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quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Siloé, da fonte de Giom

 

O Reservatório de Siloé ou Piscina de Siloé chamado em hebraico Selá (Enviado ou Remetente). É um marco situado na parte inferior da inclinação sul de Ophel, o local que fazia parte da antiga Jerusalém, a oeste do vale do Cédron e da antiga Cidade de Davi, agora ao sudeste (parte externa) das paredes da antiga cidade.

O reservatório era um receptáculo para as águas da fonte de Giom, que eram levadas para lá por dois aquedutos - o canal da Idade do Bronze descoberto em 1867 por Charles Warren (um canal de água no fundo da caverna num corte reto de uns 20 metros que era coberto com lajes de rocha) datado da Idade do Bronze 1800 a.C., e o túnel de Ezequias (um túnel construído na rocha, do tempo do reinado do rei Ezequias 700 a.C.)

O Reservatório de Siloé é mencionado diversas vezes no Bíblia. Em Isaías capítulo oito e versículo seis (8:6) menciona as águas deste reservatório, e Isaías 22:9 faz referências à construção do túnel de Ezequias.

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Para os cristãos, a menção mais notável do reservatório se encontra no Evangelho segundo João quando menciona o ato Jesus de curar um homem cego de nascimento.

  • (João 9:1-7):
". . .Ora, quando ia passando, viu um homem cego de nascença.... Depois de dizer estas coisas, cuspiu no chão e fez barro com a saliva, e pôs este barro sobre os olhos [do homem] e lhe disse: “Vai lavar-te no reservatório de água de Siloé” (que é traduzido 'Enviado'). E ele foi então e lavou-se, e voltou vendo"

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De acordo com Ronny Reich da Universidade de Haifa Israel, a presença de Jesus no reservatório poderia simplesmente ter sido um resultado da exigência de lavar-se antes de subir ao Templo; a lei religiosa do período, requeria dos judeus fazer pelo menos uma peregrinação a Jerusalém uma vez ao ano.

       Escavações modernas têm mostrado que o tanque de Siloé era um grande reservatório, que recebia água mediante um canal subterrâneo que corria de nordeste para o sudoeste, ligando-o com Gion, a Fonte da Virgem (provavelmente o tanque de Betesda; ver João 5.2).

            O túnel que ligava o tanque Siloé a Gion ficou oculto durante séculos; porém, em 1880, alguns banhistas no tanque de Siloé descobriram a entrada do túnel. Pouco mais adiante, no interior do túnel, foi descoberta uma inscrição descritiva da preparação do túnel. Cerca de cem metros de rocha separam o tanque de Siloé da fonte de Gion. O próprio túnel tem cerca de 1,80m de altura por meio metro de largura. Tem sido sugerido por alguns estudiosos que teria sido mediante um túnel similar que os homens de Davi entraram e capturaram a capital jebusita, conforme é descrito em II Samuel 5.8. Edificações recentes, entretanto, impedem qualquer averiguação arqueológica, e ficamos assim impossibilitados de saber com certeza se o tanque de Siloé é o mesmo reservatório de Hezequias, ou se as águas da fonte de Gion fluíam diretamente para o tanque mais baixo, ao transbordarem.

O ano é 1880 e o cenário a histórica Jerusalém. Dois jovens resolvem trocar a aula tediosa pelo banho refrescante em um tanque onde desemboca um antigo túnel. Durante o mergulho, eles encontram sinais semelhantes a fragmentos de texto inscritos na parede da estrutura. De volta à superfície, os meninos são surpreendidos pelo inspetor do colégio e, para escapar à punição, revelam a 'novidade'. Os sortudos perdem o dia de aula, se salvam do castigo e, de quebra, ainda prestam um grande favor à humanidade: desenterram a história do túnel bíblico de Siloé, escondida em meio a detritos e escombros.

Inscrição encontrada no túnel de Siloé, em Jerusalém (foto: reprodução)

"Ora, o restante dos atos de Ezequias, e todo o seu poder, e como
fez a piscina e o aqueduto, e como fez vir a água para a cidade,
porventura não estão escritos no livro das crônicas dos reis de Judá?
II Reis, 20: 20

O que eles não sabiam é que, além da pedra, muita polêmica também seria desenterrada dali. O motivo da discórdia estava naquela inscrição. Melhor, não estava. O texto relatava etapas da construção do túnel mas não mencionava o nome do rei Ezequias, governador de Judá entre os séculos 8 e 7 a.C. Ele é citado na Bíblia -- nos livros de Reis e Crônicas -- como autor da obra. No entanto, com base nesse texto e na análise do tipo de construção, alguns arqueólogos passaram a afirmar que o túnel seria cerca de quinhentos anos mais novo do que relata o livro sagrado do cristianismo.

A história precisou de mais de um século até que três cientistas israelenses revelassem a verdadeira identidade do túnel de Siloé. Amos Frumkin, Aryeh Shimron e Jeff Rosembaum, arqueólogos da Universidade Hebraica de Jerusalém, desvendaram o mistério com o auxílio de dois métodos de datação arqueológica: a radiometria e a análise de carbono 14. O resultado do trabalho está na revista Nature de 11 de setembro.

Com mais de meio quilometro de extensão, o túnel de Siloé abastecia a parte sul da antiga Jerusalém. Ele levava água da Fonte da Virgem, situada nos arredores da cidade, até o tanque de Siloé, onde, oito séculos mais tarde, um cego teria sido curado por Jesus. Do cenário descrito no Antigo Testamento restaram o tanque e partes do túnel -- além da controvérsia.

O mistério só foi resolvido quando os arqueólogos deixaram de lado a análise da inscrição para se concentrar na datação do túnel com as técnicas de carbono 14 e radiometria. Os resultados identificaram que a obra havia sido construída por volta de 700 a.C., assim como relata a Bíblia. "Não é um método ou outro de análise, mas o cruzamento dos dados obtidos por cada um o que torna a avaliação mais precisa. Quanto mais técnicas utilizadas, menor a chance de erro", diz Rodrigo Silva, especialista em arqueologia bíblica pela Universidade Hebraica de Jerusalém e curador do museu Paulo Bork, o único do gênero na América Latina, situado na região de Campinas (SP).

 

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quarta-feira, 31 de julho de 2013

ESTHER Estrela da manhã

 

Escritor: Desconhecido
Lugares da Escrita: Susã, Elão
Escrita Completada: c. 465 a.C.
Tempo Abrangido: 483-c. 475 a.C.

Hadassah bat Avihail, mais conhecida sob o nome de Ester (em hebraico : אסתר) é um personagem do Tanakh e do Antigo Testamento. Segundo a tradição religiosa, foi esposa do rei persa Assuero (geralmente identificado como Xerxes ou Artaxerxès), e sua história é contada no Livro de Ester. Entre os judeus, Ester é celebrada na festa de Purim.

Segundo o Livro de Ester1 , essa mulher originária da Judeia, chamava-se Hadassah, que significa mirta, em hebraico. Quando ela entra para o harém real, recebe o nome de Ester, que possivelmente era a designação dada à mirta, pelos medos. A palavra é bastante próxima da raiz do termo que designa tanto "mirta" como "estrela", a forma da flor).

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O Targum de Ester liga seu nome à palavra persa para "estrela", ستاره setareh (em grego, αστέρας, transl. astéras), explicando que ela era chamada assim por ser tão bela como "a estrela da manhã". No Talmud (Tratado Yoma 29a), Ester é comparada à "estrela da manhã" e é também considerada como tema do Salmo 22, cuja introdução é uma "canção para a estrela da manhã". Alguns estudiosos do Livro de Ester acreditam que o nome de Ester derive da deusa Ishtar sendo "Ashtoreth" o nome hebraico da deusa Ishtar.

