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segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Davi o Rei de Israel - parte 1

 

David ou Davi (em hebraico: דוד, literalmente "querido", "amado"; no hebraico modernoDávid, no hebraico tiberiano Dāwiḏ; em árabe: داود) Davi foi o maior rei de Israel, um grande e importante homem tendo muitas glórias e dons na sua vida, como o dom da música, da poesia e dos salmos, que o levou a fazer o maior livro bíblico, o Livro de Salmos.

O célebre arqueólogo americano Edwin Thiele estabeleceu sua data de nascimento por volta de 1040 a.C., e sua morte em 970 a.C., tendo reinado sobre Judá de 1010 a 1003 a.C., e sobre o reino unificado de Israel de 1003 a 970 a.C.[1] Os livros bíblicos de Samuel,I Reis e I Crônicas são a única fonte de informação disponível sobre sua vida e seu reinado, embora a estela de Tel Dan registre a existência, em meados do século IX a.C., de uma dinastia real judaica chamada de "Casa de David".

Pedra de basalto com a expressão 'Casa de Davi'

A vida de David é particularmente importante para a cultura judaica, cristã e islâmica. No judaísmo David, ou Melekh David ("Rei Davi"), é o Rei de Israel e do povo judaico; um descendente direto seu será o Mashiach, o Messias judaico. No cristianismo David é mencionado como um ancestral do pai adotivo de Jesus, José, e no islamismo é conhecido como Daud, um profeta e rei de uma nação. Filho de Jessé, da tribo de Judá, teria nascido na cidade de Belém e se destacado na luta dos israelitas contra os filisteus. Tornou-se rei, sucedendo a Saul e conquistou Jerusalém, que transformou em capital doReino Unido de Israel.

Seu nome é citado 1.139 vezes na Bíblia.

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Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre

DAVI, O MAIOR REI DE ISRAEL

O nome Davi significa amado. Segundo rei do reino unido de Israel, Davi quando jovem viveu em Belém, era o mais novo dos oito filhos de Jessé. Por ser mais novo Davi guardava os rebanhos de seu pai. Nessa função demonstrou coragem, matando um leão e um urso que haviam atacado as ovelhas.

Ele foi uma das figuras mais proeminentes da história do mundo e certamente também entre os personagens da Bíblia. É o mais famoso antepassado de Jesus Cristo. Jesus não é chamado filho de Abraão, ou filho de Jacó, mas filho de Davi.

Sua vida foi uma mescla do bem e do mal. Esteve repleta de feitos nobres, altas aspirações, e grandes conquistas; no entanto esteve manchada por pecados graves.

Nenhum personagem da Bíblia ilustra mais plenamente a escala moral da natureza humana. É difícil conceber que o homem que escreveu o Salmo 23, poderia fazer o que Davi fez com Urias. Mas o espírito da época em que ele viveu deve ser considerado, e também as tentações relacionadas com um poder quase ilimitado.

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Nos primeiros dias de sua vida ele é mencionado como um homem conforme o coração de Deus, 1Sm 13:14. Isto era verdade, quando guardava os mandamentos divinos. Pode ser dito a seu favor que nunca se converteu em um idólatra, e que foi leal ao Senhor em seu testemunho e em sua adoração.

Davi reinou em Israel 40 anos,  7 em Hebrom e 33 em Jerausalém. Durante seu reinado Israel experimentou vários exitos políticos e militares. Na política exterior Davi acabou com o poder dos filisteus (2 Sm 5), realizou várias conquistas na Transjordânia (2 Sm 8), anexou a Israel cidades dos cananeus ainda independentes que se tornaram províncias no império de Salomão (1 Rs 4). Assim Israel se transformou em Estado territorial.

O fato de que a maior parte de sua vida foi espiritual, apesar de nem sempre consistente, juntamente com sua genialidade, explica o lugar tão elevado que ocupa na Escritura.

Fonte www.santovivo.net

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quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Adultério ,Fornicação e o Casamento ?

 

Qual é a diferença entre adultério e fornicação?

(Mateus 5.27)-“Ouvistes que foi dito: Não adulterarás.”

As relações sexuais entre uma pessoa casada e alguém, que não seja seu cônjuge, são chamadas de adultério.

Nos dez mandamentos contêm a proibição do adultério: “Não adulterarás” (Êxodo 20.14).

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A razão é simples: o casamento é o fundamento da sociedade, e com ele vem a responsabilidade de criar filhos. O sexo fora do casamento não somente ameaça a união, como também destrói o sentimento paternal ou maternal para com os filhos e o cônjuge acabando com a linha de relacionamento familiar.

