Translate

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Saulo de Tarso,ou simplesmente Paulo 2º parte


O nome de Paulo
O nome original do Apóstolo Paulo era Saulo; no judaico Saulo, em hebreu Shaul (Saul) e no grego Saulus. O Apóstolo Paulo nasceu entre os anos 5 e 10 dC, na cidade de Tarso da Cilícia . Por isso era e é chamado Paulo ou Saulo de Tarso.
"E disse-lhe o Senhor: Levanta-te, e vai à rua chamada Direita, e pergunta em casa de Judas por um homem de Tarso chamado Saulo; pois eis que ele está orando" (Atos 9:11).

A origem de Paulo
Era filho de judeus, da tribo de Benjamin e como era o costume foi circuncidado ao oitavo dia. Também cresceu seguindo a mais perfeita tradição judaica.
 "Circuncidado ao oitavo dia, da linhagem de Israel, da tribo de Benjamim, hebreu de hebreus; segundo a lei, fui fariseu" (Filipenses 3:5).
E também era cidadão romano.
"O tribuno mandou que o levassem para a fortaleza, dizendo que o examinassem com açoites, para saber por que causa assim clamavam contra ele. E, quando o estavam atando com correias, disse Paulo ao centurião que ali estava: É-vos lícito açoitar um romano, sem ser condenado? E, ouvindo isto, o centurião foi, e anunciou ao tribuno, dizendo: Vê o que vais fazer, porque este homem é romano. E, vindo o tribuno, disse-lhe: Dize-me, és tu romano? E ele disse: Sim. E respondeu o tribuno: Eu com grande soma de dinheiro alcancei este direito de cidadão. Paulo disse: Mas eu o sou de nascimento" (Atos 22:24-28).
jogos de meninas
O caráter de Paulo
Lendo as Cartas percebemos o caráter do Apóstolo: às vezes muito meigo e carinhoso; às vezes, severo. Não abria mão das suas idéias e ameaçava com castigos. Escrevendo às comunidades comparava-se à mãe que acaricia os filhinhos e era capaz de dar a vida por eles.
"Antes fomos brandos entre vós, como a ama que cria seus filhos. Assim nós, sendo-vos tão afeiçoados, de boa vontade quiséramos comunicar-vos, não somente o evangelho de Deus, mas ainda as nossas próprias almas; porquanto nos éreis muito queridos" (I Tessalonicenses 2:7,8)
Sentia pelos fiéis as dores do parto.
 "Meus filhinhos, por quem de novo sinto as dores de parto, até que Cristo seja formado em vós; Eu bem quisera agora estar presente convosco, e mudar a minha voz; porque estou perplexo a vosso respeito" (Gálatas 4:19,20).
Amava-os, e por isso se sacrificava ao máximo por eles.
"Eu de muito boa vontade gastarei, e me deixarei gastar pelas vossas almas, ainda que, amando-vos cada vez mais, seja menos amado" (II Corítnios 12:15).
Mas era também pai que educava e gerava as pessoas por meio do Evangelho à vida nova.
"Assim como bem sabeis de que modo vos exortávamos e consolávamos, a cada um de vós, como o pai a seus filhos" (I Tessalonicenses 2:11).
"Porque ainda que tivésseis dez mil aios em Cristo, não teríeis, contudo, muitos pais; porque eu pelo evangelho vos gerei em Jesus Cristo" (I Coríntios 4:15).
Sentia, pelas comunidades que fundou, o ciúme de Deus, temendo que elas perdessem a fé.
"Porque estou zeloso de vós com zelo de Deus; porque vos tenho preparado para vos apresentar como uma virgem pura a um marido, a saber, a Cristo. Mas temo que, assim como a serpente enganou Eva com a sua astúcia, assim também sejam de alguma sorte corrompidos os vossos sentidos, e se apartem da simplicidade que há em Cristo" (II Coríntios 11:2,3).
Quando se fazia necessário exigia obediência. "Que quereis? Irei ter convosco com vara ou com amor e espírito de mansidão?" (I Coríntios 4:21). Muitas vezes Paulo é apresentado como alguém distante do povo e das suas comunidades, incapaz de manifestar sentimentos, indiferente ao drama das pessoas, anti-feminista, moralista e assim por diante. Os que vêem Paulo com esses olhos esquecem-se de suas viagens, cadeias, sofrimentos, perigos e, sobretudo, sua paixão por Jesus e pelo povo. Era capaz de amar todos os membros de todas as comunidades, sem distinção, chamando-os de queridos, amados, irmãos e até mesmo filhos. Queria que todos fossem fiéis a Deus.
É interessante ler as suas Cartas e anotar com quanta freqüência ele usava expressões, tais como: tudo, todo, sempre, continuamente, sem cessar, etc., e com elas expressar sua constante preocupação para com todos. E basta uma leitura mais cautelosa das suas Cartas para descobrir que Paulo não é assim tão insensível e que todo o seu apostolado vem carregado de sentimentos. "O coríntios, a nossa boca está aberta para vós, o nosso coração está dilatado. Não estais estreitados em nós; mas estais estreitados nos vossos próprios afetos. Ora, em recompensa disto, (falo como a filhos) dilatai-vos também vós" (II Coríntios 6:11-13).jogos de meninas

A família de paulo
Tinha uma irmã e um sobrinho que moravam em Jerusalém.
"E o filho da irmã de Paulo, tendo ouvido acerca desta cilada, foi, e entrou na fortaleza, e o anunciou a Paulo" (Atos 23:16).

A profissão de Paulo
Sua profissão era artesão, fabricante de tendas. "E, como era do mesmo ofício, ficou com eles, e trabalhava; pois tinham por ofício fazer tendas" (Atos 18:3).

O estado civil de Paulo
O seu estado civil também é um tanto incerto, ainda que na maioria das vezes se afirme que era solteiro. Pelo que vemos nas cartas paulinas, parecia ele ser solteiro: "Porque quereria que todos os homens fossem como eu mesmo; mas cada um tem de Deus o seu próprio dom, um de uma maneira e outro de outra. Digo, porém, aos solteiros e às viúvas, que lhes é bom se ficarem como eu" (I coríntios 7:7,8).
Alguns ficam em dúvida por causa do que está escrito em I Coríntios:
"Não temos nós direito de levar conosco uma esposa crente, como também os demais apóstolos, e os irmãos do Senhor, e Cefas?" (I Coríntios 9:6)
jogos de meninas
A formação de Paulo
Ainda jovem foi para Jerusalém e, na escola de Gamaliel, se especializou no conhecimento da sua religião. Tornou-se fariseu, ou seja, especialista rigoroso e irrepreensível no cumprimento de toda a Lei e seus pormenores.
"Quanto a mim, sou judeu, nascido em Tarso da Cilícia, e nesta cidade criado aos pés de Gamaliel, instruído conforme a verdade da lei de nossos pais, zeloso de Deus, como todos vós hoje sois" (AtOS 22:3).