O Midrash interpreta o nome Ester em hebraico como tendo o sentido de "escondido". Ester escondia sua origem judia, conformeMardoqueu lhe havia aconselhado.

Ester era filha de Avihail (ou Abigail) da tribo de Benjamim, uma das duas tribos que constituíam o Reino de Judá antes de sua destruição pelos babilônios e das deportações da elite do reino para as províncias do Império Persa.

No início da narrativa, Ester morava com seu primo Mardoqueu, que ocupava uma função administrativa no palácio do rei persa, emChouchan. Ao saber que o rei Assuero procurava uma nova esposa, Mardoqueu faz Ester participar da seleção. Ester é a escolhida, tornando-se esposa de Assuero. Quando o ministro Hamã decide exterminar os judeus do reino, Ester está em uma condição privilegiada para pedir ao rei que anule o decreto de seu ministro.

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Nem Esdras, nem Neemias nem o Sirácida mencionam esta história5 , em Qumran (Manuscritos do Mar Morto) não foram encontrados fragmentos deste livro, enquanto que foram encontrados manuscritos de todos os demais livros da Septuaginta, inclusive de todos os deuterocanônicos5 9 .

A favor de sua canonicidade, verifica-se que II Macabeus 15,36 se refere ao Dia de Mardoqueu5 e existem os argumentos de que Ester dá testemunho da invisível Providência em favor do Seu povo, assim como da situação particular vivida no contexto do livro (os judeus encontravam-se sob uma ameaça de extermínio e, de acordo com o relato, muitos inimigos estavam preparados para os matar e saquear).

Uma versão mais extensa deste livro foi descoberta e adotada pelos judeus gregos, que a incluíram em sua Septuaginta. Passagens como uma profecia de Mordecai e orações, tanto de Mordecai como de Ester pelo livramento do povo amenizaram a polêmica em cima do livro. Esta versão também é usada atualmente na Igreja Católica. Entretanto, com a Reforma Protestante, as denominações cristãs que surgiram dessa divisão escolheram a versão primitiva para integrar as suas Bíblias.

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O autor do Livro de Ester é desconhecido. Pelas pistas deixadas no livro, podemos deduzir que se trata de um judeu persa, possivelmente residente na cidade de Susa. Também se lê neste livro o seu nacionalismo intenso e preocupação com a festa do Purim, acredita-se que seja Mordecai.

Mordecai, testemunha ocular e um dos principais personagens do relato, foi, mui provavelmente, o escritor do livro; o relato íntimo e pormenorizado indica que o escritor deve ter vivenciado esses eventos no palácio de Susa. Embora não seja mencionado em nenhum outro livro da Bíblia, não há dúvida de que Mordecai foi personagem real da história.

Os estudiosos situam a composição deste livro algures entre os séculos IV e I a.C.. A maioria dos teólogos prefere uma data no final do século V ou no século IV devido a determinadas características da linguagem utilizada e à atitude favorável em relação ao rei persa, as adições em grego (consideradas deuterocanônicas) surgiram em meados do séc. II AC7 .

Por outro lado, a Tradução Ecumênica da Bíblia sustenta que a versão em hebraico foi escrita no final do Séc. II AC, por um autor que vivia na Mesopotâmia, e que haveria adições já no texto em hebraico (Est 9:20-Est 10:3)5 .

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Depois da derrota do império babilônico e sua conquista pelos persas em 539 a.C., a sede do governo dos exilados passou à Pérsia. A capital Susã, é o palco da história de Ester, durante o reinado de do rei Assuero “eu nome hebraico, também chamado Xerxes I ” (seu nome grego) ou Khshyarshan (seu nome persa), que reinou entre 486-465 a.C.. O livro de Ester abarca os anos 483-473 do reinado de Assueiro.
De maneira simples, eis aqui a história de Assuero, rei da Pérsia, tido por alguns como Xerxes I, cuja esposa desobediente, Vasti, é substituída pela judia Ester, prima de Mordecai. O agagita Hamã trama a morte de Mordecai e de todos os judeus, mas é enforcado em sua própria estaca, ao passo que Mordecai é promovido ao cargo de primeiro-ministro e os judeus são libertados.
Naturalmente, há os que dizem que o livro de Ester não é nem inspirado nem proveitoso, mas simplesmente uma bela lenda. Baseiam sua afirmação na ausência do nome de Deus. Embora seja verdade que Deus não é mencionado diretamente, parece haver no texto hebraico quatro casos distintos de acrósticos do Tetragrama, as letras iniciais de quatro palavras sucessivas que formam YHWH. Estas iniciais são destacadas de modo especial em pelo menos três manuscritos hebraicos antigos, e são também marcadas na Massorá com letras vermelhas.
No decorrer do registro todo há forte evidência de que Mordecai tanto aceitava a lei de Deus como obedecia a ela. Negou-se a curvar-se para honrar um homem que provavelmente era amalequita; Deus determinara o extermínio dos amalequitas. (Est. 3:1, 5; Deut. 25:19; 1 Sam. 15:3) A expressão de Mordecai em Ester 4:14 indica que aguardava uma libertação da parte de Deus e que tinha fé na direção divina do inteiro curso dos eventos. O jejum de Ester, junto com a ação similar dos demais judeus, durante três dias antes de esta entrar perante o rei, indica confiança em Deus. (Est. 4:16) Que Deus manobrou os eventos é indicado por Ester achar favor aos olhos de Hegai, o guardião das mulheres, e pela insônia do rei na noite em que pediu para ver os registros oficiais e descobriu que Mordecai não fora honrado pelo seu bom feito no passado. (Est. 2:8, 9; 6:1-3; compare com Provérbios 21:1.) Há, sem dúvida, referência a orações nas palavras “os assuntos dos jejuns e de seu clamor por socorro”. — Est. 9:31.

Deposta a Rainha Vasti (1:1-22). É o terceiro ano do reinado de Assuero. Ele realiza um lauto banquete para os oficiais do seu império, mostrando-lhes as riquezas e a glória do seu reino durante 180 dias. A seguir, há um grandioso banquete de sete dias para todo o povo de Susã. Ao mesmo tempo, Vasti, a rainha, dá um banquete para as mulheres. O rei se jacta de suas riquezas e glória e, estando alegre com vinho, manda chamar Vasti para vir mostrar sua beleza ao povo e aos príncipes. A Rainha Vasti persiste em se recusar a ir. Seguindo o conselho dos oficiais da corte, que argumentam que este mau exemplo poderá fazer com que o rei perca prestígio em todo o império, Assuero remove Vasti da posição de rainha e emite documentos convocando todas as esposas a ‘dar honra a seu dono’ e todos os maridos a ‘agir continuamente como príncipes na sua própria casa’. — 1:20, 22.
Ester torna-se rainha (2:1-23). Mais tarde, o rei nomeia comissários para procurar as mais belas virgens em todas as 127 províncias do império e trazê-las a Susã, onde deverão receber um tratamento de beleza para serem apresentadas ao rei. Entre as jovens selecionadas acha-se Ester. Ester é órfã judia, “bonita de figura e bela de aparência”, que foi criada por seu primo, Mordecai, um oficial em Susã. (2:7) O nome judaico de Ester, Hadassa, significa “Murta”. Hegai, o guardião das mulheres, se agrada de Ester e lhe dá tratamento especial. Ninguém sabe que ela é judia, pois Mordecai instruiu-a a guardar sigilo sobre isso. As jovens são levadas à presença do rei, uma de cada vez. Ele seleciona Ester como sua nova rainha, e realiza-se um banquete para celebrar sua coroação. Pouco depois, Mordecai fica sabendo de uma conspiração para assassinar o rei, e manda Ester informá-lo disso “em nome de Mordecai”. (2:22) A trama é descoberta, e os conspiradores são enforcados, fazendo-se registro disso nos anais reais.

