da Bíblia, Deus é a fonte e o fim de tudo o que se relaciona com a vida natural e espiritual.

Cristo Revelado
Jesus é o Filho de Deus (1.10), cuja morte e ressurreição (1.10; 2.14-15) fornecem um exemplo aos crentes que sofrem agora (1.6; 2.14-15) mas que, como ele mesmo, serão ressuscitados no futuro (1.10; 4.14,16). Os crentes de antes e de agora têm uma posição espiritual mística “no Senhor” (1.1,3; 4.1; 5.18), que, todavia, é pratica o suficiente para ser a base do respeito pra governar os anciãos (5.12). A graça vem de Cristo (5.28).
Mas, acima de tudo, em 1Ts Cristo surge como o Rei que volta, o conquistador dos mortos, cuja volta esperada co céu (1.10) dá conforto aos aflitos (4.17-18; 5.11) e alegria aos que o esperam (2.19-20). Esse será seu dia, o “Dia do Senhor” (5.2; 2Ts 2.2, “Dia de Cristo”).

O Espírito Santo em Ação
Todos os cristãos podem afirmar que foi Deus quem “nos deu também o seu ES” (4.8). O Espírito inspira alegria mesmo quando em meio à aflição (1.6). Quando o evangelho chegou em Tessalônica , ele não veio somente em palavras, “mas também em poder, e no Espírito Santo, e em muita certeza” (1.5), sugerindo uma mistura balanceada de discussão intelectual, o poder do Espírito (provavelmente com “sinais” e maravilhas”) e profunda resposta pessoal. 1Ts 5.19-21 releva um caráter vivamente carismático do louvor em Tessalônica— a atividade profética que alguns estavam inclinados a conquistar, mas para o que Paulo pede aceitação verificada: suas palavras deveriam ser lidas “a todos os santos irmãos” (5.27).

tessalonicenses

Esboço de 1º Tessalonicenses

I. Começo típico da carta 1.1
II. Lembrança do Ministério de Paulo 1.2-3.13

Agradecimentos à fé, esperança e caridade dos tessalonicenses 1.2-10
Como Paulo ministrou lá 2.1-12
Agradecimentos pela resistência dos tessalonicenses 2.13-16
Ansiedade de Paulo pelos tessalonicenses 2.17-20
Missão de Timóteo e Alívio de Paulo 3.1-10
Esperança contínua de Paulo de ver os tessalonicenses 3.11-13

III. A espera da volta de Cristo 4.1-5.11

Para o presente: qualidades de estilo de vida 4.1-12
Para o futuro: a volta de Cristo 4.13-5.11

IV. Conselhos finais 5.12-28

Respeito pelos líderes 5.12-13
Paz na comunidade 5.13
Ajuda aos necessitados 5.14
Vivência cristã 5.15-22

Fonte: Bíblia Plenitude

Tessalonicenses, você vai notar que o apóstolo Paulo não cansa de demonstrar seu carinho e amor pelos membros da igreja em Tessalônica. É de impressionar o tanto de vezes que Paulo diz da alegria que os tessalonicenses dão a ele, do amor que os une, da saudade que ele estava sentindo daqueles irmãos. E não é difícil de perceber o porquê. Basta ler os primeiros capítulos de 1 Tessalonicenses para descobrir as qualidades que faziam aquela igreja ser tão admirada. Características que nós, igreja de hoje, devemos imitar.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Profeta Daniel

 

Daniel (em hebraico: דָּנִיּאֵל) é um dos vários profetas[1] do Antigo Testamento. A sua vida e profecias estão incluídas na Bíblia noLivro de Daniel. O significado do nome é "Aquele que é julgado por Deus" ou "Deus assim julgou", ou ainda, "Deus é meu juiz"

Na narrativa, quando Daniel era um jovem, ele foi levado em cativeiro babilônico, onde foi educado no pensamento caldeu. No entanto, nunca se converteu aos costumes neo-babilônicos. Pela Sabedoria Divina de seu Deus, YHVH, ele interpretou os sonhos e visões de reis, tornando-se uma figura proeminente na corte de Babilônia. Eventualmente, ele tinha visões apocalípticas de sua autoria que foram interpretadas como as Quatro monarquias. Alguns dos contos mais famosos de Daniel são: Sadraque, Mesaque e Abednego, A escrita na parede e Daniel na cova dos leões.

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Daniel era membro da família real, nascido em Jerusalém em 623 a.C. ( um ano antes de Ezequiel) durante a reforma de Josias, no início do ministério de Jeremias  (627-582).  Alguns acham que ele era um dos descendentes do rei Ezequias (Is 39.5-8; Dn 1.3). Boa parte dos comentaristas    pensa  que ele  foi tornado em eunuco (2Rs 20.17,18; 2Rs 24.1,12-14; Dn 1.3,7).
Levado para a Babilônia na primeira deportação em 606 a.C., e depois de  três   anos  de estudos, foi selecionado para o serviço real de Nabucodonosor (1.17-21).  Seu nome foi  mudado, de acordo com o panteão de deuses babilônicos, para Beltessazar (1.7), “  Que Bel proteja a sua vida ” ou   “ Príncipe de Bel ” (um dos deuses principais dos babilônios). 
Seus amigos de nobreza receberam os seguintes   nomes:  Hananias  (“Iahweh tem sido gracioso”) foi chamado   Sadraque,  “Servo de Aku”,   o deus da lua Sin; Misael   (“semelhante a Deus”)   foi chamado Mesaque,  “Quem é igual a  Aku”; e Azarias (“Quem Iahweh ajuda”) foi chamado Abede-nego,  “Servo de Nebo”.
Em 603 a.C., com 20 anos de idade, Daniel  foi  declarado  governador da província da  Babilônia e chefe supremo de todos os “sábios” (2.48-49).  Foi  o   principal   conselheiro  de    Nabucodonosor durante   a   destruição  de   Jerusalém  em   586 a.C.,  e  com seus amigos (2.49), exerceu grande influência sobre os judeus cativos levados à Babilônia.  Ajudou muito as vilas e colônias agrícolas dos judeus, como Tel Abibe (outeiro de grão) de Ezequiel (Ez 3.15).
Profetizou durante 67 anos (603-536 a.C.), servindo cinco reis babilônios e dois reis medo-persas.  No governo de três deles (Nabucodonosor, Belsazar e Dario) ele serviu como primeiro ministro.  Seu livro, escrito em cerca de 535 a.C., provavelmente foi trazido de Babilônia para Jerusalém por um dos três grupos que retornaram,  liderados  por  Zorobabel,  Esdras  e  Neemias.   A  data  e  as circunstâncias de sua morte na Babilônia são desconhecidas.
Daniel  era  um  homem  resoluto,  corajoso,  sábio,  cheio  de  fé, e homem de oração. O texto de Daniel 6.3-4 descreve-o como tendo “espírito excelente”, “fiel”, e “sem erro ou
falta” (irrepreensível). Os textos de Daniel 9.23 e 10.11 e 19 chamam-no três vezes de “muito amado” (altamente estimado).