 A religião de Paulo
Cheio de zelo pela religião, começou a perseguir os cristãos.
"Segundo o zelo, perseguidor da igreja, segundo a justiça que há na lei, irrepreensível "(Filipenses 3:6).
Esteve presente no martírio de Estevão, cujos mantos foram depositados aos seus pés.
"E quando o sangue de Estêvão, tua testemunha, se derramava, também eu estava presente, e consentia na sua morte, e guardava as capas dos que o matavam" (Atos 22:20).
Continuou perseguindo a Igreja até que se encontrou com o Senhor na estrada de Damasco.jogos de meninas
"E Saulo assolava a igreja, entrando pelas casas; e, arrastando homens e mulheres, os encerrava na prisão (Atos 8:3). E Saulo, respirando ainda ameaças e mortes contra os discípulos do Senhor, dirigiu-se ao sumo sacerdote. E pediu-lhe cartas para Damasco, para as sinagogas, a fim de que, se encontrasse alguns daquela seita, quer homens quer mulheres, os conduzisse presos a Jerusalém. E, indo no caminho, aconteceu que, chegando perto de Damasco, subitamente o cercou um resplendor de luz do céu. E, caindo em terra, ouviu uma voz que lhe dizia: Saulo, Saulo, por que me persegues? E ele disse: Quem és, Senhor? E disse o Senhor: Eu sou Jesus, a quem tu persegues. Duro é para ti recalcitrar contra os aguilhões" (Atos 9:1-5).jogos de meninas
Era um homem bem preparado, além de conhecer bem a sua religião (o que pode ser comprovado pelas muitas citações ao AT), possuía boas noções de filosofia e das religiões gregas do seu tempo. Em Tarso, sua cidade natal, havia escolas filosóficas (dos estóicos e cínicos) e também escolas de educadores.
Ali nasceu Atenodoro, professor e amigo do imperador Augusto. Paulo algumas vezes utiliza frases desse educador: “Para toda criatura, a sua consciência é Deus” (Cf. Rm 14,22a). Ou: “Guarde para você, diante de Deus, a consciência que você tem” ou: “Comporte-se com o próximo como se Deus visse você, e fale com Deus como se os outros ouvissem você” (Cf. 1Ts 2,3-7). Além disso conhecia bem o grego e o método da retórica. Esforçava-se para compreender o modo grego de viver.
Embora não mencione isso em suas cartas, como se o desprezasse, a sua verdadeira cidadania é outra pois sua visão era no reino celestial.jogos de meninas
"Mas a nossa cidade está nos céus, de onde também esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo" (Filipenses 3:20).

A conversão de Paulo
A experiência de Paulo com Jesus mudou completamente a sua vida. De perseguidor passou a ser o anunciador até a sua morte.
 Na sua primeira missão apostólica, entre os anos 45 e 49, anunciando o Evangelho em Chipre, Panfilia, Pisidia e Lacaônia (At 13-14),passou a usar o nome grego de Paulo de preferência a Saulo, seu nome judaico. "Todavia Saulo, que também se chama Paulo, cheio do Espírito Santo, e fixando os olhos nele" (At 13,9).
Porém, ele soube tirar proveito desse título, bem como de toda a bagagem cultural adquirida, para conduzir todos a Jesus.
"Porque, sendo livre para com todos, fiz-me servo de todos para ganhar ainda mais. E fiz-me como judeu para os judeus, para ganhar os judeus; para os que estão debaixo da lei, como se estivesse debaixo da lei, para ganhar os que estão debaixo da lei. Para os que estão sem lei, como se estivesse sem lei (não estando sem lei para com Deus, mas debaixo da lei de Cristo), para ganhar os que estão sem lei. Fiz-me como fraco para os fracos, para ganhar os fracos. Fiz-me tudo para todos, para por todos os meios chegar a salvar alguns. E eu faço isto por causa do evangelho, para ser também participante dele" (I Coríntios 9:19-23).
jogos de meninas
A missão de Paulo
Encontrou dificuldade para ser aceito como Apóstolo. As suspeitas vinham do fato ser um perseguidor e sobretudo porque não foi escolhido pessoalmente por Jesus. Quatorze anos após a sua conversão, subiu a Jerusalém, para o Concílio, onde defendeu a não circuncisão para os pagãos. Ele mesmo se defendeu das acusações.
"Mas faço-vos saber, irmãos, que o evangelho que por mim foi anunciado não é segundo os homens. Porque não o recebi, nem aprendi de homem algum, mas pela revelação de Jesus Cristo" (Gálatas 1:11,12).
Para ele, anunciar o Evangelho era uma obrigação:
"Porque, se anuncio o evangelho, não tenho de que me gloriar, pois me é imposta essa obrigação; e ai de mim, se não anunciar o evangelho!" (I Coríntios 9:16).
Em sua incansável missão de anunciar o Evangelho Paulo sofreu muito, mas não desistiu. Ele mesmo relata algumas das situações difíceis que passou:
"São ministros de Cristo? (falo como fora de mim) eu ainda mais: em trabalhos, muito mais; em açoites, mais do que eles; em prisões, muito mais; em perigo de morte, muitas vezes. Recebi dos judeus cinco quarentenas de açoites menos um. Três vezes fui açoitado com varas, uma vez fui apedrejado, três vezes sofri naufrágio, uma noite e um dia passei no abismo; Em viagens muitas vezes, em perigos de rios, em perigos de salteadores, em perigos dos da minha nação, em perigos dos gentios, em perigos na cidade, em perigos no deserto, em perigos no mar, em perigos entre os falsos irmãos; Em trabalhos e fadiga, em vigílias muitas vezes, em fome e sede, em jejum muitas vezes, em frio e nudez" (II Coríntios 11:23-27).
Teve que lutar contra os falsos missionários (2Cor 10-12) que anunciavam um Evangelho fácil, que fugiam da humilhação e da tribulação. Anunciavam um Jesus sem a cruz. Paulo anunciava o Jesus Crucificado, ainda que isso fosse escândalo.
"Mas nós pregamos a Cristo crucificado, que é escândalo para os judeus, e loucura para os gregos" (I Coríntios 1:23).
Porém a cruz não era o fim. O mesmo Jesus da cruz é também o Jesus Ressuscitado (1Cor 15).jogos de meninas
Postado por Anderson Curioso Bíblicojogos de meninas

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

A queda da ultima fortaleza


Massada

O ano 72 d.C. estava próximo de seu fim quando um sentinela judeu, que montava guarda num posto avançado nas montanhas, avistou uma nuvem de poeira aproximando-se no horizonte. Ele sabia que aquilo só podia significar uma coisa: os romanos estavam chegando. Foi dado o alarme. A última fortaleza da resistência judaica despertou. A guerra havia chegado a Massada.
A fortaleza
Massada, que, provavelmente, significa "lugar seguro" ou "fortaleza", é um imponente planalto escarpado, situado no litoral sudoeste do Mar Morto. O local é uma fortaleza natural, com penhascos íngremes e terreno acidentado. Na parte leste, a face do penhasco se eleva 400 metros acima da planície circundante. O acesso só é possível através de uma difícil trilha que serpenteia pela montanha.
As vertentes norte e sul são igualmente escarpadas, mas o lado oeste é um pouco mais fácil de atingir. Ali, embora a montanha ainda se eleve a mais de 100 metros de altitude, o terreno sobe com uma inclinação de vinte graus até cerca de 13 metros do topo. O platô de Massada tem a forma aproximada de um losango, com cerca de 600 metros de comprimento e 300 metros na parte mais larga.
Flávio Josefo, o famoso historiador judeu do primeiro século, é a principal fonte de informação sobre a história de Massada. Embora alguns de seus relatos e números sejam muitas vezes questionados, grande parte do que ele descreveu foi confirmado pela arqueologia.
Massada tornou-se uma fortaleza judaica durante o período dos hasmoneus (cerca de 150-76 a.C.). Mais tarde, o rei Herodes fez ampliações e reforçou suas defesas (37-31 a.C.). Como era de se esperar, as reformas de Herodes foram impressionantes. Uma dupla muralha de pedra, com 140 metros de extensão e quase seis metros de altura em alguns pontos, estendia-se por todo o perímetro do platô. No espaço de 4 metros de largura que separava as duas muralhas, foram construídos vários quartos, que eram usados para guardar armas e alojar as tropas. A muralha tinha quatro portões e mais de trinta torres.