A fornicação é o sexo entre duas pessoas solteiras. O apóstolo Paulo disse que esse é um pecado contra o corpo. Ele ordena aos cristãos que fujam da fornicação, pois isso é um pecado contra o próprio ser e contra Deus, pois o corpo do crente é o templo do Espírito Santo (1 Coríntios 6.18-19)-“Fugi da impureza. Qualquer outro pecado que uma pessoa cometer é fora do corpo; mas aquele que pratica a imoralidade peca contra o próprio corpo. Acaso, não sabeis que o vosso corpo é santuário do Espírito Santo, que está em vós, o qual tendes da parte de Deus, e que não sois de vós mesmos?”

Paulo diz que se um crente une seu corpo a outra pessoa antes do casamento, ele estará unindo Jesus Cristo àquela pessoa

(1 Coríntios 6.15-16)-“Não sabeis que os vossos corpos são membros de Cristo? E eu, porventura, tomaria os membros de Cristo e os faria membros de meretriz? Absolutamente, não. Ou não sabeis que o homem que se une à prostituta forma um só corpo com ela? Porque, como se diz, serão os dois uma só carne.”

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É muito importante entender que nem os fornicadores, nem os adúlteros, entrarão no Reino de Deus (1 Coríntios 6.9-10)-“Ou não sabeis que os injustos não herdarão o reino de Deus? Não vos enganeis: nem impuros, nem idólatras, nem adúlteros, nem efeminados, nem sodomitas, nem ladrões, nem avarentos, nem bêbados, nem maldizentes, nem roubadores herdarão o reino de Deus.”

(Apocalipse 21. 8)-“ Mas, quanto aos tímidos, e aos incrédulos, e aos abomináveis, e aos homicidas, e aos fornicadores, e aos feiticeiros, e aos idólatras e a todos os mentirosos, a sua parte será no lago que arde com fogo e enxofre; o que é a segunda morte.”

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No mundo atual, o termo fornicação é raramente usado e a imoralidade entre as pessoas solteiras é comumente aceita como um estilo de vida. Mas a imoralidade, mesmo que tão comum, é um pecado que manterá milhões de pessoas fora do céu, a menos que elas se arrependam e não cometam mais o pecado. Muitos dizem que desejam “aproveitar” a vida porque ela é curta, porém a eternidade é para sempre... será que vale a pena?

Lembrem-se do que o mestre Jesus disse em (Mateus 5.18)- “ Porque em verdade vos digo: até que o céu e a terra passem, nem um i ou um til jamais passará da Lei, até que tudo se cumpra.”

O padrão bíblico é que o ato sexual seja para o relacionamento no casamento, exclusivamente entre um homem e uma mulher, enquanto os dois viverem (Gn 2.24; Mc 10.6-12). O que passar disto é adultério (Êx 20.14; Lv 20.10) e imoralidade sexual – prostituição ou fornicação – (1Co 6.12-20). Esta não é uma ideia apenas da “lei”, mas do Novo Testamento também. Vemos isso, por exemplo, no relacionamento de José e Maria. Maria tinha muito claro em sua consciência que sexo era apenas para o casamento. Não era para uma mulher “virgem” – ou seja, não era para namorados ou noivos (Lc 1.34). José, por sua vez, quando soube da gravidez de Maria, pensou até em romper com o noivado, pois ele tinha certeza de que o filho não era dele (Mt 1.18-21). De onde vinha a sua certeza? Simples! Os dois ainda não haviam se conhecido sexualmente. Obedecendo a Deus, os dois aguardavam pelo casamento.

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Mas, em nossa época, a discussão vai longe, mesmo para alguns cristãos. As pessoas questionam: “Por que o sexo deve ser posto em quarentena à espera do casamento? Por que duas pessoas maduras, que se desejam, sabem o que quer, conseguem se manter financeiramente, vivem um grau de compromisso avançado em sua relação, pensando até em se casar, não podem desfrutar livremente de algo que obviamente é bom e aprazível?” Porém, à luz da Bíblia, nenhum desses argumentos legitima níveis crescentes de intimidade sexual para antes do casamento.

É precisamente aí que se torna importante uma teologia do sexo. E esta requer muito mais do que uma lista de coisas proibidas e permitidas. Sexo, biblicamente falando, não é uma recompensa que se consegue por se ter encontrado alguém ou se ter casado, e a intimidade sexual não está ligada a uma escala variada de compromisso. Ao contrário, o sexo tem um significado e propósito teológico dados por Deus que transcende as experiências e as opiniões gerais das pessoas.