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AUTORIA 

A autoria do livro de Daniel também é motivo de muitas controvérsias, atualmente.  Questiona-se sua autoria. Os argumentos contra a redação de Daniel são: 


(1) A colocação do livro no cânon hebraico entre os últimos livros históricos, que suposta, mas erroneamente, são considerados como tendo sido canonizados em 165 a.C. enquanto o cânon dos livros proféticos foi completado em 425 a.C.
 (2) As características literárias refletem o tempo dos persas e gregos (8.5,21, o
tempo de Alexandre e 8.23, o tempo de Antíoco).
 (3) Os conceitos teológicos a respeito do Messias (9.24-27), dos anjos, e da
ressurreição são anacrônicos, refletindo a literatura apócrifa dos séculos II e III a.C.
 (4) As profecias sobre os gregos e a época dos macabeus (Dn 11.1-45).

 
Segundo o ponto de vista humanista, não existe predição do futuro, e, portanto Daniel
teria sido escrito depois dos acontecimentos dos macabeus; isto é, depois de 165 a.C.,

LÍNGUAS

Daniel foi escrito em hebraico e aramaico, como  Esdras também (Ed 4.18-6.18; 7.12-26 estão escritos em aramaico, bem como Jr 10.11). A forma escrita do aramaico é a mesma do hebraico.  Daniel 1.1 - 2.4a, escrito para os judeus está em hebraico;  Daniel 2.4b - 7.28, que traz profecias sobre as nações gentílicas, está em aramaico, a língua da região;  Daniel 8.1 - 12.13,  que traz  profecias sobre a nação judaica, está em hebraico.  O aramaico foi a língua oficial dos discursos diplomáticos; a língua franca do Oriente Médio durante os séculos 7 a.C. a 7 d.C. (2Rs 18.26,28).  O hebraico desapareceu como a língua vernácula dos judeus durante o exílio. Permaneceu a língua religiosa, mas não a língua popular, comum.  Jesus falava aramaico em casa e na rua, e hebraico no templo e na sinagoga. Devia conhecer bem o latim, língua pública, de contato com os romanos. O hebraico voltou a ser a língua oficial, em 1948 com a fundação do estado de Israel, em 19/5/1948.

FILHO DO HOMEM

Esta é uma expressão chave em Daniel. Aparece pela primeira vez em números 23.19, designando uma pessoa humana bem distinta da natureza humana e da natureza bruta. Tem o sentido de perfeita humanidade.Daniel é assim chamado por Gabriel, em 3.17. Ezequiel também foi chamado assim (Ez 2.1). E a partir daqui foi sempre chamado assim. Em Daniel 7.13-14, o Ancião de Dias, uma figura de Deus Pai, está no trono. E um “semelhante a um filho de homem” se chega a ele e recebe toda autoridade (7.13-14). É a segunda pessoa da Trindade, o Filho. Desde Daniel “filho do homem” passou a designar um personagem misterioso, com conotação messiânica. Jesus assumiu ser este personagem: Mateus 16.27-28, 24.30. Em Mateus 28.18 se associa a este personagem. Em Mateus 26.62-67, num diálogo tenso, o termo
é associado com “Filho de Deus” e “Cristo”. Jesus o usou para designar sua messianidade e sua humanidade. 

 A INTERPRETAÇÕES DA SETENTA SEMANAS 

(1)  Interpretação tradicional messiânica  - A 70ª (setuagésima) semana em 9.26,27 refere-se à destruição de Jerusalém em 70 d.C. pelos romanos.  O “príncipe” (9.26) é o general romano Tito.  Toda a profecia de Daniel, segundo esta interpretação, já se cumpriu em 70 d.C. 
(2) Interpretação dispensacionalista pré-milenista -  A 70ª semana ainda virá. Há um hiato entre a 69ª e a 70ª semanas.  Assim sendo, o “príncipe” de 9.26,27 é, na realidade, o anticristo, tipificado parcialmente por Tito, e os eventos da 70ª semana se cumprirão na sua totalidade ainda em nosso futuro.

AS LIÇÕES DE DANIEL PARA NOSSA VIDA

Não basta estudar Daniel para conhecer mais sobre ela. A Bíblia foi escrita para nossa edificação e orientação nos caminhos do Senhor. A questão é: o que Daniel nos ensina?

(1)  Que é possível manter a fidelidade num ambiente pagão.
(2)  Que Deus pessoas de todas as classes sociais, em todos os ambientes. Ezequiel estava como líder dos cativos no campo, e Daniel servindo aos dominadores, no palácio. 
(3)  Que um jovem não precisa ser como os jovens do mundo para se realizar.
(4)  Que é possível servir a Deus sem ser pastor ou missionário. Deus precisa de homens sérios que o sirvam em qualquer ambiente.
(5)  Que um servo de Deus, entrando em ambiente político, não deve se corromper, mas manter-se fiel. Aos políticos evangélicos de hoje, envolvidos e atolados na corrupção, falta o perfil de um José e um Daniel.
(6)  Que Deus usa poderosamente uma vida que se consagra a ele.
(7)  Que Deus tem a história em sua mão, seu propósito se cumpre e tudo termina de acordo com sua vontade.
(8)  Que o reino de Cristo é imbatível, indetível,  que tudo terminará nas mãos de Jesus, ou, se preferirmos, debaixo de seus pés. 
(9)  Que nem sempre Deus impede que sejamos lançados na fornalha ou no meio dos leões. Mas quando somos lançados, ele está conosco, seja na fornalha seja na cova (Dn 3.24-25 e 6.22). 
(10)  E cada um de nós deve viver dentro do ensino do último versículo de Daniel: 12.13. 

Sem título


segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

O Profeta Elias

 

QUEM ERA ELIAS

 

Elias, cujo nome significa “Jeová é Deus” foi chamado por Deus para o ministério profético, em um dos piores períodos da história de Israel. Período este, marcado por crise, fome, miséria, corrupção e apostasia. Mas, em meio à crise moral, social e espiritual, Deus pôde contar com a coragem e a determinação de Elias, para ser seu porta-voz.

 

  • O mais famoso e dramático dos profeta de Israel;

  • Foi contermporâneo de Acabe, Jezabel, Acazias, Obadias, Jeú e Aazael;
  • Predisse o início e o fim de uma seca de três anos e meio (I Rs 17.1; 18.44);
  • Fugiu da presença de Acabe e foi sustentado pelos corvos e por uma pobre viúva (I Rs 17.1-6; 8-16);
  • Foi usado por Deus para ressuscitar uma criança (I Rs 17.22);
  • Desafiou os profetas de Baal no Monte Carmelo (I Rs 18.22-45);

  • Ameaçado de morte, fugiu com medo de Jezabel e desejou a morte (I Rs 19.4);
  • Caminhou 40 dias 40 noites, após ser alimentado com pão e água, trazidos por um anjo (I Rs 19.8);
  • Ao chegar em Horebe, esconde-se em uma caverna, onde tem um encontro com Deus (I Rs 19.12);
  • Unge Elizeu como seu sucessor (I Rs 19.15,21);
  • Foi levado ao céu em um redemoinho (II Rs 2.11)
  • A história de Elias está registrada em I Rs 17.1 até II Rs 2.11.