Herodes construiu dois palácios com todo conforto e luxo da época: pisos de mosaicos, afrescos, colunatas e até uma piscina.

Herodes também construiu dois palácios com todo conforto e luxo da época: pisos de mosaicos, afrescos, colunatas e até uma piscina. Para garantir a auto-suficiência de seu refúgio no deserto, Herodes mandou plantar hortaliças e grãos na montanha, além de construir enormes cisternas escavadas na pedra para coletar água da chuva, com capacidade para mais de 40 milhões de litros. Suas despensas guardavam jarros de azeite, vinho, farinha e frutas. Herodes também tinha um estoque de armas suficiente para um exército de dez mil homens.
Após a morte de Herodes, a fortaleza de Massada foi ocupada por uma guarnição romana que ficou aquartelada ali por quase cem anos.
Os sicários
Durante o censo de Quirino (6 d.C., cf. Lc 2.2), surgiu entre os judeus daquela região uma quarta filosofia ou seita (além dos fariseus, saduceus e essênios). Josefo apontou essa seita como responsável pela destruição do Templo de Jerusalém, em 70 d.C. Esse partido defendia a rebelião contra Roma e não reconhecia nenhuma autoridade, senão a divina. Seus seguidores eram conhecidos como sicários, do latim sica, que significa "adaga curva". Alguns estudiosos identificam os sicários com os zelotes.
Josefo não tinha muitas palavras boas a dizer sobre os sicários. Ele os definiu como bandidos, que não assassinavam só os romanos, mas matavam e saqueavam seus próprios compatriotas, cometendo crimes bárbaros e fomentando a revolta, sob uma capa de patriotismo e ideais libertários.
No ano de 66 d.C., um grupo desses rebeldes entrou furtivamente na fortaleza de Massada e dizimou a guarnição romana aquartelada ali. Pouco depois, o líder dos sicários, Manaém, chegou a Massada com seus homens, saqueou o arsenal e seguiu em direção a Jerusalém, como líder autoproclamado da revolta contra Roma. Chegando em Jerusalém, Manaém agiu com extrema crueldade, assassinando todos os que não se submetiam à sua autoridade. Sua opressão tornou-se tão insuportável que provocou um levante num grupo de judeus de Jerusalém que consideravam sua tirania pior que a de Roma. Nessa revolta, Manaém foi preso e executado. Muitos de seus seguidores, inclusive um parente seu chamado Eleazar ben Jair, fugiram para Massada, onde Eleazar tornou-se líder dos sicários.
Durante os seis anos seguintes, os sicários de Massada demonstraram fervorosa devoção religiosa. Entretanto, em total incoerência com essa aparente piedade, Eleazar e seus homens costumavam atacar as povoações vizinhas, até mesmo as de judeus, para roubar provisões. A vila de En-Gedi, situada a cerca de 25 quilômetros ao norte de Massada, foi alvo de seu ataque mais cruel. Os sicários investiram contra a aldeia durante a Festa dos Pães Asmos, roubaram todos os mantimentos, expulsaram os habitantes judeus e, segundo Josefo, mataram setecentas pessoas.
Quando Jerusalém foi finalmente destruída pelos romanos, no ano 70 de nossa era, um pequeno punhado de sobreviventes dirigiu-se para Massada. Na época em que os romanos atacaram a fortaleza na montanha, no final de 72 d.C., a população judaica que ali vivia já somava 967 pessoas.
O cerco
Após a tomada de Jerusalém, os romanos começaram a operação de limpeza das áreas conquistadas. Dois baluartes judaicos remanescentes – Herodion e Maqueronte – foram rapidamente esmagados. Massada foi deixada para o novo procurador, Flávio Silva.
Silva marchou em direção a Massada com a Décima Legião e uma tropa auxiliar de milhares de soldados, além de milhares de prisioneiros judeus que trabalhavam como escravos, produzindo alimentos e fornecendo água para o exército.
Ao chegar à base da fortaleza de Massada, Silva começou a elaborar uma estratégia para enfrentar o desanimador desafio que se erguia à sua frente. Após avaliar a situação, ele decidiu, primeiramente, construir oito acampamentos de base em torno da fortaleza. Um deles foi colocado na montanha que dava vista para Massada, no lado sul. O local era um ótimo posto de observação, permitindo acompanhar as atividades dos sicários. O quartel-general de Silva estava localizado num dos acampamentos maiores, a noroeste da fortaleza.
O primeiro objetivo de Silva era impedir que os sicários escapassem. Para isso, construiu uma muralha de três quilômetros de extensão e quase dois metros de espessura, circundando toda a montanha.
O segundo objetivo de Silva era transpor a muralha defensiva no alto da montanha e penetrar na fortaleza. Ele sabia que um cerco prolongado estava fora de questão, pois Massada tinha uma abundante reserva de provisões. Então, decidiu construir uma rampa de assalto sobre a elevação natural na encosta oeste de Massada. Esse feito não foi nada desprezível. As tropas de Silva levaram grande quantidade de terra e pedras para o local, e usaram vigas de madeira de tamargueira, com 60 centímetros a 1 metro de comprimento, para escorar a pilha de entulho. Com esse material, construíram um plano inclinado que deve ter tido uns 160 metros de comprimento, 15 metros de largura e 8 metros de profundidade.[1]
23 - national geografic
O general Silva decidiu construir uma rampa de assalto sobre a elevação natural na encosta oeste de Massada, um plano inclinado que deve ter tido uns 160 metros de comprimento, 15 metros de largura e 8 metros de profundidade, e que ainda hoje pode ser visto.


Mas os sicários sabiam muito bem quais eram as intenções dos romanos, e não ficaram assistindo de braços cruzados. Enquanto os romanos tentavam construir sua rampa, os judeus juntavam grandes pedras, pesando uns 50 quilogramas cada uma, e as mandavam rolando morro abaixo. Além disso, outros sicários arremessavam pedras menores com suas fundas.
Mas a resistência foi em vão. O plano inclinado foi concluído e as enormes máquinas de guerra dos romanos entraram em ação. Uma dessas torres tinha entre 20 e 30 metros de altura, e, lá de cima, os romanos lançavam uma chuva de setas e pedras sobre os atarantados rebeldes.
A torre também tinha um poderoso aríete, composto de uma enorme tora de madeira com uma ponta de ferro no formato de cabeça de carneiro. A tora era suspensa por cordas, dentro da máquina de guerra. Os soldados empurravam a máquina até perto da muralha ou dos portões e, ao chegarem a uma distância suficiente, puxavam a tora para trás e depois a empurravam para a frente com toda a força. Josefo comentou que nenhuma muralha ou torre conseguia resistir à violência desses golpes.
Sabendo disso, os sicários usaram um sistema engenhoso para reforçar a muralha exterior. Usando as vigas dos telhados de 90 por cento das construções de Massada, eles construíram uma muralha de madeira por dentro da muralha de pedra e encheram de terra o espaço entre as duas. A muralha interna "deveria ter entre 20 e 25 metros de extensão, cerca de 18 metros de espessura e 7 a 8 metros de altura".[2] Aparentemente, o aríete tinha pouco efeito sobre este tipo de muralha, exceto o de compactar ainda mais a terra, a cada novo golpe. Mas o sucesso da nova muralha de madeira não durou muito, pois ela tinha uma grande fraqueza: podia ser queimada.
Silva ordenou que suas tropas lançassem tochas flamejantes sobre a muralha, e, em pouco tempo, ela estava em chamas. Quando um vento vindo do norte soprou as chamas de volta na direção dos romanos, os judeus cercados sentiram a esperança renascer. Mas os ventos mudaram outra vez, levando as chamas novamente para a muralha. Enquanto suas defesas queimavam rapidamente, os sicários perceberam que o fim estava próximo.
O suicídio
Em vez de investirem para a matança, os legionários voltaram a seus acampamentos para passar a noite, preparando-se para desferir o ataque final pela manhã. Porém, durante a noite, Eleazar ben Jair convenceu seus compatriotas, embora com certa dificuldade, de que era melhor morrerem livres do que sofrerem a tortura que certamente estaria reservada para eles e suas famílias, nas mãos dos romanos. O suicídio coletivo era preferível à escravidão. Com grande tristeza, cada chefe de família matou sua mulher e seus filhos. Em seguida, foram sorteados dez homens para matar os restantes. Desses, um foi selecionado para matar os outros nove, incendiar o palácio onde todos haviam tombado e, depois, suicidar-se.
Com o raiar do sol, as tropas romanas precipitaram-se pelas fendas da muralha, preparadas para entrar em combate contra a resistência, mas tudo o que encontraram foi o silêncio. Intrigados, os soldados gritaram para atrair os guerreiros. Em vez disso, viram surgir das sombras duas mulheres e cinco crianças, que haviam escapado do massacre da noite anterior escondendo-se em cavernas subterrâneas. Os sobreviventes contaram aos romanos o que os sicários tinham feito, mas eles só acreditaram quando entraram no palácio incendiado e contemplaram o monte de cadáveres.
As mortes ocorreram no décimo quinto dia do mês de nisã, segundo o calendário judaico, no primeiro dia da Festa dos Pães Asmos do ano de 73 d.C.[3]
Atualmente, o moderno Estado de Israel – a única verdadeira democracia do Oriente Médio – homenageia Massada, não necessariamente por seus defensores, mas por seus ideais. As palavras do hino nacional israelense expressam o anseio do coração de todo judeu, desde que os romanos romperam as defesas de Massada: "Viver em liberdade na terra de Sião e Jerusalém".