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Embora nenhum outro escritor da Bíblia faça qualquer citação direta de Ester, o livro se harmoniza plenamente com o restante das Escrituras inspiradas. De fato, fornece ilustrações esplêndidas de princípios bíblicos declarados mais tarde nas Escrituras Gregas Cristãs e que se aplicam a adoradores de Deus de todas as épocas. Um estudo das seguintes passagens, não só comprovará isso, mas será edificante para a fé cristã: Ester 4:5—Filipenses 2:4; Ester 9:22—Gálatas 2:10. A acusação feita contra os judeus, de que não obedeciam às leis do rei, é similar à acusação levantada contra os primitivos cristãos. (Est. 3:8, 9; Atos 16:21; 25:7) Os verdadeiros servos de Deus enfrentam tais acusações com destemor e confiança, com orações, no poder divino de os livrar, segundo o esplêndido modelo de Mordecai, Ester e seus co-judeus. — Est. 4:16; 5:1, 2; 7:3-6; 8:3-6; 9:1, 2.
Quais cristãos, não devemos achar que nossa situação difere da de Mordecai e Ester. Também vivemos sob “autoridades superiores” num mundo do qual não fazemos parte. Desejamos ser cidadãos acatadores da lei em qualquer país em que vivamos, mas, ao mesmo tempo, desejamos traçar corretamente a linha demarcatória entre ‘pagar de volta a César as coisas de César e a Deus as coisas de Deus’. (Rom. 13:1; Luc. 20:25) O primeiro-ministro Mordecai e a Rainha Ester deram bom exemplo de devoção e obediência na execução de seus deveres seculares. (Est. 2:21-23; 6:2, 3, 10; 8:1, 2; 10:2) Todavia, Mordecai traçou destemidamente a linha demarcatória quanto a obedecer à ordem real de curvar-se diante do desprezível agagita, Hamã. Ademais, cuidou de que se fizesse um apelo para a obtenção duma solução legal quando Hamã conspirou destruir os judeus. — 3:1-4; 5:9; 4:6-8.
Toda a evidência indica que o livro de Ester faz parte da Bíblia Sagrada, “inspirada por Deus e proveitosa”. Mesmo sem mencionar diretamente Deus ou seu nome, fornece-nos excelentes exemplos de fé. Mordecai e Ester não foram meros frutos da imaginação de algum novelista, mas foram servos reais de Deus, pessoas que depositaram confiança implícita no poder salvador de Deus. Embora vivessem sob “autoridades superiores” num país estrangeiro, empregaram todos os meios legais para defender os interesses do povo de Deus e sua adoração. Nós podemos seguir hoje o exemplo deles em “defender e estabelecer legalmente as boas novas” do libertador Reino de Deus. — Fil. 1:7.

quarta-feira, 26 de junho de 2013

O Grande Rei Pensador


Salomão é um personagem da Bíblia (mencionado, sobretudo, no Livro dos Reis), filho de David com Bate-Seba, que teria se tornado o terceiro rei de Israel, governando durante cerca de quarenta anos (segundo algumas cronologias bíblicas, de 1009 a 922 a.C.).
O nome Salomão ou Shlomô (em hebraico:שלמה), deriva da palavra Shalom, que significa "paz" e tem o significado de "Pacifico". Também chamado de Jedidias (em árabe سليمان Sulayman) pelo profeta Natã, nome que em hebraico significa "Amado de Jeová". (II Samuel 12:24, 25)

Idealização do Templo de Salomão
Foi quem ordenou a construção do Templo de Jerusalém, no seu 4.º ano, também conhecido como o Templo de Salomão, levado a efeito por Hiram Abiff, segundo a Bíblia, em Reis e em Crônicas. Depois disso, mandou construir um novo Palácio Real para o Sumo Sacerdote, o Palácio da Filha de Faraó, a Casa de Cedro do Líbano e o Pórtico das Colunas. A descrição do seu Trono era exemplar único em seus dias. Mandou construir fortes muralhas na cidade de Jerusalém, bem como diversas cidades fortificadas e torres de vigia.
Salomão se notabilizou pela sua grande sabedoria, prosperidade e riquezas abundantes, bem como um longo reinado sem guerras. Foi após a sua morte, que ocorre o previsto cisma nas Tribos de Israel, originando o Reino de Judá (formado pelas 2 Tribos), ao Sul, e o Reino de Israel Setentrional (formado pelas 10 Tribos), ao Norte.
SALOMÃO PEDE A DEUS A SABEDORIA
Salomão sucedeu a seu pai Davi no trono. Uma noite, o Senhor apareceu-lhe em sonhos e disse-lhe: "Pede-me o que quiseres e eu te darei". Salomão respondeu: "Senhor, meu Deus, fizeste-me rei, a mim vosso servo! Sou ainda muito novo e inexperiente e o vosso povo é numeroso. Dai-me um coração dócil para que eu saiba governar". O Senhor disse-lhe: "Não me pedes longos dias, nem riquezas, mas sabedoria para bem julgar. Vou atender o teu desejo. Dou-te sabedoria e inteligência como ninguém a teve, nem jamais terá. Dou-te também o que não me pediste: riquezas e glória. E se tu guardares os meus preceitos, como os guardou teu pai Davi, dar-te-ei longos anos de vida"1 Rs 4.29-34. 
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“ Pois quando a sabedoria entrar no teu coração, e o conhecimento for agradável à tua alma,
O bom siso te guardará e a inteligência te conservará.”     Provérbios 2 : 10,11
· Salomão manteve vastos empreendimentos e negócios, e criou fama por suas realizações literárias.
· Escreveu 3000 provérbios
· Escreveu 1005 cânticos e obras científicas de botânica e zoologia – 1 Rs 4.29-34.
· Escreveu três dos livros da Bíblia: Provérbios, Eclesiastes e Cântico dos cânticos.

Foi esta época de Davi e Salomão, a Idade de Ouro da história dos judeus.
 

Ruínas provam a existência do Rei Salomão

A arqueóloga israelense Eliat Mazar, da Universidade Hebraica, afirma que antigas fortalezas recém escavadas em Jerusalém sustentam a narrativa bíblica da época do Rei Salomão, no século X antes de Cristo.
Se a idade do muro estiver correta, a descoberta será uma indicação que Jerusalém era o lar de um governo forte e central que tinha recursos e força de trabalho para construir fortalezas sólidas há três mil anos. Esse é um ponto de disputa no meio acadêmico; enquanto alguns arqueólogos israelenses sustentam que o reino de Davi e Salomão realmente existiu, outros afirmam que a história dos reis judeus não passa de mito.
De acordo com Mazar, da Universidade Hebraica de Jerusalém, a descoberta “é a mais significativa construção que temos da época do Templo de Salomão em Israel. Isso quer dizer que no século X a.C. existia uma forma de governo estruturada o suficiente para construir grandes edificações”, afirma a pesquisadora. Baseado no que que ela acredita ser a idade das fortalezas e sua localização, a arqueóloga sugere que elas foram construídas por Salomão, o filho de Davi, e mencionadas no Livro dos Reis.
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A descoberta inclui uma portaria monumental e um muro de 70 metros, localizados do lado de fora de onde ficam atualmente os muros da Cidade Velha de Jerusalém - onde, segundo o Antigo Testamento, foi construído o Templo de Salomão. O templo foi destruído pelos babilônios, reconstruído, renovado pelo rei Herodes há 2 mil anos e destruído novamente pelas legiões romanas no ano 70. O complexo agora guarda duas construções islâmicas importantes: a Cúpula da Rocha e a mesquita de Al-Aqsa.