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O modo corajoso do profeta Elias falar ao rei Acabe e denunciar a impiedade de Israel fez dele um profeta exemplar, e a pessoa mais qualificada daquela época para ser um exemplar modelo do precursor de Jesus Cristo. Elias era um restaurador e um reformador, empenhado em restabelecer o concerto entre Deus e Israel. A coragem e a fé patentes em Elias não têm paralelo em toda a história da redenção. Seu desafio ao rei Acabe, sua repressão a todo o Israel e seu confronto com os 450 profetas de Baal foram embates que ele os enfrentou dispondo apenas das armas da oraçãoe da fé em Deus. A oração é o elo de ligação que carecemos para recebermos as bênçãos de Deus, o seu poder e o cumprimento das suas promessas. Nossas orações não serão atendidas se não tivermos fé genuina, verdadeira. A oração só poderá ser eficaz se feita segundo a vontade de Deus (I João 5:14-15). O profeta Elias tinha certeza de que o Deus de Israel atenderia a sua oração por meio de fogo e, posteriormente, da chuva porque recebera a palavra profética do Senhor e estava plenamente seguro de que nenhum deus pagão era maior do que o Deus de Israel, nem mais poderoso (I Reis 18:1, 21-24).

O propósito do profeta Elias no seu confronto com os profetas de Baal, e a oração que se seguiu, foi revelar a graça de Deus para com o seu povo. Elias queria que o povo se voltasse para Deus (I Reis 18:37). A ação de Elias contra os falsos profetas de Baal representava a ira de Deus contra os que tentavam destruir a fé do seu povo escolhido, e privá-lo das bênçãos divinas, e também expressava amor e a lealdade do próprio Elias por seu Senhor.

A destruição dos falsos profetas por Elias manifestava, também, profunda preocupação pelos israelitas, uma vez que estavam sendo destruídos espiritualmente pela falsa religião de Baal.

Jesus manisfestou idêntica atitude e fez severa denúncia contra os religiosos e falsos mestres que rejeitavam em parte a Palavra de Deus, substituindo a revelação divina por suas próprias idéias e interpretações (Mateus 23:28; 15:3,6-9).

Jesus descreve o caráter dos falsos mestres e pregadores do evangelho como os dos ministros que buscam popularidade, importância e atenção das pessoas, que amam honrarias e títulos, e que, com o evangelho distorcido que pregam, impedem as pessoas de entrar no céu (Mateus 23:5-13). São religiosos profissionais que, na aparência, são espirituais e santos, mas que na realidade, são iníquos (Mateus 23:14,25-27). Falam bem dos líderes espirituais piedosos do passado, mas não seguem as suas práticas, nem a sua dedicação a Deus e a sua Palavra e Justiça (Mateus 23:29-30).

A Bíblia Sagrada ordena ao povo de Deus a se acautelarem desses falsos dirigentes religiosos; a considerá-los incrédulos e malditos (Gálatas 1:9) e a não dar apoio ao seu ministério e a não ter comunhão com eles.

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No judaísmo, o nome de Elias é invocado no ritual Havdalah semanal que marca o final do Shabat, e Elias é invocado em outros costumes judaicos, entre eles o Sêder de Pessach e do brit milá (ritual de circuncisão). Ele aparece em várias histórias na literatura rabínica e no Hagadá, incluindo o Talmude Babilônico.

No cristianismo, o Novo Testamento descreve como Jesus e João Batista são comparados a Elias (em algumas ocasiões, considerados por alguns como manifestações de Elias) e como se deu a transfiguração de Jesus, onde Elias aparece ao lado de Moisés.

No Islã, o Alcorão descreve Elias como um grande profeta e justo de Deus, e quem poderosamente pregou contra a adoração de Baal.

Elias também é uma figura em várias tradições folclóricas. Na Macedónia, Sérvia, Bulgária e Roménia, ele é conhecido como "Elias, o que faz trovejar" e no folclore é responsável por tempestades de verão, granizo, chuva, trovão e orvalho. Em várias representações da crucificação e do martírio de Jesus , é dito que nos últimos momentos de Cristo na cruz , ele tem uma visão e começa a esbravejar o nome do profeta "Elias!" ao que os sacerdotes dos fariseus que observavam tudo diziam: "vejam, ele invoca o nome do profeta Elias"

O ministério de Elias não foi marcado apenas por profecias, mas também, por muitos milagres, tais como: multiplicação de azeite e farinha (I Rs 17.16); ressurreição (I Rs 17.22); fogo no altar (I Rs 18.16-46); morte dos soldados do rei Acazias (II Rs 1.9-14); divisão do rio Jordão (II Rs 2.8). Todos estes milagres demonstram claramente que Elias era um homem que vivia em íntima comunuhão com Deus. A maior prova disto é que, semelhante a Enoque, Deus o tomou para si (II Rs 2.11,12). 

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segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

O Verdadeiro Natal

 

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Para muitos o natal é uma festa a ser meramente comemorada, dão-se presentes, regalam-se com comes e bebes, festejam entre parentes e amigos.No entanto, como cristãos, entendemos pela Palavra de Deus que o natal (nascimento de Cristo), representa o cumprimento das muitas promessas a respeito da vinda do Messias, o Salvador da humanidade.Portanto o natal é bem mais que comemoração: É celebração da salvação.Quanto ao fato do nascimento de Cristo ser celebrado não deveriam existir discussões. Porém, quanto à data, à forma e o significado deste evento existem muitas controvérsias.Em primeiro lugar, discute-se muito a respeito do dia separado para esta celebração. Realmente 25 de dezembro não é a data original do nascimento de Jesus Cristo. O dia correto não se sabe, no entanto com alguns cálculos bíblicos é possível concluir que o nascimento se tenha dado em um dia entre os meses de março e junho; Apesar de ter quem defenda que foi próximo ao final de Setembro.

No período que envolve a colheita e a primavera judaica a data tradicional de 25 de dezembro, inicialmente fez parte do calendário romano, quando era comemorado o “Solstício de Inverno” (dia que marca a chegada do inverno e do verão).

Nesta ocasião era realizada uma festa pagã de adoração ao astro sol, que representava para eles a divindade chamada “Sol invicto”. Porém, por influência da presença marcante dos cristãos na vida do império, este dia veio a ser oficializado como do dia da comemoração do nascimento de Jesus Cristo, desfazendo o costume pagão, o que veio a se tornar uma tradição cristã, Malaquias profetizou:[“Mas para vocês que temem o meu nome, nascerá o sol da justiça trazendo salvação em seus raios” (Jesus).