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Onésimo, o Servo útil


Onésimo de Bizâncio (em grego: Ὀνήσιμος, que significa "útil") foi um escravo romano de Filémon, um cristão. Ele também é considerado como sendo o bispo de Bizâncio entre 54 e 68 d.C.1
Após um período, Onésimo transgrediu contra Filémon e fugiu para o local onde Paulo estava aprisionado (provavelmente Roma ou Éfeso) para escapar a punição pelo roubo que havia cometido.2 Lá, ele ouviu a pregação de Paulo e se converteu ao cristianismo. O apóstolo, tendo antes convertido também Filémon, reconciliou os dois e escreveu uma carta para ele (que hoje é parte do Novo Testamento com o nome de Epístola a Filémon3 ). Nela, se lê:

Rogo-te por meu filho Onésimo, que eu gerei nas minhas prisões, o qual outrora te foi inútil, mas agora é útil a ti e a mim; e eu to envio a ele que é meu próprio coração. Eu quisera tê-lo perto de mim, para que me servisse em teu lugar nas prisões do Evangelho, mas nada quis fazer sem a tua aprovação, para que o teu benefício não fosse como por necessidade, mas da tua livre vontade. Talvez por isso ele se apartasse de ti por algum tempo, para que tu o recuperasses para sempre; não mais como servo, mas em vez de servo, como irmão amado, de mim principalmente e mais ainda de ti, quer na carne quer no Senhor.
—  Paulo de Tarso. Epístola a Filemon

NewTestamentGreek-87474K-P66-2-LgGrey
Por causa desta epístola de Paulo, Filémon aceitou de volta Onésimo como seu irmão e o libertou da escravidão. Ainda que seja um fato contestado, é possível que este Onésimo seja o mesmo que foi consagrado bispo pelos apóstolos e aceitou a sé episcopal de Éfeso, sucedendo a Timóteo.
Carta de Paulo  para Filemon ;

a. Saudação (1-3)
b. Ações de Graça (4-7)
c. Intercessão por Onésimo (8-22)
i.O envio de Onésimo a Filemon (8-16)
1. A pessoa de Onésimo (8-10)
2. O valor de Onésimo (11)
3. A liberdade de Onésimo sugerida (12-16)


ii. A recepção de Filemon a Onésimo (17-22)

d. Saudações Finais (23-25)

A carta inicia-se com uma apresentação (Filémon 1:1-3). Logo após, há os agradecimentos a Filemon por seu amor e por sua  (Filemon 1:4-7).
A parte central da carta é o pedido feito a Filemon a respeito do escravo Onésimo. Este havia fugido e, neste ínterim, se convertido ao cristianismo. Paulo, então, pede a Filemon que perdoe Onésimo e o acolha como um irmão em Cristo (vv. 8-22) (Filemon 1:8-22).
Por fim, há as saudações finais (Filemon 1:23) e uma bênção (Filemon 1:25).
Esta é uma das poucas cartas sobre a qual não residem dúvidas quanto à autenticidade da autoria paulina.
Dentre todas as epístolas de Paulo, Filemon é a que mais se aproxima da forma das antigas cartas privadas. Seus traços pessoais apelam para a veracidade de Paulo como autor.O livro de Filemom é uma história de amor fraternal, entre um escravo e um missionário Paulo, mas também fala da restauração e o perdão de uma dissensão entre  um escravo Onésimo e Filemom seu dono.
“Peço-te por meu filho Onésimo, que gerei nas minhas prisões; O qual noutro tempo te foi inútil, mas agora a ti e a mim muito útil; eu to tornei a enviar. E tu torna a recebê-lo como às minhas entranhas. Eu bem o quisera conservar comigo, para que por ti me servisse nas prisões do evangelho”.
Filemom 1:10 – 13
È uma linda história da capacidade do cristianismo em agregar, unir pólos opostos: escravo e livre, rico e pobre, negro e branco, analfabeto e culto; e também  da capacidade de romper barreiras crônicas, que para muitos é impossível de serem removidas: de perdoar pecados remotos, de suprimir ressentimentos, e suplantar amarguras antigas.Paulo escreve uma carta de recomendação para Filemom, seu amado irmão e companheiro de trabalho, em favor de Onésimo – um desertor, ladrão, e ex-escravo sem valor, mas que é agora um irmão de Filemom em Cristo, gerado através de oração e da pregação do evangelho enquanto está preso.Com muito tato e  carinho, Paulo pede que  Filemom receba Onésimo de volta com a mesma gentileza com que receberia ele próprio. Qualquer ônus, que o mesmo causasse, Paulo promete ressarcir.
Conhecendo Filemom, Paulo tem certeza de que o amor e perdão predominariam nessa nova relação.
Segundo a tradição cristã, durante o reinado do imperador romano Domiciano e a perseguição de Trajano, Onésimo foi preso em Roma e martirizado por apedrejamento e depois decapitado 4 (ou teve seus ossos quebrados1 ).