O sítio arquelógico já é conhecido, mas Mazar reivindicou que suas escavações são as primeiras a render provas concretas da idade dos muros: cacos de cerâmicas, figuras de rituais, impressões no jarros com as palavras “ o rei” - atestando a existência de uma monarquia – e inscrições com nomes hebreus.
Aren Maeir, arqueólogo professor da Universidade de Bar Illan, perto de Tel Aviv, afirma que a idade da escavação ainda precisa ser confirmada por fontes independentes. Ainda que sejam mesmo do século X a.C, a prova de um reinado forte e centralizador na época continuaria “tênue”. Enquanto alguns veem os textos bíblicos dos reinados de Davi e Salomão como fato e outros rejeitam a hipótese inteiramente, Maeir afirma que a verdade deve estar em algum lugar no meio disso. “O relato bíblico do reino de Davi provavelmente não é uma ficção completa”, afirma o arqueólogo
muralha teria sido construída no tempo do rei Salomão.











sexta-feira, 31 de maio de 2013

O FILHO DE JACOB

 

José ou José do Egito (em hebraico יוֹסֵף, significando "Yahweh acrescenta"; Yôsēp em hebraico tiberiano; mais tarde designado como צפנת פענח, Tzáfnat panéach ou Ẓáfənat paʿnéaḥ, em hebraico padrão ou Ṣāp̄ənaṯ paʿănēªḥ em hebraico tiberiano, do egípcio que significaria "Descobridor das coisas ocultas") foi o décimo primeiro filho de Jacó, nascido de Raquel, citado no livro do Génesis, no Antigo Testamento, considerado o fundador da Tribo de José, constituída, por sua vez, da Tribo de Efraim e daTribo de Manassés (seus filhos). Quando foi coroado como um homem de confiança ao Faraó, foi-lhe concedida a mão de Azenate, filha de Potífera, Sacerdote de Om2 .

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História

Filho preferido de Jacó, apesar de não ser o seu primogênito (mas o primeiro filho de Raquel, a mulher que mais amava), José nunca escondeu a sua po liderança. O favoritismo, de que era alvo por parte do pai, valeu-lhe a malquerença dos irmãos, que o venderam, ainda jovem, com apenas 17 para 18 anos, por 20 moedas (sheqel) de prata, como escravo a mercadores ismaelitas, os quais levaram José ao Egito3 do período da XVII dinastia.

Já no Egito, foi comprado por Potifar (oficial e capitão da guarda do rei do Egipto), de quem conquistou a confiança e tornou-se o diligente dos criados e administrador da casa. Na casa de Potifar, acabou estudando com um escriba e aprendeu o antigo egípcio. Foi preso após acusação injusta de tentativa de abuso da mulher do seu amo, depois de uma tentativa frustrada de sedução por parte desta.

Na prisão, tornou-se conhecido como intérprete de significado dos sonhos. Lá, ele decifrou o sonho do copeiro-chefe e padeiro-chefe do palácio do Faraó, que foram presos acusados de conspiração. Segundo a interpretação de José, o sonho do padeiro-chefe indicava que este seria enforcado, mas o do copeiro-chefe indicava que este seria salvo, tendo isto mesmo ocorrido.

Designação da prova e vitória do herói
  • Designação da prova: Enquanto José estava na prisão, o Faraó se vê atormentado por sonhos que nenhum sábio do Egito é capaz de interpretar. Nos sonhos do rei, sete vacas magras devoravam sete vacas gordas e sete espigas de milho secas e mirradas devoravam sete espigas de milho cheias. O copeiro-chefe, já restituído de suas funções, conta ao Faraó sobre um hebreu com quem ele conviveu na prisão que é capaz de interpretar sonhos. O Faraó pede que tragam José à sua presença.
  • Recebimento do adjuvante: Sob inspiração divina, José interpreta os sonhos do Faraó, afirmando que as sete vacas gordas e as sete espigas de milho cheias simbolizavam sete anos de fartura no Egito, e as sete vacas magras e as sete espigas secas e mirradas simbolizavam sete anos de fome. A "inspiração divina" pode ser entedida como o artefato "mágico" que ajuda o herói a cumprir sua prova: o adjuvante.
  • Estigma: Impressionado com a sabedoria do hebreu, o Faraó dá um anel a José (símbolo da heroicidade) e o nomeia governador (ou Adon) do Egito.
  • Vitória do herói: José casa-se com Azenate, filha de Potífera, sacerdote de Om, e assume o posto como o mais poderoso homem do Egito, submisso apenas à autoridade do Faraó. O casamento também pode ser entendido como a recompensa do herói e simbolizar o pacto feito entre o hebreu e o rei do Egito.

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Logo após a interpretação de José, o Faraó, muito satisfeito com a inteligente interpretação de José, dá a José um anel de seu dedo, o fez vestir vestes de linho fino, pôs um colar de ouro no seu pescoço e o nomeia Adon do Egito, um cargo semelhante a chanceler, apesar de algumas versões da bíblia trazerem a palavra Governador.5 com apenas 30 anos ele então começa a reinar no Egipto. 6

José, então, ordena que se construam celeiros para guardar a produção do Egito durante os anos de fartura. Em verdade, também, José, nos anos em que passou na prisão, havia se inteirado da situação política do Egito e sabia também que nos anos de seca apenas ele, do Baixo Egito, teria comida criando assim uma vantagem sobre o soberano egípcio Taá, apoiado pela casta sacerdotal e que governava o Alto Egito. E assim aconteceu. Nos sete anos de seca, José, que vendia os cereais dos celeiros reais a preço de ouro, conseguiu comprar para o Faraó quase a totalidade das terras do Alto Egito.

José reencontra-se também, com os seus irmãos, que pensavam erradamente que José ia matá-los. José depois se apresentou a seu pai que correu aos braços arrependido, e com a chegada destes, com seu pai, ao Egito. É assim que o povo israelita se instala no Egito, antes de ser escravizado e, mais tarde, libertado sob a liderança de Moisés.

Mesmo com a ascensão demorada de José, que era cárcere e, depois de Deus o usar como intérprete para os sonhos do Faraó Ramsés, se tornar o 2º na terra do Egito, nunca foi vista uma mudança de ego em José. Após o encontro com sua família, José arranjou a melhor terra no Egito para que sua família morasse. José viveu muitos anos no Egito até sua morte com 110 anos 7 , mas nunca se esqueceu da aliança de Deus para o povo de Israel. Essa aliança foi a de que a terra de Canaã, onde morava seu pai Jacó, seria dada à Abraão e seus descendentes. Antes de sua morte, José pediu para que fosse enterrado na Terra de Canaã, pois era a Terra que Deus tinha dado aAbraão e seus descendentes por herança. O povo de Israel somente saiu da escravidão do Egito após 430 anos a contar da descida de Jacó ao Egito para encontrar-se com José, sendo libertados por Moisés.