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Lembremos que quando Jesus nasceu o mundo estava sob o domínio romano e, no primeiro dia da semana era adorado o “Sol invicto”.Quando Jesus ressuscitou no domingo, biblicamente, este dia passou a ser chamado “Dia do Senhor”. Até hoje a maioria dos cristãos consagram o domingo à adoração de Jesus Ressurreto.Em segundo lugar os símbolos tradicionais de natal são muitas vezes questionados. Não estamos dizendo das discrepâncias, como o uso de duendes, gnomos..., que realmente nada tem a ver com o “Natal de Cristo”. Mas, das guirlandas, do presépio (estrebaria), o pinheirinho, as bolinhas coloridas, os pisca-piscas, as luzinhas, os presentes, os anjos, as estrelas, sinos e as canções.Quanto aos anjos, as estrelas, canções, presentes e a estrebaria não há muito que discutir, pois a Bíblia revela que Maria deu a luz à Jesus e deitou-o numa manjedoura (gamela onde se depositava alimentos para os animais), pois não havia lugar na estalagem. Aos pastores foi anunciado o nascimento, e um anjo fez os convites para visitá-lo na estrebaria (um compartimento ligado à hospedaria ou uma gruta próxima, como era costume dos judeus), logo surgiu uma multidão de exércitos celestiais (milhares de anjos) e louvaram a Deus.Os magos do oriente foram guiados pela estrela e deram os presentes (ouro, incenso e mirra), ao bebê Jesus (Lc. 2.1-19; Mt. 1.18-25 a 2.1-2). Em relação aos outros símbolos, eles são frutos de tradição cristã, apesar de alguns autores os associarem ao paganismo.

Dizem por exemplo que o pinheirinho vem da antiga prática pagã de idolatria envolvendo árvores sagradas, mas se esquecem que não somos pagãos e nossa concepção deve ser renovada pela mente de Cristo e pelo Espírito Santo.

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Por exemplo, a Bíblia diz que “...Apareceu o Senhor a Abraão nos carvalhos de Manre, estando ele assentado à porta da tenda no calor do dia”: Gn. 18.1. Em uma época em que os pagãos tinham o carvalho como sagrado, Deus não se incomodou de falar com seu servo ali, pois sabia que ele não adorava uma árvore e sim ao Criador, de quem foi chamado de amigo.

A Bíblia fala muito a respeito de árvores em comparação a vida de Deus nos justos (Sl.1; Jo.15.1-5; Sl.92.12; Is.61.3). Não é justo condenar cristãos que montam e enfeitam uma árvore; mesmo porque algumas dessas práticas foram consolidadas pela própria tradição protestante, o primeiro a por enfeites coloridos e iluminar uma árvore de natal.O Natal deve ser uma festa de luz e cores, pois Jesus é a luz do mundo, é Ele que confere beleza e encanto a nossa vida.As bolas coloridas representam “Romãs”, que na Bíblia simbolizam santidade e prosperidade (vida frutífera) (Ex.39.24-26).

Os sinos também faziam parte das vestes sacerdotais.As guirlandas (coroas), na antigüidade faziam parte do prêmio dos vencedores, representam honra e glória. Há autores que afirmam que as guirlandas são uma forma satânica de figurar a coroação de Cristo com uma coroa de espinhos. Isto soa como extremamente tendencioso, pois a própria Bíblia afirma que os cristãos devem visualizar a Cristo como um rei coroado de glória e honra (Hb.2.9). A guirlanda não aponta outra coisa senão para esse esplendor de Cristo.As mais belas canções de Natal são uma composição evangélica. Por exemplo: “Eis dos anjos a harmonia” – Charles Wesley.

Sendo assim, celebre o natal dentro da liberdade cristã.

Gosta de símbolos? Utilize-os, se não, não. Mas lembre-se destas recomendações:

Primeiro, o Natal de uma família cristã é a celebração espiritual (leia Lc.2.1 a 20; Mt.1.18 a 2.12 com sua família).Faça uma oração de gratidão por Jesus ter nascido para nos salvar.Avaliem a convivência familiar, façam consertos, peçam perdão e declarem boas coisas uns aos outros.Segundo, o nascimento de Jesus foi um presente de Deus para a salvação da humanidade.No natal desembrulhe este presente diante de outras pessoas. Mostre Jesus para alguém que não o conheça. Símbolos são apenas símbolos.

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Não é porque o mundo ocidental, principalmente, se volta para comemorar o Natal nesta época do ano que nós o fazemos. Na verdade, o nosso Natal é comemorado de uma maneira completamente diferente do mundo.

1º  Comemoramos o nascimento de Cristo todos os dias do ano! Sim, esta é a mensagem do Evangelho: E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade... (João 1:14). Não há um culto sequer, durante o ano, em que deixemos de louvar a Deus pela vinda de Jesus para ser o nosso Redentor.

2º  Comemoramos o Natal com consciência de quem é Jesus e do que Ele fez por nós. Sabemos que Jesus é eterno, que no princípio Ele era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus (João 1:1). Compreendemos que o homem Jesus foi a encarnação do Filho de Deus, e que todas as coisas (oUniverso) foram feitas por intermédio dele (Jesus), e sem ele nada do que foi feito se fez (João 1:3).

3º  Entendemos que a vinda de Jesus ao mundo é prova do grandioso amor de Deus por nós. Comemorar o Natal é um privilégio quando lembramos que Deus amou o mundo (a nós) de tal maneira que deu Seu Filho... (João 3:16).

4º  Ao louvarmos a Deus pelo Natal de Cristo estamos, também, reconhecendo o que somos: mas a todos quantos o receberam, aos que crêem no seu nome, deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus. (João 1:12).

Assim, o Natal não se comemora somente na segunda quinzena de dezembro, mas durante todo o ano. Não se comemora comendo, bebendo ou comprando presentes compulsivamente. O Natal se comemora servindo a Deus, adorando, louvando ao Senhor e Salvador Jesus Cristo.

 

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terça-feira, 20 de novembro de 2012