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

O Evangelista de Gadara ( O Missionário Gadareno )


( Marcos 5:1-20 )

o-gadareno-batalha-espiritual
Nos tempos de Jesus, havia ali um homem fora de si. Ele era muito estranho: não parava em casa, passava dias e noites nas cavernas e nos cemitérios, feria-se de propósito, gritava pelas estradas, tinha uma força capaz de arrebentar correntes de ferro, era violento e perigoso, andava nu e assustava todo mundo. Poderia ser um louco varrido, mas, no caso desse gadareno, o diagnóstico era outro. O rapaz estava de fato endemoninhado.
Os demônios são anjos caídos, espíritos maus (também chamados de imundos) a serviço de Satanás, capazes de entrar numa pessoa e dominá-la por completo, causando tormentos, doenças, deformidades físicas, convulsões e principalmente transtornos mentais. Eles são inimigos de Deus, mas não são ignorantes. Referem-se a Deus como o “Deus Altíssimo” (Mc 5.7; At 16.17) e a Jesus como o “santo de Deus” (Mc 1.24) ou o “Filho do Deus Altíssimo” (Mc 5.7). Eles chegam a falar dos dois temas contrários: a salvação (At 16.17) e o dia do juízo (Mt 8.29). Quando Jesus pisou em terra, depois da difícil travessia do mar da Galileia, o tal endemoninhado de Gadara foi ao seu encontro e o Senhor o curou. Pouco depois o rapaz “estava assentado aos pés de Jesus, vestido e em perfeito juízo” (Lc 8.35). O milagre provocou grande reboliço em toda a região e reações diferentes. Os envolvidos com aquele acontecimento fizeram pedidos diferentes e curiosos a Jesus. Os demônios pediram “com insistência” a Jesus que os transferisse do corpo daquele homem para os porcos que pastavam nas imediações. Os gadarenos pediram “com insistência” que Jesus saísse da terra deles. E o ex-endemoninhado pediu “com insistência” que Jesus o deixasse permanecer na companhia dele.
 

A Cidade de Gadara

Gadara (hoje Um Queis) estava localizada em uma região chamada de Transjordânia. A dez quilômetros ao sudeste do mar da Galileia, na Palestina. A Transjordânia era montanhosa, com muitos bosques e ficava a leste do rio Jordão. Originalmente, era habitada por povos de origem aramaica, mas foi logo colonizada pelo elemento grego, instalando-se fortemente o helenismo na região.
As cidades helênicas passaram a se unir em torno de uma liga, chamada nos tempos de Jesus de Decápolis, que constituíam uma espécie de confederação de dez cidades, com uma certa autonomia em volta de seu território.
As mais célebres destas cidades eram: Damasco, Hipos, Tiberíades, Gadara, Gerasa, Pella e Filadélfia.
E a Transjordânia e a Decápolis, ficavam no meio do caminho que levava do Egito à Assíria, dois grandes reinos da época. De forma que quando estes domínios estavam em mãos de governos opostos, tendiam à guerra e as cidades que estavam entre eles eram logo as primeiras a sofrer com as misérias da guerra.
O ódio alimentado por ressentimentos, o caos, a profunda depressão e as marcas a "ferro quente" impressas na alma dos pobres cidadãos, os que mais sofrem em conflitos, faziam do coração humano, na cidade de Gadara, um terreno fértil para o domínio e a possessão do maligno.

A LIBERTAÇÃO DO GARDARENO
TEXTO. MARCOS 5: 1 – 9
Introdução: Comentário sobre libertação.
Transição. Comentar o texto lido. 3 Pontos de vista.
I – AÇÕES DO JOVEM GARDARENO.
1) – Vivia preso com cadeias – ( 3 - 4)
2) – Vivia nos sepulcros – ( 4 -5)
3) – Vivia atormentado. (5)
a) – Psicologicamente
b) – Fisicamente
c) – Espiritualmente.
II – COMO CONSEGUIU SUA LIBERTAÇÃO?
1) – Vendo, pois a Jesus de longe – (6)
2) – Correu e o adorou – (6)
3) – Clamando com grande voz – ( 7)
III – RESULTADO DE SUA LIBERTAÇÃO.
1) – Mudanças de atitudes – (15)
(Sentado, Vestido e em perfeito juízo)
2) – Desejava estar sempre com Jesus (18)
3) – Vai para casa para os seus – (19)
4) – Testificava nas cidades sobre Jesus – (20)
Jesus O Libertador
Antes: Na Chegada de Jesus veio Possesso de Demônios; (Lc. 8: 27)
Depois: Na Saída veio Liberto dos Demônios com desejo de seguir a Cristo; (Lc. 8: 38) 
Antes: Não andava Vestido (Lc. 8: 27)
Depois: Passou a andar Vestido (Lc. 8: 35)
Antes: Morava em Sepulcros perto dos mortos, longe de sua família e de todos vivos; (Lc. 8: 27)
Depois: Mora em sua Casa perto de sua família e dos vivos, longe dos mortos; (Lc. 8: 39)
Antes: Arrebatado pelos demônios para o Deserto em lugares desabitados; (Lc. 8: 29) 
Depois: Arrebatado pelo Espírito Santo Para Pregar em lugares habitados; (Lc. 8: 39) 
Antes: Todos procuravam Prende-lo; (Lc. 8: 29) 
Depois: Todos procuram Ouvi-lo; (Lc. 8: 39)
Antes: Sem Juízo; (Lc. 8: 27)
Depois: Com Juízo; (Lc. 8: 35) 
Antes: A Multidão queria que Cristo fosse embora; (Lc. 8: 37)
Depois: Ele queria ir com Jesus; (Lc. 8: 38)
Antes: Aos pés do Diabo; (Lc. 8: 30)
Depois: Aos pés de Jesus; (Lc. 8: 35) 
Antes: Contavam que ele era endemoninhado; (Lc. 8: 29) 
Depois: Contavam que ele foi Liberto; (Lc. 8: 36)
Antes: O Endemoninhado Gadareno; (Lc. 8: 26,27) 
Depois: O Missionário Gadareno. (Lc. 8: 38,39) 
Kursi (Cursi) nas Colinas de Golan
DSCF5705.preview .