Foto das doze tribos

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RESUMO BIBLICO

No Velho Testamento, primogênito de Jacó com Raquel (Gên. 30:22–24; 37:3).

José obteve a primogenitura em Israel porque Rúben, primogênito de Jacó com a primeira esposa, perdeu esse privilégio devido a transgressão (I Crôn. 5:1–2). José, sendo o primogênito de Jacó com a segunda esposa e em virtude de sua dignidade, era quem tinha direito àquela bênção. José também recebeu uma bênção de Jacó, pouco antes de seu pai falecer (Gên. 49:22–26).

José foi um homem de grande integridade, “entendido” e “sábio” (Gên. 41:39). Sua recusa em ceder ao assédio da mulher de Potifar é um exemplo de fé, castidade e integridade pessoal (Gên. 39:7–12). No Egito, quando José revelou sua verdadeira identidade a seus irmãos, agradeceu a eles em vez de condená-los pelo tratamento que lhe deram, acreditando que a atitude deles ajudara a cumprir a vontade de Deus (Gên. 45:4–15).

As revelações modernas mostram a missão maior da família de José nos últimos dias (2 Né. 3:3–24; 3 Né. 20:25–27; TJS—Gên. 50).

  • Jacó amava muito a José e deu-lhe uma túnica de várias cores ; Gên. 37:3
  • Movidos pelo ciúme, os irmãos de José começaram a odiá-lo e conspiraram sua morte, preferindo depois vendê-lo a uns mercadores que se achavam a caminho do Egito ; Gên. 37:5–36
  • No Egito o Senhor fez José prosperar e ele tornou-se governante da casa de Potifar ; Gên 39:1–4
  • A mulher de Potifar mentiu, dizendo que José tentara seduzi-la, e ele foi injustamente condenado e preso ; Gên. 39:7–20
  • José interpretou os sonhos do copeiro-mor e do padeiro do Faraó ; Gên. 40
  • O Faraó começou a favorecer a José, por ele ter interpretado um de seus sonhos, e fez dele governador do Egito ; Gên. 41:14–45
  • Nascimento de Efraim e Manassés ; Gên. 41:50–52
  • José reúne-se com seu pai e irmãos ; Gên. 45–46
  • José morreu no Egito com a idade de 110 anos ; Gên. 50:22–26

HISTORIA ARQUEOLOGICA

Apopi (Ipepi na língua egípcia antiga) foi um faraó pertencente à linhagem dos hicsos que governou o Baixo Egito durante a dinastia XV e o final do segundo período intermediário. Apopi I governou o norte do Egito por 40 anos. Embora Apopi I tenha governado o Alto Egito, este faraó era dominante em quase todo o Egito. Apopi I como era de origem hicsa mantinha relações pacíficas com os nativos do Egito. Outro fato importante acontecido no reinado de Apopi I foi a vinda de José (filho de Jacob) para o Egito como escravo. Apopi I teve dois filhos: Príncipe Apopi e Princesa Herit. Após sua morte os hicsos foram expulsos do Egito.

José

terça-feira, 30 de abril de 2013

A Igreja de Tessalonicenses Parte 2



Autor:
Paulo
Data: Cerca de 50 dC

Autor e Data1 e 2Ts são bastante semelhantes em linguagem, sugerindo que Paulo escreveu a segunda carta algumas semanas após a primeira. A volta do Senhor é de importância central em ambas as cartas. 1Ts revela que alguns tessalonicenses estavam perplexos com a morte de pessoas amadas e temendo perder a volta do Senhor Jesus. Em 2Ts, surge um problema diferente, relacionado à volta do Senhor.
Tanto em 1Ts como em 2Ts (1.4-7), está claro que os crentes sofreram algumas perseguições e opressão— da mesma forma que Paulo e Silas. A preocupação de Paulo cm a estabilidade espiritual da igreja o levou a enviar Timóteo e a expressar, escrevendo a primeira carta, uma alegre satisfação por conhecer sua saúde espiritual (1Ts 2.17-3.10). A estabilidade e persistência e paciência em meio as adversidades, atraíam o louvor e a gratidão freqüentes do apóstolo (1Ts 1.3; 2Ts 1.4). Ainda assim, havia preocupações evidentes sobre as atitudes desequilibradas relacionadas com a volta do Senhor.
“Ouvimos”, diz Paulo (2.11), “que alguns entre vós andam desordenadamente, não trabalhando...” Pelo visto, parar de trabalhar era instigado por uma doutrina errônea de que alguém, desarmado, tinha trazido para Tessalônica uma doutrina que anunciava que “o Dia de Cristo estivesse perto” (2.2). Tal doutrina pode ter uma origem falsamente reivindicada pelos carismáticos (“por espírito” 2.2). Ou pode ter surgido em uma carta falsamente atribuída a Paulo.
Qualquer que seja a fonte da doutrina errônea, Paulo rapidamente escreveu 2Ts para ressaltar a maneira correta de compreender a volta do Senhor. Esse dia, esclarece ele, não acontecerá até que determinados acontecimentos ocorram. Em primeiro lugar, haverá uma apostasia e, mais importante, o homem do pecado será revelado—”O filho da perdição” (2.3). Essa figura, chamada de “anticristo” nas cartas de João, se autodenominará Deus(2.4). Ele enganará muitos, pois terá grandes poderes, incluindo a capacidade de realizar prodígios (2.9). O espírito de tal figura, “o ministério da injustiça” (2.7) já operava nos dias de Paulo. Mas um poder— não identificado claramente pelo apóstolo– resiste e controla o homem do pecado de forma a impedi-lo de interferir na consumação do curso dos acontecimentos humanos por Deus através da volta de Cristo na segunda vinda.
Duas vezes em 2Ts (2.15; 3.16). O apóstolo apela para a “tradição” - crenças fixas dentro das igrejas— como uma verificação sobre a doutrina carismática. Freqüentemente nas cartas tessalonicenses, ele relembra seus leitores a continuar com as coisas que ele ensinou antes (1Ts 2.11-12; 3.4; 2Ts 2.5,15; 3.4,6,10,14). Já nessas cartas, provavelmente os mais antigos livros do NT a serem escritos, está se desenvolvendo um corpo de crenças cristãs definidas.
2Ts, se escrito apenas algumas semanas depois de 1Ts, também teria sido escrita por volta de 50 dC.
Deus Pai ReveladoComo em outros lugares do NT, Deus é visto como Pai (1.1; 2.16) a fonte de graça (1.12) e amor (3.5) e objeto de agradecimento (1.3; 2.13). Ele escolheu (2.13) aqueles em seu Reino (1.5) e os torna dignos de seu chamamento de salvação (1.11), mas também restituiu os malfeitores (1.6) e permite a ilusão àqueles que desprezam a verdade (2.11) e que não conhecem (1.8). As igrejas são dele (1.4) elas descansam nele (1.1).
Cristo ReveladoA co-igualdade de Cristo com Deus recebe atenção especial neste livro. Pai e Filho juntos são a fonte da graça e da paz (1.2,12; 3.16,18), consolo e estabilidade (2.16,17), amor e paciência (3.5). Embora a igreja seja geograficamente localizada em tessalônica, sua posição espiritual encontra-se em “Deus, nosso Pai, e no Senhor Jesus” (1.1; 3.12). Como em 1Ts, o Senhor Jesus virá de novo (1.7,10; 2.1); e ele, com “o assopro de sua boca” (2.8), derrotará o homem do pecado no momento de sua volta (2.8) e tomará vingança daqueles que não conhecem a Deus (1.8).
O Espírito Santo em AçãoNa única referência direta ao ES, em 2TS Paulo engrandece a Deus pelos tessalonicenses, cuja seleção para a salvação por Deus “desde o início” o apóstolo descreve pormenorizadamente como “santificação do Espírito e fé da verdade “ (2.13). A obra de santificação do ES pode ser vista como uma maneira de encarar a intenção de Deus de salvar seu Povo.
A declaração profética do Espírito, ou assim afirmada (2.2), sempre deve ser testada (1 Ts 5.20,21; 1Co 14.29)