Saulo de Tarso,ou simplesmente Paulo 1º parte


um breve perfil biográfico
1 - introdução: Diversas imagens, única pessoa       
Sobre Paulo muitas teorias já foram elaboradas. Muitas palavras soltas já foram ditas e  inúmeras projeções pessoais foram feitas. Paulo já foi tido como fundador do cristianismo; já foi acusado de inimigo das mulheres; submisso ao império; anti-semita; moralista; falso apóstolo. Enfim, diversos conceitos foram traçados sobre esse apóstolo. Nos últimos anos, contudo, buscou-se, cada vez mais, aproximar-se da verdadeira expressão de Paulo. Tentou-se resgatá-lo desse emaranhado de teorias e delimitar seu verdadeiro rosto. Rosto esse que é de um judeu, fariseu (Fl 3, 3-6) que experiênciou Jesus (At.9, 3-9;1Cor 9,1; 15, 8; Fl 3,12; Gl 1, 15 -17) e a partir dessa experiência, delimitou toda sua vida, impondo a si mesmo a tão sublime missão de Anunciar , a qualquer custo e até os confins da terra(Rm15, 24.28),o evangelho de Deus(Rm 1,1). Nas palavras do próprio Apóstolo: “ai de mim de se não Evangelizar”(1Cor 9, 17).
Nesse sentido, é salutar entender Paulo, sua vida e sua história. Para realizar essa empresa de conhecer com minúcias a vida de Paulo, duas fontes podem se utilizadas. Por um lado, os Atos dos Apóstolos e, de outro, as Cartas que são comumente aceitas como paulinas. Seguiremos aqui, assim como O’conor , o viés das cartas para traçar de Pauloum perfil biográfico, não sem o devido cotejo com os Atos. Portanto, narraremos a vida desse apóstolo primariamente nas Cartas e, sempre que necessário, completaremos com os Atos. Em outras palavras, nossa fonte principal é o que Paulo diz dele mesmo, depois os atos. Principiemos comentando de sua infância.
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2 - SAULO: De Tarso a Jerusalém
Sobre os primeiros anos de sua infância, Paulo diz muito pouco. Ele é extremamente lacônico ao falar de suas origens. Sempre que o faz é para justificar seu ministério e seu trabalho pastoral (2Cor 11,22; Rm 11,1; Fl 3,4-5). Assim, para Paulo mais importante que sua história pessoal, era anunciar o Evangelho.
De próprio punho, ele diz acerca de si mesmo que é Hebreu, Israelita (2Cor 11,22; 11,1; Fl 3,5) e pertence a tribo de Benjamin (2Cor 11,22; Rm 11,1; Fl 3,4-5). A insistência em afirmar que é judeu de Israel, denuncia  que Paulo, embora não sendo criado em Jerusalém – portanto,  da diáspora – era um judeu convicto, descendente de família Israelita.Sua origem é confirmada do ponto de vista religioso-juridico quando afirma que fez a circuncisão ao oitavo dia (Fl 3,4).Somente, judeus que respeitavam as tradições de Israel, fariam a circuncisão fora de Jerusalém.
Se nas cartas de Paulo não encontramos um lugar certo para sua origem, nos Atos dos Apóstolos, todavia, encontramos um discurso, que Lucas põe na boca de Saulo, onde ele indica sua origem(At 21,39; 22,3). Nesse texto, Saulo diz que nasceu na próspera cidade de Tarso – o que pode ser datado entre os anos 3-8 d.C.
Tarso, atual Tarsus na Turquia, era uma Antiga e importante cidade vinculada aos Romanos. Desde o século IV. a.C. já tinha fama de grande e próspera. Tornou-se, com Pompeu, Capital da província da Silicia. Era Economicamente próspera, culturalmente rica e politicamente organizada. Nela havia uma famosa escola filosófica de caráter estóico de onde despontaram, entre outros, Zenão e os Irmãos Atenodoros. Era, também, uma região de terras férteis. Tinha uma grande produção de algodão e de peles de cabra. Possuía um grande porto por onde escoava sua produção .
Paulo, portanto, está no seio de uma comunidade com muitas influências. Em sua gênese familiar é judeu. Em seu universo social, está em estreito contato com gregos. Sua formação, portanto, caminha entre o amor a Torah e a envolvente filosofia de sua época5. Esse elemento, sem dúvida lhe facultará enveredar pelas diversas culturas (Rm 1, 14;Gl 3, 28) com grande destreza e sem nenhuma tibieza.
Acerca de familiares e parentes, Paulo, também, não diz nada. Insiste, apenas, em falar que é um “hebreu, filho de Hebreus”( 2Cor 11,22). Seguramente seus pais são judeus que foram levados para a região de Tarso, pelos romanos. Eles deviam ter recursos, pois Paulo não menciona ter trabalhado na infância. Para época, estudar, despendia de grande soma de númerários . Encontramos, contudo, uma alusão a uma possível família de Paulo no segundo opúsculo redigido por Lucas( At 23, 16). Nestes versículos fala-se de uma irmã e um sobrinho de Paulo. Ele, o sobrinho, avisa de uma conspiração contra o tio. Há, ainda, uma referência a uma mãe de Paulo ( Rm 16, 13). Longe de tratar-se de uma mãe biológica, o texto deve está fazendo alusão ao respeito que Paulo tem pela mãe de Rufo.
Por fim, deve-se mencionar, seguindo o que diz  Lucas, que Paulo é cidadão  Romano( At  16,35-39; 25, 12.16.21.25). É provável que  tenha adquirido esse status   como herança direta de seus pais ou  avós.Ser cidadão Romano, seguindo o raciocínio  de Dood , era ser um  indivíduo cosmopolita, pois as “fronteiras do Império  de Roma confundiam-se  com os limites do Mundo”.  Também são adjetivos de um cidadão romano isenção de  alguns impostos e  proteção do Estado.Paulo é, portanto, um cidadão universal.
Em síntese, Paulo é um judeu da diáspora, um  cidadão Romana,  radicado na opulenta cidade de Tarso. Sua formação primeira está arraigada sob a “tradição dos Pais” e as correntes filosóficas do mundo em que vivia. Devia ser de uma família abastarda  que ele nunca menciona. Talvez, tivesse uma irmã e sobrinhos. Sua infância, portanto, deve ter transcorrido tranquilamente em Tarso.
3 - PAULO: de Jerusalém a Damasco
Após sua formação inicial em Tarso, Paulo precisava decidir – não que fosse tão simples assim - entre continuar vivenciando a “Tradição dos pais” ou tomar outro  caminho,  talvez o da filosofia Estóica, muito comum em Tarso. Ele opta pela primeira, parte para Jerusalém.