sábado, 28 de setembro de 2013

A Travessia do Mar de EXODUS


“ E os filhos de Israel entraram pelo meio do mar em seco; e as águas foram-lhes como muro à sua direita e à sua esquerda.E os egípcios os seguiram, e entraram atrás deles todos os cavalos de Faraó, os seus carros e os seus cavaleiros, até ao meio do mar. ”  ÊXODOS 14:22-23
03 
MAR VERMELHO
O mar Vermelho (árabe:Bahr el-Ahmar, hebraico Yam Suf ou Hayam Haadóm) é um golfo do Oceano Índico entre a África e a Ásia. Aosul, o mar Vermelho comunica com o oceano Índico pelo estreito de Bab el Mandeb e o golfo de Áden. A norte se encontram a península do Sinai, o golfo de Aqaba e o canal de Suez (que permite a comunicação com o Mar Mediterrâneo).
O mar Vermelho tem um comprimento de aproximadamente 1900 km, por uma largura máxima de 300 km e uma profundidade máxima de 2 500 metros na fossa central, com uma profundidade média de 500 m, sua água tem um percentual de salinidade de aproximadamente 4% (ou 40‰). O mar Vermelho é famoso pela exuberância de sua vida submarina, sejam as inúmeras variedades de peixes ou os magníficoscorais. A superfície do mar Vermelho é de aproximadamente 450 000 km², com uma população de mais de 1000 espécies de invertebrados, de 200 espécies de corais e de ao menos 300 espécies de tubarões.
02
A ESCRAVIDÃO NO EGITO
Depois da morte de José e de toda a sua geração, subiu ao trono do Egito um novo Faraó - e muito provavelmente uma nova Dinastia - "que não sabia nada a respeito de José." (1:6,8 BLH) Segundo o relato bíblico, o Faraó disse ao seu povo: "Ele disse ao seu povo: Eis que o povo dos filhos de Israel é mais numeroso e mais forte do que nós. Vamos, usemos de astúcia para com ele, para que não se multiplique, e seja o caso que, vindo guerra, ele se ajunte com os nossos inimigos, peleje contra nós e saia da terra." (1:9,10ALA)
Com esse fim designaram sobre eles, chefes de trabalhos forçados com o objetivo de oprimi-los; de tornar a sua vida penosa. Segundo o relato bíblico, os israelitas trabalham na construção das cidades de Pitom (ou Pi-Atum, que significa "Casa de [deus] Atum") e Ramsés (que significa "Casa do Filho de [deus] Rá"; ou Pi-Ramsés-Meri-Amon), que seriam locais para armazenagem de cereais. Ambas as cidades situavam-se na fronteira oriental do Delta do Nilo. A cidade de Pi-Ramsés seria a Avaris mencionada no relato do sacerdote e historiador egípcio Manéto, citado pelo historiador judeu Flávio Josefo.
A FIGURA DE MOISÉS
É neste contexto que surge o nascimento de Moisés. Uma mulher levita (da tribo de Levi) consegue salvar seu bebê o deixando sem rumo no rio Nilo em uma arca de junco. Então a filha do Faraó acha o bebê, e dá a ele o nome de Moisés (traduzido como Salvado das águas). Moisés cresceu dentro da sociedade egípcia, mas depois se solidariza com os israelitas, ao matar um egípcio que estava batendo em um israelita.
Então foge do país e vai para Midiã.18 Lá ele casa, e depois, converte-se em pastor do sacerdote Jetro (chamado Reuel, em outra parte do Êxodo) e por sua vez Moisés chega a ser marido da filha de Jetro, Zípora. Enquanto rebanhava o bando de ovelhas de seu sogro Jetro19 no Monte Horebe,17 encontra Deus na forma de um arbusto queimando. Deus revela seu nome, Yahweh (ou Javé), a Moisés, e diz que ele deve voltar ao Egito e liderar a fuga dos hebreus rumo à Terra Prometida de Abraão (Canaã).
Moisés retorna ao Egito, e Deus o instrui a aparecer diante do faraó e informar ele da exigência de Deus de que ele deixe o povo de Deus partir. Moisés e seu irmão Arão fazem isso, mas o faraó recusa o pedido e oprime ainda mais os hebreus. Moisés fala a Deus e Deus diz que os hebreus conseguirão deixar o Egito. Deus envia uma série de pragas sobre o Egito, mas o faraó insiste em recusar. Deus instrui Moisés a instituir o sacrifício da Passagem entre os hebreus, e mata todos os primogênitos egípcios e seus gados, mas evita as casas dos israelitas, que haviam marcado as portas de suas casas com sangue de cordeiro. O faraó reconhece sua derrota e então concorda em deixar os hebreus partirem.
ARQUEOLOGIA E FISICA
A história bíblica da divisão do Mar Vermelho, registrada no livro do Êxodo, pode ter acontecido de verdade. Ou, pelo menos, poderia ter acontecido sem quebrar nenhuma lei da Física. Pesquisadores do Centro Nacional de Pesquisa Atmosférica dos Estados Unidos e da Universidade do Colorado mostraram como o movimento do vento descrito na Bíblia pode ter, de fato, afastado as águas e permitido a passagem de Moisés e o restante de seu povo.
FotoSonarNuweibaPassagem
Simulações feitas em computador mostraram que ventos fortes vindos do leste, soprando durante toda a madrugada, poderiam ter "partido" as águas em uma região onde um afluente antigo do rio Nilo teria se fundido com uma lagoa costeira no Mar Mediterrâneo. Os ventos fortes teriam empurrado a água fazendo surgir uma passagem (veja o vídeo abaixo), permitindo que as pessoas atravessassem o local com segurança. Imediatamente após o cessar dos ventos, as águas teriam voltado ao normal. "As simulações combinam com o que aconteceu na história do Êxodo", disse Carl Drews, chefe da pesquisa. "O vento empurra a água de acordo com as leis da Física, criando uma passagem segura com água dos dois lados, e então permite a volta da água abruptamente". Mas os próprios pesquisadores duvidam que os hebreus conseguissem fazer a travessia pela passagem com ventos tão fortes, de 107 km/h, soprando contra.
01
Ronald Eldon Wyatt (1933 - 4 de agosto de 1999) foi um arqueólogo contestado por suas supostas descobertas arqueológicas a respeito de localidades bíblicas. Ele afirmava ter encontrado a verdadeira Arca da Aliança, a Arca de Noé, a Rota do Exôdo e as cidades de Sodoma e Gomorra. Vejam o post acima e verifiquem as provas .  Expedições comprovaram algumas de suas descobertas.
00
O Rei Salomão também marcou com um “ Ponto historico ” o local da travessia ( Entre a saida no Egito e a chegada na Arabia Saudita ).

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Siloé, da fonte de Giom

 

O Reservatório de Siloé ou Piscina de Siloé chamado em hebraico Selá (Enviado ou Remetente). É um marco situado na parte inferior da inclinação sul de Ophel, o local que fazia parte da antiga Jerusalém, a oeste do vale do Cédron e da antiga Cidade de Davi, agora ao sudeste (parte externa) das paredes da antiga cidade.

O reservatório era um receptáculo para as águas da fonte de Giom, que eram levadas para lá por dois aquedutos - o canal da Idade do Bronze descoberto em 1867 por Charles Warren (um canal de água no fundo da caverna num corte reto de uns 20 metros que era coberto com lajes de rocha) datado da Idade do Bronze 1800 a.C., e o túnel de Ezequias (um túnel construído na rocha, do tempo do reinado do rei Ezequias 700 a.C.)

O Reservatório de Siloé é mencionado diversas vezes no Bíblia. Em Isaías capítulo oito e versículo seis (8:6) menciona as águas deste reservatório, e Isaías 22:9 faz referências à construção do túnel de Ezequias.

pool-of-siloam TANQUE

 

Para os cristãos, a menção mais notável do reservatório se encontra no Evangelho segundo João quando menciona o ato Jesus de curar um homem cego de nascimento.

  • (João 9:1-7):
". . .Ora, quando ia passando, viu um homem cego de nascença.... Depois de dizer estas coisas, cuspiu no chão e fez barro com a saliva, e pôs este barro sobre os olhos [do homem] e lhe disse: “Vai lavar-te no reservatório de água de Siloé” (que é traduzido 'Enviado'). E ele foi então e lavou-se, e voltou vendo"

principal_1445

De acordo com Ronny Reich da Universidade de Haifa Israel, a presença de Jesus no reservatório poderia simplesmente ter sido um resultado da exigência de lavar-se antes de subir ao Templo; a lei religiosa do período, requeria dos judeus fazer pelo menos uma peregrinação a Jerusalém uma vez ao ano.

       Escavações modernas têm mostrado que o tanque de Siloé era um grande reservatório, que recebia água mediante um canal subterrâneo que corria de nordeste para o sudoeste, ligando-o com Gion, a Fonte da Virgem (provavelmente o tanque de Betesda; ver João 5.2).

            O túnel que ligava o tanque Siloé a Gion ficou oculto durante séculos; porém, em 1880, alguns banhistas no tanque de Siloé descobriram a entrada do túnel. Pouco mais adiante, no interior do túnel, foi descoberta uma inscrição descritiva da preparação do túnel. Cerca de cem metros de rocha separam o tanque de Siloé da fonte de Gion. O próprio túnel tem cerca de 1,80m de altura por meio metro de largura. Tem sido sugerido por alguns estudiosos que teria sido mediante um túnel similar que os homens de Davi entraram e capturaram a capital jebusita, conforme é descrito em II Samuel 5.8. Edificações recentes, entretanto, impedem qualquer averiguação arqueológica, e ficamos assim impossibilitados de saber com certeza se o tanque de Siloé é o mesmo reservatório de Hezequias, ou se as águas da fonte de Gion fluíam diretamente para o tanque mais baixo, ao transbordarem.