Esboço de 2º Tessalonicenses
I. Começo típico da carta 1.1-4
autores 1.1
Endereços 1.1
Saudações 1.2
Ação da Igreja 1.3-4
II. Doutrina 1.5– 2.12
Conseqüência da vinda 1.5-12
Indicações da vinda 2.1-12
III. Exortação 2.13-3.16
À estabilidade 2.13-17
À oração 3.1-5
Contra ociosidade 3.6-13
À disciplina 3.14-15
À paz 3.16
IV. Comentários finais 3.17-18
Uma assinatura de crédito 3.17
Um desejo de graça 3.18
Fonte: Bíblia Plenitude









sábado, 30 de março de 2013

A Igreja de Tessalonicenses Parte 1

 

Salonica,[1] também conhecida como Tessalónica (português europeu) ou Tessalônica (português brasileiro) (em grego Θεσσαλονίκη, transl.Thessaloníki, "vitória sobre os tessálios") é a segunda maior cidade da Grécia e a principal cidade da região grega da Macedônia.

Tessalônica (em grego: Θεσσαλονίκη; 352 ou 345 a.C. — 295 a.C.) foi uma princesa grega, filha do rei Filipe II da Macedônia com Nicesipolis, sua esposa ou concubinatessália,[1] originária de Feras.[2][3] A história a associou a três dos homens mais poderosos da história da Macedônia; além de filha de Filipe II, foi meio-irmã de Alexandre, o Grande e esposa de Cassandro.

História

A cidade foi construída por determinação de Cassandro, em 316 a.C., que lhe deu o nome da sua esposa, Tessalônica, meia-irmã deAlexandre Magno. Esta fora assim chamada por seu pai, Filipe II da Macedónia, por ter nascido no mesmo dia da vitória (νίκη, níkē, emgrego antigo) dos macedônios sobre os tessálios.[3]

O nome alternativo Salonica, antigamente mais comum e usado em vários idiomas europeus, deriva da variante Σαλονίκη (Saloníki) emgrego popular. Outras denominações historicamente importantes incluem سلانيك, em turco otomano, e Selânik, em turco moderno; Солун (Solun), nas línguas eslavas da região; Sãrunã em aromeno; Selanik em ladino.

Foi a capital de um dos quatro distritos romanos da Macedónia, governada pelo pretor Fabiano, a partir de 146 a.C..Na sua segunda viagem missionária, São Paulo pregou na sua sinagoga, lançando as bases de uma das mais marcantes igrejas da época, e destinou-lhe duas das suas epístolas.A animosidade contra Paulo, por parte dos judeus da cidade, levou-o a fugir para Bereia. Posteriormente, escreveu a Primeira Epístola aos Tessalonicenses e a Segunda Epístola aos Tessalonicenses.

Em 388, a cidade foi palco do Massacre de Tessalónica, quando, por ordem do imperador Teodósio I, 7000 pessoas foram assassinadas por se revoltarem contra o general Buterico e outras autoridades romanas.

P66[1]

1ª Tessalonicenses (1Ts)
Autor:
Paulo
Data: Cerca de 50 dC

Origem da Igreja em Tessalônica
O evangelho chegou à Europa pela primeira vez em 49 dC. Isso aconteceu quando em sua segunda viagem missionária, Paulo e seu grupo responderam à visão noturna do homem macedônio e navegaram de Trôade para a ilha egéia de Samotrácia e, depois para Neápolis (At 16.8-12) Aqui, o apóstolo encontrou a negociante Lídia, exorcizou o espírito de adivinhação de uma jovem escrava e foi publicamente espancado e erroneamente preso. Ao saber que Paulo e Silas eram cidadãos romanos, as autoridade imperiais se desculparam, libertaram os apóstolos e os incitaram a deixar a cidade (At 16.13-40).
Viajando cerca de 150 km em direção a sudeste, Paulo e Silas chegaram a Tessalônica. “Como tinha por costume”, relata Lucas, Paulo foi para a sinagoga do local e pregou durante várias semanas, argumentando que Jesus, o filho do carpinteiro de Nazaré, era de fato o Ungido— o Messias— prometido há muito pelas escrituras (At 17.1-3). Aqui, Paulo estabelece a segunda maior igreja do continente europeu.
Tendo recebido o nome da irmã de um rei macedônio no final do séc. IV aC, a cidade de tessalônica era a capital do distrito da província romana da Macedônia e possuía um excelente porto natural . Localizava-se na famosa via Egnatia, uma grande estrada militar romana que ia desde a costa balcânica ocidental até a atual Istambul. E era governada por politarcas - uma classe de oficiais peculiar à região. (At 17.6 “magistrados da cidade).
Os líderes Judeus não estavam contentes com a mudança dos seguidores da sinagoga . Eles então fizeram acusações de que Paulo e seu grupo tinham “virado o mundo de cabeça para baixo” - Uma acusação muito séria, muito próxima da rebelião civil do que o dano público sugerido pelo longo uso de palavras familiares. Chamar Jesus de “Senhor” era empregar um título de outra forma aplicado ao imperador: “Todos estes procedem contra os decretos de César, dizendo que há outro rei, Jesus” (At 17.7) Muito possivelmente, as autoridades romanas que revisaram o caso tenha incluído os maridos das “mulheres distintas” persuadidas por Paulo. A ira deles pode ter piorado as hostilidades judaicas.
Como não conseguiram encontrar Paulo, seu anfitrião Jasom foi preso, de modo que Paulo ter de pagar fiança. À noite, Paulo e Silas partiram secretamente para Beréia—100 km a sudeste. “Mas, logo que os judeus de Tessalônica souberam que a palavra de Deus também era anunciada por Paulo em Beréia, foram lá e excitaram as multidões” (At 171.3). Portanto em três cidades sucessivamente— Filipos, Tessalônica e Beréia— Paulo e seu grupo partiram em meio à inquietação civil e tiveram seu trabalho interrompido no meio. Foi essa a recepção inicial do evangelho no continente europeu.