Após mais ou menos seis semanas de caminhada, que é o tempo necessário para percorrer os 800km  de Tarso a Jerusalém, Paulo estabelece-se nessa cidade.(Alguns dizem que na páscoa do ano 15 d.C).Nesse ambiente, segundo ele mesmo fala, passa a engrossar as fileiras do partido dos Fariseus (Fl 3,5; At 23,6). Trata-se de um grupo religioso que surgiu, de forma seminal, com o movimento hassindico( por volta de 138 a.C). O nome fariseus, contudo, aparece em 135 a.C, no período do João Hircano. Eles são um movimento que faz oposição aos Saduceus e gozam de grande prestígio nas camadas populares. Ocupam-se, geralmente, em manter a pureza da Torah - conseqüentemente da tradição dos Antepassados. São fiéis e rigorosos observantes da Lei e de seus ensinamentos. Paulo, portanto, torna-se um fiel defensor das tradições de Israel e qualquer coisa que macule essa tradição é passiva de ser rechaçada.
O homem de Tarso, judeu da diáspora, dentro desse movimento não é qualquer um. Ele mesmo diz que progredia mais que qualquer outro no Judaísmo (Gl 1, 14; AT 22,3 Fl 3,5) Todo seu estudo foi dirigido por um sábio chamado Gamaliel I (At 22,3) que tinha fama de prudente e paciente (At 5,34).Esse Sábio é  o Pai de Gamaliel II  que será, no futuro, decisivo para consolidação da Escola farisaica que estabeleceu-se Yavne, após a destruição do templo de Jerusalém - 70 d. C, por Tito – e o  genocídio que ocorreu na  fortaleza de  Massada.
Sendo Paulo um fiel guardador das “Tradições dos Pais”, quando começou a aparecer no coração do judaísmo os “seguidores do Caminho” ( At 19,9; 22,4) era natural que ele tentasse desautorizá-los ( deve-se questionar em que os Cristão incomodavam). Por esse motivo, por seu zelo e por suas convicções farisaicas, ele desencadeou, com a permissão do Sumo Sacerdote, uma “voraz caçada” aos Judeus-Cristãos (1Cor 15,9; Gl 1,13.23;Fl 3,6; Tm 1,13-14) que estariam ludibriando os Judeus com a pseudo-informação de que Jesus havia ressuscitado. Aos seus olhos isso parecia uma heresia que precisava ser combatida com rigor.
Numa de suas investidas contra os seguidores do Caminho(At 22,4), supostamente na via de acesso a Damasco ou numa viagem a casa dos pais, - onde o caminho de Damasco era mais seguro - aconteceu algo de misterioso, algo transcende que determinará toda sua  vida posterior. A vida desse fariseu, oriundo de Tarso e educado em Jerusalém, será visceralmente reformulada. Suas convicções, sob muitos aspectos, serão revistas. Ele passará, naturalmente, da postura de perseguidor à de fiel anunciador da  mensagem de Jesus, a quem ele perseguia.
São Lucas, nos Atos dos Apóstolos, apresenta uma descrição minuciosa da conversão de São Paulo. São três relatos (At 9,3-19 ;22,6-16;26,12-18) que, embora apresentem diferenças em alguns detalhes, conservam um núcleo comum. Nos dois últimos são Lucas põe na boca de Paulo a narrativa  de sua conversão e a  trajetória tanto antes como depois da conversão. Na primeira, o Evangelista, narra somente o fato ocorrido, quando  da conversão do Apóstolo.
Nas três narrativos vários dados são comuns. Primeiro, Paulo está a caminho de Damasco ( 9, 3; 22,6; 26,12). Numa certa altura uma luz ilumina-o e envolve-o ( 9, 3; 22,6; 26,13). Em seguida ele cai por terra ( 9, 4; 22,7; 26,14) e ouve uma voz que lhe interroga e lhe chama pelo nome ( 9, 4; 22,7; 26,14). A essa voz, ele responde com uma interpelação ( 9, 4; 22,8; 26,15 ). A qual é rapidamente respondida, pela afirmação de que é Jesus a quem ele persegue (9, 5; 22,8; 26,15). Depois desse diálogo entre Paulo e Jesus, segue uma ordem do ressuscitado para que ele entre em Damasco onde lhe dirão o que fazer ( 9, 6-9; 22,10-11, 26,20 ). Imediatamente ele começa a anunciar Jesus como Filho de Deus ( 9, 20-21; 22,15; 26,19 ). Curioso que na última descrição da conversão de Paulo face a Agripa, o Evangelista diz que o apóstolo não se fez indiferente ao chamado e passou a anunciar o ressuscitado. Essa mesma idéia transparece nas cartas Paulinas.Diante de seu chamado, não há mais outra opção a não ser seguir e anunciar Jesus.
O relato minucioso de Lucas é contrabalanceado pela lacônica descrição do apóstolo dos Gentios, em suas cartas, acerca de seu chamado. Sempre que o faz é para afirmar a necessidade de Evangelizar. Desse ponto, pode-se intuir que a conversão de Paulo é o “Leitmotiv” de sua ação missionária, pastoral e  Evangelizadora.
Ele diz sobre sua “conversão/chamado” que foi alcançado por Deus(Fl 3,12).De Igual modo, afirma que foi separado desde o ventre Materno( Gl 1, 15 -17) –mesma linguagem usada por Jeremias(Jr. 1,5). Em ambas as citações ele tenta justificar seu apostolado. Na carta aos Filipenses, fala de sua busca perene pela perfeição em Cristo (Fl 3, 9ss). Na epistola dirigida aos gauleses, Paulo afirma que foi separado desde o ventre materno porque havia alguns outros seguidores de Cristo que talvez tenham desautorizado seu apostolado (Gl 3, 20) .
Na Primeira carta aos Corintos, contudo, ele faz considerações maiores e mais esclarecedoras sobre sua experiência do Senhor. Ele diz que “viu” o Senhor(1Cor 9, 1; 15, 8).Trata-se de um verbo da ressurreição. Portanto, em sua conversão, ele experienciou o Jesus Ressuscitado. – Tal qual Maria de Magdala e Tomé, entre outros (Jo 20,14. Jo 20 25- 28). Quando ele afirma que viu o Senhor em 1Cor 15,8 o Apóstolo, coloca-se em pé de Igualdade com todos os outros que tiveram contato com Jesus ressuscitado.
Ele, de modo especial, foi digno de Ver o Cristo.(1Cor 15,3-8). Sua missão, portanto, decorre necessariamente  da  experiência do Cristo ressuscitado. Tudo que ele faz; tudo que ele realiza; todas as provações às quais é submetido, tudo decorre inevitavelmente dessa experiência mística de encontro com o Senhor. Ele não tem outra motivação, a não ser anunciar o Evangelho.
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4 - PAULODe Damasco para o mundo, a missão de Evangelizar
Desde os arredores de Damasco e dessa  experiência que ele viveu,  vida de Paulo nunca  mais foi igual. A inteireza de sua vida, adquiriu um novo sentido, um novo  significado. Aquele que  era tido com desgraçado,  Maldito porque fora suspenso numa  cruz(Gl 3,13), revelou-se como  Salvador Crucificado e Ressuscitado. Ele é agora a força motriz de todo  o trabalho Paulino. Essa certeza,  que guiará toda sua vida; que alentará todo   seu testemunho; que lhe fará percorrer, segundo  alguns estudiosos, mais de  10  mil quilômetros e desejar chegar até os confins da Terra, Espanha(Rm15, 24.28) ; Bem como é ela que o faz  suportar  diversos sofrimentos e privações(1Ts, 2, 2; 2Cor 1, 8-10; 1Cor 7, 5; 11, 22-33  15, 32; ).