O ano é 1880 e o cenário a histórica Jerusalém. Dois jovens resolvem trocar a aula tediosa pelo banho refrescante em um tanque onde desemboca um antigo túnel. Durante o mergulho, eles encontram sinais semelhantes a fragmentos de texto inscritos na parede da estrutura. De volta à superfície, os meninos são surpreendidos pelo inspetor do colégio e, para escapar à punição, revelam a 'novidade'. Os sortudos perdem o dia de aula, se salvam do castigo e, de quebra, ainda prestam um grande favor à humanidade: desenterram a história do túnel bíblico de Siloé, escondida em meio a detritos e escombros.

Inscrição encontrada no túnel de Siloé, em Jerusalém (foto: reprodução)

"Ora, o restante dos atos de Ezequias, e todo o seu poder, e como
fez a piscina e o aqueduto, e como fez vir a água para a cidade,
porventura não estão escritos no livro das crônicas dos reis de Judá?
II Reis, 20: 20

O que eles não sabiam é que, além da pedra, muita polêmica também seria desenterrada dali. O motivo da discórdia estava naquela inscrição. Melhor, não estava. O texto relatava etapas da construção do túnel mas não mencionava o nome do rei Ezequias, governador de Judá entre os séculos 8 e 7 a.C. Ele é citado na Bíblia -- nos livros de Reis e Crônicas -- como autor da obra. No entanto, com base nesse texto e na análise do tipo de construção, alguns arqueólogos passaram a afirmar que o túnel seria cerca de quinhentos anos mais novo do que relata o livro sagrado do cristianismo.

A história precisou de mais de um século até que três cientistas israelenses revelassem a verdadeira identidade do túnel de Siloé. Amos Frumkin, Aryeh Shimron e Jeff Rosembaum, arqueólogos da Universidade Hebraica de Jerusalém, desvendaram o mistério com o auxílio de dois métodos de datação arqueológica: a radiometria e a análise de carbono 14. O resultado do trabalho está na revista Nature de 11 de setembro.

Com mais de meio quilometro de extensão, o túnel de Siloé abastecia a parte sul da antiga Jerusalém. Ele levava água da Fonte da Virgem, situada nos arredores da cidade, até o tanque de Siloé, onde, oito séculos mais tarde, um cego teria sido curado por Jesus. Do cenário descrito no Antigo Testamento restaram o tanque e partes do túnel -- além da controvérsia.

O mistério só foi resolvido quando os arqueólogos deixaram de lado a análise da inscrição para se concentrar na datação do túnel com as técnicas de carbono 14 e radiometria. Os resultados identificaram que a obra havia sido construída por volta de 700 a.C., assim como relata a Bíblia. "Não é um método ou outro de análise, mas o cruzamento dos dados obtidos por cada um o que torna a avaliação mais precisa. Quanto mais técnicas utilizadas, menor a chance de erro", diz Rodrigo Silva, especialista em arqueologia bíblica pela Universidade Hebraica de Jerusalém e curador do museu Paulo Bork, o único do gênero na América Latina, situado na região de Campinas (SP).

 

siloam pool

quarta-feira, 31 de julho de 2013

ESTHER Estrela da manhã

 

Escritor: Desconhecido
Lugares da Escrita: Susã, Elão
Escrita Completada: c. 465 a.C.
Tempo Abrangido: 483-c. 475 a.C.

Hadassah bat Avihail, mais conhecida sob o nome de Ester (em hebraico : אסתר) é um personagem do Tanakh e do Antigo Testamento. Segundo a tradição religiosa, foi esposa do rei persa Assuero (geralmente identificado como Xerxes ou Artaxerxès), e sua história é contada no Livro de Ester. Entre os judeus, Ester é celebrada na festa de Purim.

Segundo o Livro de Ester1 , essa mulher originária da Judeia, chamava-se Hadassah, que significa mirta, em hebraico. Quando ela entra para o harém real, recebe o nome de Ester, que possivelmente era a designação dada à mirta, pelos medos. A palavra é bastante próxima da raiz do termo que designa tanto "mirta" como "estrela", a forma da flor).

Esther_1024

O Targum de Ester liga seu nome à palavra persa para "estrela", ستاره setareh (em grego, αστέρας, transl. astéras), explicando que ela era chamada assim por ser tão bela como "a estrela da manhã". No Talmud (Tratado Yoma 29a), Ester é comparada à "estrela da manhã" e é também considerada como tema do Salmo 22, cuja introdução é uma "canção para a estrela da manhã". Alguns estudiosos do Livro de Ester acreditam que o nome de Ester derive da deusa Ishtar sendo "Ashtoreth" o nome hebraico da deusa Ishtar.

O Midrash interpreta o nome Ester em hebraico como tendo o sentido de "escondido". Ester escondia sua origem judia, conformeMardoqueu lhe havia aconselhado.

Ester era filha de Avihail (ou Abigail) da tribo de Benjamim, uma das duas tribos que constituíam o Reino de Judá antes de sua destruição pelos babilônios e das deportações da elite do reino para as províncias do Império Persa.

No início da narrativa, Ester morava com seu primo Mardoqueu, que ocupava uma função administrativa no palácio do rei persa, emChouchan. Ao saber que o rei Assuero procurava uma nova esposa, Mardoqueu faz Ester participar da seleção. Ester é a escolhida, tornando-se esposa de Assuero. Quando o ministro Hamã decide exterminar os judeus do reino, Ester está em uma condição privilegiada para pedir ao rei que anule o decreto de seu ministro.

82a

Nem Esdras, nem Neemias nem o Sirácida mencionam esta história5 , em Qumran (Manuscritos do Mar Morto) não foram encontrados fragmentos deste livro, enquanto que foram encontrados manuscritos de todos os demais livros da Septuaginta, inclusive de todos os deuterocanônicos5 9 .

A favor de sua canonicidade, verifica-se que II Macabeus 15,36 se refere ao Dia de Mardoqueu5 e existem os argumentos de que Ester dá testemunho da invisível Providência em favor do Seu povo, assim como da situação particular vivida no contexto do livro (os judeus encontravam-se sob uma ameaça de extermínio e, de acordo com o relato, muitos inimigos estavam preparados para os matar e saquear).

Uma versão mais extensa deste livro foi descoberta e adotada pelos judeus gregos, que a incluíram em sua Septuaginta. Passagens como uma profecia de Mordecai e orações, tanto de Mordecai como de Ester pelo livramento do povo amenizaram a polêmica em cima do livro. Esta versão também é usada atualmente na Igreja Católica. Entretanto, com a Reforma Protestante, as denominações cristãs que surgiram dessa divisão escolheram a versão primitiva para integrar as suas Bíblias.

ester10

O autor do Livro de Ester é desconhecido. Pelas pistas deixadas no livro, podemos deduzir que se trata de um judeu persa, possivelmente residente na cidade de Susa. Também se lê neste livro o seu nacionalismo intenso e preocupação com a festa do Purim, acredita-se que seja Mordecai.

Mordecai, testemunha ocular e um dos principais personagens do relato, foi, mui provavelmente, o escritor do livro; o relato íntimo e pormenorizado indica que o escritor deve ter vivenciado esses eventos no palácio de Susa. Embora não seja mencionado em nenhum outro livro da Bíblia, não há dúvida de que Mordecai foi personagem real da história.

Os estudiosos situam a composição deste livro algures entre os séculos IV e I a.C.. A maioria dos teólogos prefere uma data no final do século V ou no século IV devido a determinadas características da linguagem utilizada e à atitude favorável em relação ao rei persa, as adições em grego (consideradas deuterocanônicas) surgiram em meados do séc. II AC7 .

Por outro lado, a Tradução Ecumênica da Bíblia sustenta que a versão em hebraico foi escrita no final do Séc. II AC, por um autor que vivia na Mesopotâmia, e que haveria adições já no texto em hebraico (Est 9:20-Est 10:3)5 .