Data
Dos cálculos baseados na inscrição de Gálio— uma cópia pública de uma carta do imperador romano ao procônsul de Acaia— Pode-se afirma que 1 Ts foi escrito em 50 ou 51 dC

Características e Conteúdo
Escrita primeiro em um tom de alívio e gratidão, o livro é marcado pelo agradecimento em relação ao crescimento da igreja na ausência forçada de Paulo. A carta não contém um teologia elaborada como Rm, nenhuma repreensão ou heresia ameaçadora como Gl, nem conselhos pastorais extensivos como em 1Co.
Os caps. 1-3 ensaiam as lembranças de Paulo sobre seu ministério entre eles, sua preocupação com o estado da fé que eles tinham, a comissão de Timóteo para voltar a igreja, seu deleite notável em saber da fé inabalável deles
Os caps. 4-5 contêm as exortações características sobre assuntos como pureza sexual (4.1-8; 5.23), caridade responsável ( 4.9-12), estima e apoio aos líderes (5.12-13), paciência e prestabilidade em relação à várias necessidades humanas (5.14-15).
A resposta de Paulo encheu de esperança e, portanto, de consolo, aqueles que choravam pela perda de pessoas queridas. Os mortos em Cristo, na verdade, seriam os primeiros a serem ressuscitados. Os cristãos vivos se uniriam a eles e seriam arrebatados para encontrar o Senhor no ar este estar para sempre com ele, Um grande Consolo!.
A linguagem de Paulo descrevendo a vinda de Jesus dista dois milênios do vocabulário da tecnologia urbana. O povo mediterrâneo do séc. I estava bastante acostumado a chegada (“vinda”) esplendorosa, alegre e antecipada de um visitante ral. No dia indicado, os cidadãos sairiam da cidade para encontra o visitante real— que vinha com um amplo cortejo. Grito de aclamação e boas-vindas surgiriam à medida que ele passasse, e aqueles que rodeassem a estrada então se uniriam ao monarca que iria a um determinado. Ali seriam feitos reconhecimentos e premiações especiais (2.19). Havia alegria e admiração com a chegada esplendorosa do rei. Assim há de ser quando os vivos e os mortos forem para cima, para encontrar o rei que vem do céu.
O tema da volta de Cristo, embora concentrado em 4.13-18, também é abordado em 5.1-11. Na verdade, a vinda de Cristo acontece de um final de carta (1.10) ao outro (5.23). Cada capítulo em 1 Ts refere-se a esse acontecimento futuro decisivo.

S_Paulo_pregando_Tessalonicenses2

Deus Pai Revelado
Deus, o Pai (1.1,3; 3.11,13), é a fonte da ira e do desagrado (2.15-16) àqueles que se opõem a ele, mas para aqueles que o servem, ele é o receptor de agradecimentos (1.2; 2.13; 3.9) e origem da salvação (5.9), coragem (2.2), paz (5.23) e aprovação (2.4). Deus ressuscitou Jesus e ressuscitará os mortos que confiaram nele (1.10; 4.14). Ele é o Deus vivo e genuíno (1.9), oposto de ídolos (1.9), a testemunha incontestável (2.5). A vontade de Deus se relaciona com a pureza moral (4.3,7), mas também com a ação de graças contínuas (5.18). Sua palavra, o “evangelho de Deus”(2.2,8-9) notadamente chega através de palavras humanas (2.13; 4.8). Em 1Ts, como em vários lugares da Bíblia, Deus é a fonte e o fim de tudo o que se relaciona com a vida natural e espiritual.

Cristo Revelado
Jesus é o Filho de Deus (1.10), cuja morte e ressurreição (1.10; 2.14-15) fornecem um exemplo aos crentes que sofrem agora (1.6; 2.14-15) mas que, como ele mesmo, serão ressuscitados no futuro (1.10; 4.14,16). Os crentes de antes e de agora têm uma posição espiritual mística “no Senhor” (1.1,3; 4.1; 5.18), que, todavia, é pratica o suficiente para ser a base do respeito pra governar os anciãos (5.12). A graça vem de Cristo (5.28).
Mas, acima de tudo, em 1Ts Cristo surge como o Rei que volta, o conquistador dos mortos, cuja volta esperada co céu (1.10) dá conforto aos aflitos (4.17-18; 5.11) e alegria aos que o esperam (2.19-20). Esse será seu dia, o “Dia do Senhor” (5.2; 2Ts 2.2, “Dia de Cristo”).

O Espírito Santo em Ação
Todos os cristãos podem afirmar que foi Deus quem “nos deu também o seu ES” (4.8). O Espírito inspira alegria mesmo quando em meio à aflição (1.6). Quando o evangelho chegou em Tessalônica , ele não veio somente em palavras, “mas também em poder, e no Espírito Santo, e em muita certeza” (1.5), sugerindo uma mistura balanceada de discussão intelectual, o poder do Espírito (provavelmente com “sinais” e maravilhas”) e profunda resposta pessoal. 1Ts 5.19-21 releva um caráter vivamente carismático do louvor em Tessalônica— a atividade profética que alguns estavam inclinados a conquistar, mas para o que Paulo pede aceitação verificada: suas palavras deveriam ser lidas “a todos os santos irmãos” (5.27).

tessalonicenses

Esboço de 1º Tessalonicenses

I. Começo típico da carta 1.1
II. Lembrança do Ministério de Paulo 1.2-3.13

Agradecimentos à fé, esperança e caridade dos tessalonicenses 1.2-10
Como Paulo ministrou lá 2.1-12
Agradecimentos pela resistência dos tessalonicenses 2.13-16
Ansiedade de Paulo pelos tessalonicenses 2.17-20
Missão de Timóteo e Alívio de Paulo 3.1-10
Esperança contínua de Paulo de ver os tessalonicenses 3.11-13

III. A espera da volta de Cristo 4.1-5.11

Para o presente: qualidades de estilo de vida 4.1-12
Para o futuro: a volta de Cristo 4.13-5.11

IV. Conselhos finais 5.12-28

Respeito pelos líderes 5.12-13
Paz na comunidade 5.13
Ajuda aos necessitados 5.14
Vivência cristã 5.15-22

Fonte: Bíblia Plenitude

Tessalonicenses, você vai notar que o apóstolo Paulo não cansa de demonstrar seu carinho e amor pelos membros da igreja em Tessalônica. É de impressionar o tanto de vezes que Paulo diz da alegria que os tessalonicenses dão a ele, do amor que os une, da saudade que ele estava sentindo daqueles irmãos. E não é difícil de perceber o porquê. Basta ler os primeiros capítulos de 1 Tessalonicenses para descobrir as qualidades que faziam aquela igreja ser tão admirada. Características que nós, igreja de hoje, devemos imitar.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Profeta Daniel

 

Daniel (em hebraico: דָּנִיּאֵל) é um dos vários profetas[1] do Antigo Testamento. A sua vida e profecias estão incluídas na Bíblia noLivro de Daniel. O significado do nome é "Aquele que é julgado por Deus" ou "Deus assim julgou", ou ainda, "Deus é meu juiz"

Na narrativa, quando Daniel era um jovem, ele foi levado em cativeiro babilônico, onde foi educado no pensamento caldeu. No entanto, nunca se converteu aos costumes neo-babilônicos. Pela Sabedoria Divina de seu Deus, YHVH, ele interpretou os sonhos e visões de reis, tornando-se uma figura proeminente na corte de Babilônia. Eventualmente, ele tinha visões apocalípticas de sua autoria que foram interpretadas como as Quatro monarquias. Alguns dos contos mais famosos de Daniel são: Sadraque, Mesaque e Abednego, A escrita na parede e Daniel na cova dos leões.