Podemos especular  o  quanto Paulo   deve ter sofrido internamente para executar sua missão. O quão difícil deveria ser para ele, assumir o que agora sentia.  Esse fato porque, de um lado estava toda uma educação, todo um estudo farisaico e toda uma perseguição desencadeada contra os Seguidores do Caminho. Por outro, estava o reconhecimento      de Jesus como Messias que Paulo tanto esperara. Assumir isso implicaria em renunciar tudo aquilo que ele acreditava  (os cristãos estavam enganando os judeus, que a lei era tão vital para vida, pois Jesus em muitos aspectos a descumpriu)  e assumir Jesus como Filho de Deus . Deve ter sofrido internamente, mas acedeu ao  projeto  do ressuscitado
Em seus escritos, o   Judeu de Tarso e, agora, fiel seguidor de Cristo, paulatinamente disseca a anatomia de sua missão e a motivação que lhe leva a agüentar tão grande empresa. Cronologicamente,  ele estabelece-se  na Arábia e depois estabeleceu-se em Damasco(Gl  1,18). Podemos intuir que sua estadia em  Damasco, além da pregação que fazia, deve ter apreendido muito sobre  a Figura histórica de  Jesus e, concomitantemente, delineado sua missão apostólica. Em seguida, parte para Jerusalém onde encontra Pedro e Tiago(Gl 1,19-20)e, depois, dirige-se à região da Cilícia e  da Síria( Gl 1,20 -21).
Reencontramos esse incansável Apóstolo  no Livro do Atos 11, 25-26 em contato com  Barnabé que lhe convida para executar uma missão em Antioquia do Orontes. Essa comunidade havia sido fundada com a dispersão dos Judeus-cristãos de Jerusalém (At 11, 19-20). Tratava-se de um cidadela  importante, construída por Seleuco. Tornou-se capital da Província romana da Síria por  Pompeu. Era uma cidade plural onde coabitavam, judeus e  gentios; ricos e pobres. Desse ponto, é que decorrer a  aporia entre Pedro e Paulo com relação às refeições comuns entre  judeus e gentios(Gl 1,11-14)        e a conseqüente solução que Paulo deveria ir aos gentios Anunciar o Evangelho de Deus(Gl 1, 9-10).
  Da missão de Antioquia, decorre inevitavelmente  todo o apostolado de Paulo. Lucas nos Atos narra uma primeira viagem do Apóstolo Paulo (At 13-14).Ele vai da Antioquia à  Seleucia (At 13,4) e desse ponto para a Chipre(At 13,4). Em seguida vai  a  Salamnia (At 13,5) e a ilha de Pafos (At 13, 6). Depois,  parte para Perge, na Panfília(At 13,13) e  Antioquia  da Psídia. Por fim,  chegam a lista e Derbe (At 14,6)  e voltam para Antioquia(At 14,26). Segundo Alguns estudos  essa missão deveria ter durado 26 dias e os apóstolos terem percorridos cerca de  3.200Km numa região difícil, suscetível a assaltos e  perigos diversos.
Após essa longa viagem Paulo separa-se de Barnabé (At 15, 36-41). Associa-se a  Silvano(At 15,40) e inicia uma  nova peregrinação  Missionária (At 16-18). Ele dirige-se a comunidades já formadas (Lista ou Derbe ). Nessa viagem Paulo Converte Timóteo que  ser torna seu fiel companheiro (1Cor 4,17). Seguindo seu  itinerário, chegou a Galácia . Segundo ele mesmo relata, ele adoeceu e teve que ficar entre  os Gauleses para se tratar(Gl 14,13). Após gálatas ele parte para Troas/ Troade (At 16,8) e adentram a macedônia(At 16, 9-10)e chegam a Europa. Fundam comunidades em Filipos(At 16,12-40), Tessalônica (17, 1-9) e Beréia ( AT 17, 10-15).Após controvérsias nesta  última cidade (17,5-10, 1Ts 2,2 ) Paulo parte Atenas (At 17, 15-34. 1Ts 3,1), de onde escreve aos Tesssalonicos. Após   esse acontecimento vai à  Corinto, capital da província da Acaia(At 18,1-18 2Cor 2,1), onde escreve aos Romanos de seu desejo de visitá-los e  chegar a Espanha(Rm15, 24.28).Desta região ele retorna à comunidade mãe, Antioquia (At 18,22)
Após  um descanso em  Antioquia Paulo retoma seu trabalho missionário. Visita, novamente as comunidades da Frigia e da Gália, certamente para alentá-las na fé no Cristo Ressuscitado(At 18, 23). Depois parte para outras  campos, desta vez segue rumo a Éfeso ( At 19, 1) até o incidente do ourives ( At 19,23), quando parte para  Macedônia, visita Corintos, Filipos e Beréia. Depois,  pela via marítima,  dirige-se  para Troade e , imediatamente, para  Mileto ( At 20,17). De  mileto dirige-se a Jerusalém ( At 21, 17).  Onde é preso e encaminhado para Roma, por via marítima -  Neste lugar escreve a 2Tm. Segundo relatos históricos, foi nessa cidade decapitado pelo imperador Romano, na  segunda metade do século I a.C
Paulo_de_Tarso
5. À GUISA DE CONCLUSÃO: Uma pergunta e uma resposta que se  impõem!
Após três viagens fatigantes, diversos suplícios e inúmeros perigos que poderia correr (1Ts, 2, 2; 2Cor 1, 8-10; 1Cor 7, 5; 11, 22-33  15, 32; ), uma pergunta que se impõe é: O que motivara Paulo  a enfrentar todas essa peripécias. Uma única resposta se nos impõe: Seu amor por Cristo, Sua experiência do Ressuscitado.
Essa resposta pode ser confirmada  nas  cartas paulinas. Na Carta aos  Gálatas, um dos textos mais antigo do NT, o Apóstolo  Afirma que  o que  ele anuncia não é uma   revelação humana, mas  o próprio Cristo que a ele se apresentou (Gl 1,12). Assim, o que move Paulo a Evangelizar os Gauleses é a revelação do Ressuscitado.De igual  modo, na carta aos Efésios, ele assegura que sua missão  brota diretamente da  revelação que Cristo lhe fez. A ele, menor dos apóstolos, foi dada a graça de anunciar o Evangelho (Ef 3,8).
Mais reveladora, ainda são as cartas aos Corintos. Nela, em diversos momentos, ele alude à sua experiência de Deus como viés motivador de sua ação  pastoral. Inicialmente, em  1Cor 3, Ele desautoriza que se coloque qualquer outra pessoa no lugar de Cristo como Fundamento, só ele é  base do apostolado.( 1Cor 3,11). Prossegue  e diz, mais ainda, que  “anunciar o Evangelho é uma obrigação que não lhe foi atribuída por vontade própria,mas pela graça de Cristo (Cf. 1Cor 9,12ss”. Desse modo, a conclusão lógica dele é dizer: “ai de mim, se não Evangelizar”(Cf 1Cor 9,14).
Portanto, a missão de Paulo decorre inevitavelmente de sua relação  com o ressuscitado.Tudo o que ele faz, todas as suas peregrinações, todo o seu ministério, todo seu Trabalho é motivado pela sua experiência de Deus. é o que ele expressa quando defende seu evangelho aos Gauleses: “Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a na fé no filho de Deus, o qual me amou, e se entregou a si mesmo por mim” (Gl 2, 20).
