6

Depois da derrota do império babilônico e sua conquista pelos persas em 539 a.C., a sede do governo dos exilados passou à Pérsia. A capital Susã, é o palco da história de Ester, durante o reinado de do rei Assuero “eu nome hebraico, também chamado Xerxes I ” (seu nome grego) ou Khshyarshan (seu nome persa), que reinou entre 486-465 a.C.. O livro de Ester abarca os anos 483-473 do reinado de Assueiro.
De maneira simples, eis aqui a história de Assuero, rei da Pérsia, tido por alguns como Xerxes I, cuja esposa desobediente, Vasti, é substituída pela judia Ester, prima de Mordecai. O agagita Hamã trama a morte de Mordecai e de todos os judeus, mas é enforcado em sua própria estaca, ao passo que Mordecai é promovido ao cargo de primeiro-ministro e os judeus são libertados.
Naturalmente, há os que dizem que o livro de Ester não é nem inspirado nem proveitoso, mas simplesmente uma bela lenda. Baseiam sua afirmação na ausência do nome de Deus. Embora seja verdade que Deus não é mencionado diretamente, parece haver no texto hebraico quatro casos distintos de acrósticos do Tetragrama, as letras iniciais de quatro palavras sucessivas que formam YHWH. Estas iniciais são destacadas de modo especial em pelo menos três manuscritos hebraicos antigos, e são também marcadas na Massorá com letras vermelhas.
No decorrer do registro todo há forte evidência de que Mordecai tanto aceitava a lei de Deus como obedecia a ela. Negou-se a curvar-se para honrar um homem que provavelmente era amalequita; Deus determinara o extermínio dos amalequitas. (Est. 3:1, 5; Deut. 25:19; 1 Sam. 15:3) A expressão de Mordecai em Ester 4:14 indica que aguardava uma libertação da parte de Deus e que tinha fé na direção divina do inteiro curso dos eventos. O jejum de Ester, junto com a ação similar dos demais judeus, durante três dias antes de esta entrar perante o rei, indica confiança em Deus. (Est. 4:16) Que Deus manobrou os eventos é indicado por Ester achar favor aos olhos de Hegai, o guardião das mulheres, e pela insônia do rei na noite em que pediu para ver os registros oficiais e descobriu que Mordecai não fora honrado pelo seu bom feito no passado. (Est. 2:8, 9; 6:1-3; compare com Provérbios 21:1.) Há, sem dúvida, referência a orações nas palavras “os assuntos dos jejuns e de seu clamor por socorro”. — Est. 9:31.

Deposta a Rainha Vasti (1:1-22). É o terceiro ano do reinado de Assuero. Ele realiza um lauto banquete para os oficiais do seu império, mostrando-lhes as riquezas e a glória do seu reino durante 180 dias. A seguir, há um grandioso banquete de sete dias para todo o povo de Susã. Ao mesmo tempo, Vasti, a rainha, dá um banquete para as mulheres. O rei se jacta de suas riquezas e glória e, estando alegre com vinho, manda chamar Vasti para vir mostrar sua beleza ao povo e aos príncipes. A Rainha Vasti persiste em se recusar a ir. Seguindo o conselho dos oficiais da corte, que argumentam que este mau exemplo poderá fazer com que o rei perca prestígio em todo o império, Assuero remove Vasti da posição de rainha e emite documentos convocando todas as esposas a ‘dar honra a seu dono’ e todos os maridos a ‘agir continuamente como príncipes na sua própria casa’. — 1:20, 22.
Ester torna-se rainha (2:1-23). Mais tarde, o rei nomeia comissários para procurar as mais belas virgens em todas as 127 províncias do império e trazê-las a Susã, onde deverão receber um tratamento de beleza para serem apresentadas ao rei. Entre as jovens selecionadas acha-se Ester. Ester é órfã judia, “bonita de figura e bela de aparência”, que foi criada por seu primo, Mordecai, um oficial em Susã. (2:7) O nome judaico de Ester, Hadassa, significa “Murta”. Hegai, o guardião das mulheres, se agrada de Ester e lhe dá tratamento especial. Ninguém sabe que ela é judia, pois Mordecai instruiu-a a guardar sigilo sobre isso. As jovens são levadas à presença do rei, uma de cada vez. Ele seleciona Ester como sua nova rainha, e realiza-se um banquete para celebrar sua coroação. Pouco depois, Mordecai fica sabendo de uma conspiração para assassinar o rei, e manda Ester informá-lo disso “em nome de Mordecai”. (2:22) A trama é descoberta, e os conspiradores são enforcados, fazendo-se registro disso nos anais reais.

images

Embora nenhum outro escritor da Bíblia faça qualquer citação direta de Ester, o livro se harmoniza plenamente com o restante das Escrituras inspiradas. De fato, fornece ilustrações esplêndidas de princípios bíblicos declarados mais tarde nas Escrituras Gregas Cristãs e que se aplicam a adoradores de Deus de todas as épocas. Um estudo das seguintes passagens, não só comprovará isso, mas será edificante para a fé cristã: Ester 4:5—Filipenses 2:4; Ester 9:22—Gálatas 2:10. A acusação feita contra os judeus, de que não obedeciam às leis do rei, é similar à acusação levantada contra os primitivos cristãos. (Est. 3:8, 9; Atos 16:21; 25:7) Os verdadeiros servos de Deus enfrentam tais acusações com destemor e confiança, com orações, no poder divino de os livrar, segundo o esplêndido modelo de Mordecai, Ester e seus co-judeus. — Est. 4:16; 5:1, 2; 7:3-6; 8:3-6; 9:1, 2.
Quais cristãos, não devemos achar que nossa situação difere da de Mordecai e Ester. Também vivemos sob “autoridades superiores” num mundo do qual não fazemos parte. Desejamos ser cidadãos acatadores da lei em qualquer país em que vivamos, mas, ao mesmo tempo, desejamos traçar corretamente a linha demarcatória entre ‘pagar de volta a César as coisas de César e a Deus as coisas de Deus’. (Rom. 13:1; Luc. 20:25) O primeiro-ministro Mordecai e a Rainha Ester deram bom exemplo de devoção e obediência na execução de seus deveres seculares. (Est. 2:21-23; 6:2, 3, 10; 8:1, 2; 10:2) Todavia, Mordecai traçou destemidamente a linha demarcatória quanto a obedecer à ordem real de curvar-se diante do desprezível agagita, Hamã. Ademais, cuidou de que se fizesse um apelo para a obtenção duma solução legal quando Hamã conspirou destruir os judeus. — 3:1-4; 5:9; 4:6-8.
Toda a evidência indica que o livro de Ester faz parte da Bíblia Sagrada, “inspirada por Deus e proveitosa”. Mesmo sem mencionar diretamente Deus ou seu nome, fornece-nos excelentes exemplos de fé. Mordecai e Ester não foram meros frutos da imaginação de algum novelista, mas foram servos reais de Deus, pessoas que depositaram confiança implícita no poder salvador de Deus. Embora vivessem sob “autoridades superiores” num país estrangeiro, empregaram todos os meios legais para defender os interesses do povo de Deus e sua adoração. Nós podemos seguir hoje o exemplo deles em “defender e estabelecer legalmente as boas novas” do libertador Reino de Deus. — Fil. 1:7.

Obrigado pela sua leitura

Estamos iniciando um Blog com informação ,curiosidades e polemicas ..nos ajude com comentários,pois sua participação é muito importante ( Boa leitura )
Powered By Blogger

Afonso Key

Afonso Key
Majestic Keyboards

Já tiveram a oportunidade de ver algum objeto caindo na terra.