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Daniel era membro da família real, nascido em Jerusalém em 623 a.C. ( um ano antes de Ezequiel) durante a reforma de Josias, no início do ministério de Jeremias  (627-582).  Alguns acham que ele era um dos descendentes do rei Ezequias (Is 39.5-8; Dn 1.3). Boa parte dos comentaristas    pensa  que ele  foi tornado em eunuco (2Rs 20.17,18; 2Rs 24.1,12-14; Dn 1.3,7).
Levado para a Babilônia na primeira deportação em 606 a.C., e depois de  três   anos  de estudos, foi selecionado para o serviço real de Nabucodonosor (1.17-21).  Seu nome foi  mudado, de acordo com o panteão de deuses babilônicos, para Beltessazar (1.7), “  Que Bel proteja a sua vida ” ou   “ Príncipe de Bel ” (um dos deuses principais dos babilônios). 
Seus amigos de nobreza receberam os seguintes   nomes:  Hananias  (“Iahweh tem sido gracioso”) foi chamado   Sadraque,  “Servo de Aku”,   o deus da lua Sin; Misael   (“semelhante a Deus”)   foi chamado Mesaque,  “Quem é igual a  Aku”; e Azarias (“Quem Iahweh ajuda”) foi chamado Abede-nego,  “Servo de Nebo”.
Em 603 a.C., com 20 anos de idade, Daniel  foi  declarado  governador da província da  Babilônia e chefe supremo de todos os “sábios” (2.48-49).  Foi  o   principal   conselheiro  de    Nabucodonosor durante   a   destruição  de   Jerusalém  em   586 a.C.,  e  com seus amigos (2.49), exerceu grande influência sobre os judeus cativos levados à Babilônia.  Ajudou muito as vilas e colônias agrícolas dos judeus, como Tel Abibe (outeiro de grão) de Ezequiel (Ez 3.15).
Profetizou durante 67 anos (603-536 a.C.), servindo cinco reis babilônios e dois reis medo-persas.  No governo de três deles (Nabucodonosor, Belsazar e Dario) ele serviu como primeiro ministro.  Seu livro, escrito em cerca de 535 a.C., provavelmente foi trazido de Babilônia para Jerusalém por um dos três grupos que retornaram,  liderados  por  Zorobabel,  Esdras  e  Neemias.   A  data  e  as circunstâncias de sua morte na Babilônia são desconhecidas.
Daniel  era  um  homem  resoluto,  corajoso,  sábio,  cheio  de  fé, e homem de oração. O texto de Daniel 6.3-4 descreve-o como tendo “espírito excelente”, “fiel”, e “sem erro ou
falta” (irrepreensível). Os textos de Daniel 9.23 e 10.11 e 19 chamam-no três vezes de “muito amado” (altamente estimado).

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AUTORIA 

A autoria do livro de Daniel também é motivo de muitas controvérsias, atualmente.  Questiona-se sua autoria. Os argumentos contra a redação de Daniel são: 


(1) A colocação do livro no cânon hebraico entre os últimos livros históricos, que suposta, mas erroneamente, são considerados como tendo sido canonizados em 165 a.C. enquanto o cânon dos livros proféticos foi completado em 425 a.C.
 (2) As características literárias refletem o tempo dos persas e gregos (8.5,21, o
tempo de Alexandre e 8.23, o tempo de Antíoco).
 (3) Os conceitos teológicos a respeito do Messias (9.24-27), dos anjos, e da
ressurreição são anacrônicos, refletindo a literatura apócrifa dos séculos II e III a.C.
 (4) As profecias sobre os gregos e a época dos macabeus (Dn 11.1-45).

 
Segundo o ponto de vista humanista, não existe predição do futuro, e, portanto Daniel
teria sido escrito depois dos acontecimentos dos macabeus; isto é, depois de 165 a.C.,

LÍNGUAS

Daniel foi escrito em hebraico e aramaico, como  Esdras também (Ed 4.18-6.18; 7.12-26 estão escritos em aramaico, bem como Jr 10.11). A forma escrita do aramaico é a mesma do hebraico.  Daniel 1.1 - 2.4a, escrito para os judeus está em hebraico;  Daniel 2.4b - 7.28, que traz profecias sobre as nações gentílicas, está em aramaico, a língua da região;  Daniel 8.1 - 12.13,  que traz  profecias sobre a nação judaica, está em hebraico.  O aramaico foi a língua oficial dos discursos diplomáticos; a língua franca do Oriente Médio durante os séculos 7 a.C. a 7 d.C. (2Rs 18.26,28).  O hebraico desapareceu como a língua vernácula dos judeus durante o exílio. Permaneceu a língua religiosa, mas não a língua popular, comum.  Jesus falava aramaico em casa e na rua, e hebraico no templo e na sinagoga. Devia conhecer bem o latim, língua pública, de contato com os romanos. O hebraico voltou a ser a língua oficial, em 1948 com a fundação do estado de Israel, em 19/5/1948.

FILHO DO HOMEM

Esta é uma expressão chave em Daniel. Aparece pela primeira vez em números 23.19, designando uma pessoa humana bem distinta da natureza humana e da natureza bruta. Tem o sentido de perfeita humanidade.Daniel é assim chamado por Gabriel, em 3.17. Ezequiel também foi chamado assim (Ez 2.1). E a partir daqui foi sempre chamado assim. Em Daniel 7.13-14, o Ancião de Dias, uma figura de Deus Pai, está no trono. E um “semelhante a um filho de homem” se chega a ele e recebe toda autoridade (7.13-14). É a segunda pessoa da Trindade, o Filho. Desde Daniel “filho do homem” passou a designar um personagem misterioso, com conotação messiânica. Jesus assumiu ser este personagem: Mateus 16.27-28, 24.30. Em Mateus 28.18 se associa a este personagem. Em Mateus 26.62-67, num diálogo tenso, o termo
é associado com “Filho de Deus” e “Cristo”. Jesus o usou para designar sua messianidade e sua humanidade. 

 A INTERPRETAÇÕES DA SETENTA SEMANAS 

(1)  Interpretação tradicional messiânica  - A 70ª (setuagésima) semana em 9.26,27 refere-se à destruição de Jerusalém em 70 d.C. pelos romanos.  O “príncipe” (9.26) é o general romano Tito.  Toda a profecia de Daniel, segundo esta interpretação, já se cumpriu em 70 d.C. 
(2) Interpretação dispensacionalista pré-milenista -  A 70ª semana ainda virá. Há um hiato entre a 69ª e a 70ª semanas.  Assim sendo, o “príncipe” de 9.26,27 é, na realidade, o anticristo, tipificado parcialmente por Tito, e os eventos da 70ª semana se cumprirão na sua totalidade ainda em nosso futuro.

AS LIÇÕES DE DANIEL PARA NOSSA VIDA

Não basta estudar Daniel para conhecer mais sobre ela. A Bíblia foi escrita para nossa edificação e orientação nos caminhos do Senhor. A questão é: o que Daniel nos ensina?

(1)  Que é possível manter a fidelidade num ambiente pagão.
(2)  Que Deus pessoas de todas as classes sociais, em todos os ambientes. Ezequiel estava como líder dos cativos no campo, e Daniel servindo aos dominadores, no palácio. 
(3)  Que um jovem não precisa ser como os jovens do mundo para se realizar.
(4)  Que é possível servir a Deus sem ser pastor ou missionário. Deus precisa de homens sérios que o sirvam em qualquer ambiente.
(5)  Que um servo de Deus, entrando em ambiente político, não deve se corromper, mas manter-se fiel. Aos políticos evangélicos de hoje, envolvidos e atolados na corrupção, falta o perfil de um José e um Daniel.
(6)  Que Deus usa poderosamente uma vida que se consagra a ele.
(7)  Que Deus tem a história em sua mão, seu propósito se cumpre e tudo termina de acordo com sua vontade.
(8)  Que o reino de Cristo é imbatível, indetível,  que tudo terminará nas mãos de Jesus, ou, se preferirmos, debaixo de seus pés. 
(9)  Que nem sempre Deus impede que sejamos lançados na fornalha ou no meio dos leões. Mas quando somos lançados, ele está conosco, seja na fornalha seja na cova (Dn 3.24-25 e 6.22). 
(10)  E cada um de nós deve viver dentro do ensino do último versículo de Daniel: 12.13. 

Sem título


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