terça-feira, 30 de outubro de 2012

A Arca de Noé


A história de Arca de Noé, de acordo com os capítulos 6 a 9 do livro do Gênesis, começa com Deus observando o mau comportamento da Humanidade e decidido a inundar a terra e destruir toda vida. Porém, Deus encontrou um bom homem, Noé, "um virtuoso homem, inocente entre o povo de seu tempo", e decidiu que este iria preceder uma nova linhagem do homem. Deus disse a Noé para fazer uma arca e levar com ele a esposa e seus filhos Shem, Ham e Japheth, e suas esposas. E, de todas as espécies de seres vivos existentes então, levar para a arca dois exemplares, macho e fêmea. A fim de fornecer seu sustento, disse para trazer e armazenar alimentos.

Obra O Dilúvio, Capela Sistina, de Michelangelo Buonarroti.

Noé, sua família e os animais entraram na arca e "no mesmo dia foram quebrados todos os fundamentos da grande profundidade e as janelas do céu foram abertas, e a chuva caiu sobre a terra por quarenta dias e quarenta noites". A inundação cobriu mesmo as mais altas montanhas por mais de seis metros (20 pés), e todas as criaturas morreram; apenas Noé e aqueles que com ele estavam sobre a arca ficaram vivos. A história do Dilúvio é considerada por vários estudiosos modernos como um sistema de dois contos ligeiramente diferentes, entrelaçados, daí a aparente incerteza quanto à duração da inundação (quarenta ou cento e cinquenta dias) e o número de animais colocados a bordo da arca (dois de cada espécie, ou sete pares de alguns tipos) .
Eventualmente, a arca veio a descansar sobre o Monte Ararat. As águas começaram a diminuir e os topos das montanhas emergiram. Noé enviou um corvo, que "voou de um lado a outro até que as águas recuaram a partir da terra". Em seguida, Noé enviou uma pomba, mas ela retornou à arca sem ter encontrado nenhum lugar para pousar. Depois de mais sete dias, Noé novamente enviou a pomba e ela voltou com uma folha de oliva no seu bico e então ele soube que as águas tinham abrandado.



Noé esperou mais sete dias e enviou a pomba mais uma vez, e desta vez ela não retornou. Em seguida, ele e sua família e todos os animais saíram da arca e Noé fez um sacrifício a Deus, e Deus resolveu que nunca mais lançaria maldição à terra por causa do homem, nem iria destruí-la novamente dessa maneira.
A fim de se lembrar dessa promessa, Deus colocou o Arco da Aliança nas nuvens, dizendo: "Sempre que houver nuvens sobre a terra e o arco aparecer nas nuvens, eu me lembrarei da eterna aliança entre Deus e todos os seres vivos de todas as espécies sobre a terra".
 

Arqueólogos afirmam ter encontrado a Arca de Noé na Turquia

Um grupo de arqueólogos chineses e turcos afirmam ter localizado a bíblica Arca de Noé no topo do Monte Ararat, na Turquia, segundo informa nesta terça-feira, 27, ( 27 de abril de 2010 )   a imprensa local.
Reuters

Arqueólogos dizem que estão '99,9% seguros' de que encontrarama a Arca de Noé no Monte Ararat
Um dos membros do grupo, o documentarista chinês Yang Ving disse que foi localizada uma estrutura de madeira antiga a uma altitude de 4 mil metros no Ararat, que está localizado próximo à fronteira com o Irã.
O explorador, membro de uma organização internacional dedicada à busca da mítica embarcação em que Noé e sua família escaparam do dilúvio, afirmou que os vestígios encontrados datam de 4.800 anos atrás.
"Não é 100% seguro que seja a Arca, mas avaliamos que é 99,9%. A estrutura do barco tem muitos compartimentos e isso pode representar os espaços onde os animais foram acomodados", disse Ving em declarações à agência de notícias turca Anadolu.
O especialista também informou que o grupo entrou em contato com o governo da Turquia para pedir proteção ao local onde será feita as escavações e adiantou que solicitará à Unesco que inclua essa região na lista de patrimônios da humanidade.
Não é a primeira vez que um grupo de arqueólogos afirma ter encontrado a Arca de Noé no Monte Ararat, o mais alto da Turquia, onde a Bíblia narra que Noé desembarcou após as águas baixarem depois do Dilúvio.
O registro mais antigo da busca da Arca por um cientista ocidental foi o naturalista alemão Dr. Friedrich Parrot, que escalou o Monte Ararat em 1829. Embora ele não conseguiu encontrar provas substanciais para a prova, ele foi o precursor no campo - em 200 anos seguintes, muitos cientistas e exploradores foram dedicados à busca de um barco antigo, que corresponde a registros históricos. No entanto, o maior resultado da pesquisa no lado ocidental  em dois séculos, foi a recuperação de fragmentos de madeira na geleira a uma altitude de 4.000 m acima do monte Ararat. Do ponto de vista do objetivo científico, a descoberta de madeira no Monte Ararat é animador porque os cientistas afirmam que altitudes altas das montanhas teriam esgotados as árvores e nenhuma ocupação humana jamais foi encontrada em uma altitude acima de 3.000 metros. Os fragmentos de madeira foram descobertos no passado pode ter vindo da Arca.
Espacojames - Leia mais:http://www.espacojames.com.br/?cat=50&id=5381#ixzz2AvXw2U5j
A ARCA DE NOÉ ( REPLICA)
Muita gente ainda teima em dizer que a arca foi uma lorota pois não era possível um homem construir uma arca sozinho. Pois bem: um homem construiu uma arca semelhante à de Noé (na dimensão exata que consta na Bíblia). Veja abaixo a réplica da Arca de Noé Inaugurada em Schagen, Países Baixos



Uma réplica da Arca de Noé bíblica, completa com modelos de animais, foi aberta à visitação neste fim de semana na cidade de Schagen, no norte da Holanda.
O construtor da arca, Johan Huibers, é um defensor da teoria da criação e disse ter feito a réplica como uma demonstração de sua crença literal na Bíblia.
A arca tem 67,5 metros de comprimento – a metade do que seria o tamanho original da Arca de Noé – e três andares de altura.



A construção, feita pelo próprio Huibers, levou quase dois anos.
Huibers, que trabalha como empreiteiro, construiu a arca de cedro e pinho – porque os estudiosos da Bíblia não têm certeza sobre o tipo de madeira usada na construção da Arca de Noé.
Ele diz ter começado a construí-la em maio de 2005, após ter sonhado sobre a Holanda sendo inundada.
A réplica de Huibers tem ainda um auditório de 50 lugares.
A grande porta central do lado da Arca de Noé foi aberta para a primeiro grupo de curiosos de gente da cidade apreciar a maravilha. Claro, é apenas uma réplica da arca bíblica, construída pelo criacionista holandês Johan Huibers como um testemunho da sua fé na verdade literal da Bíblia.



A Arca tem 150 côvados de comprimento, 30 côvados de altura e 20 côvados largura. Ou seja, dois terços do comprimento de um campo de futebol e tão alta como três casas. Modelos de tamanho natural de girafas, elefantes, leões, crocodilos, zebras, bisões e outros animais saudam os visitantes à medida em que eles vão chegando.
Empreiteiro de profissão, Huibers construiu a arca de cedro e pinho. Os estudiosos da bíblia discutem sobre qual, exatamente, foi a madeira utilizada por Noé.
Huibers fez a maior parte do trabalho com sua próprias mãos, utilizando ferramentas modernas e com a ajuda ocasional de seu filho, Roy. A construção começou em maio de 2005. No pavimento superior ainda não coberto, não terminado a tempo para a abertura – haverá um mini-zôo, com cordeirinhos, galinhas, caprinos e um camelo.



Os visitantes no primeiro dia ficaram impressionados. “Isto é uma redescoberta do passado”, afirmou Mary Louise Starosciak, que, de férias, passeava de bicicleta com o marido, quando viram a Arca surgindo imensa sobre a paisagem local.
“Eu conhecia a história de Noé, mas eu não tinha idéia de que o barco teria sido tão grande. Há espaço suficiente na quilha para umas 50 cadeiras num cinema onde as crianças podem assistir a um vídeo que conta a história de Noé e sua arca”. Huibers, um homem cristão, disse que espera que o seu projeto vá renovar o interesse pelo Cristianismo na Holanda, onde a igreja encolheu dramaticamente nos últimos 50 anos.



























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