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O casamento é uma aliança que estabelece um relacionamento entre um homem e uma mulher (Pv 2.17; Ml 2.14). Se o casamento é uma aliança, então essa aliança deve ter um sinal, algo que torne visível a realidade invisível de união em uma só carne (Ml 2.15). Logo, o homem se relaciona com essa única mulher como sua esposa, unindo-se a ela numa relação de uma só carne, amor mútuo, lealdade e intimidade. O sinal dessa aliança é o ato físico de se tornar uma só carne no ato sexual (Gn 2.21-25). O sexo, portanto, é o próprio símbolo do casamento, assim como o batismo é o símbolo do novo nascimento.Quando no casamento marido e mulher se relacionam sexualmente eles estão chamando a Deus como testemunha de seu compromisso e aliança. Por isso que no casamento o sexo não é apenas para a procriação (Gn 1.27-28), mas para o prazer do casal (Pv 5.18-19; 1Co 7.1-6), que juntos refletem o amor prazeroso de Cristo pela sua Igreja (Ef 5.22-33). Também não é por nada que encontramos na Bíblia um livro inteirinho dedicado à celebração do amor e do prazer entre marido e mulher (Cântico dos Cânticos). Deus é glorificado quando desfrutamos os dons que ele nos deu, como ele pretendeu.

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O padrão bíblico é que o sexo expresso dentro do casamento entre o marido e sua mulher é santo, saudável, prazeroso e bom. Expresso em outro lugar e de outra forma ele fica aquém da intenção de Deus, violando o seu mandamento e a sua aliança, da qual ele mesmo é testemunha.

segunda-feira, 23 de julho de 2012


Estado Laico,o que é ?



Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Um Estado secular ou estado laico é um conceito do secularismo onde o Estado é oficialmente neutro em relação às questões religiosas, não apoiando nem se opondo a nenhuma religião. Um estado secular trata todos seus cidadãos igualmente, independente de sua escolha religiosa, e não deve dar preferência a indivíduos de certa religião. Estado teocrático ou teocracia é o contrário de um estado secular, ou seja, é um estado onde há uma única religião oficial (como é o caso do Vaticano e do Irã).

O Estado secular deve garantir e proteger a liberdade religiosa e filosófica de cada cidadão, evitando que alguma religião exerça controle ou interfira em questões políticas. Difere-se do estado ateu - como era a extinta URSS - porque no último o estado se opõe a qualquer prática de natureza religiosa. Entretanto, apesar de não ser umEstado ateu, o Estado Laico deve respeitar também o direito à descrença religiosa.


  Estados laicos
  Estados não-laicos
  Ambíguo ou sem dados


Nem todos os Estados legalmente seculares são completamente seculares na prática, No Brasil, por exemplo, alguns feriados católicos - o mais notável sendo o de Nossa Senhora Aparecida, a padroeira do país - são oficiais para os funcionários públicos.

Alguns países, como é o caso do Reino Unido, são considerados seculares quando na verdade o termo não pode ser aplicado completamente de fato. No caso do Reino Unido, quando uma pessoa assume o cargo de chefe de estado, é necessário que jure fidelidade à fé anglicana. O cargo de chefe de estado e da igreja oficial pertencem à mesma pessoa - a Rainha Elizabeth II. O estado também garante que vinte e seis membros do clero da Igreja da Inglaterra sejam membros da câmara alta do parlamento. Por estes e outros motivos o Reino Unido não pode ser considerado um estado secular.



Vale ressaltar que um Estado Secular não implica a eliminação da religião; o Estado Laico deve garantir a liberdade religiosa, respeitando os traços religiosos culturais e da tradição do povo. A fé e a descrença são direitos naturais inalienáveis ao ser humano e não se relaciona com a noção de Estado. Estado Laico não pode, em nenhuma hipótese, nortear suas decisões, em qualquer dostrês poderes, por alguma doutrina religiosa, seja qual for; tais decisões são norteadas sempre pela lei, nunca por posições religiosas.

Em 11 de Abril de 2012, o Ministro do STF Marco Aurélio Mello reiterou em sessão do STF: "Os dogmas de fé não podem determinar o conteúdo dos atos estatais”, em uma referência à campanha de religiosos pela manutenção da criminalização do aborto de fetos anencéfalos. [1] Afirmou ainda que as concepções morais religiosas — unânimes, majoritárias ou minoritárias — não podem guiar as decisões de Estado, devendo, portanto, se limitar às esferas privadas.[2]
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O Brasil foi uma colônia do Império Português de 1500 até a independência do controle de Portugal em 1822, período em que ocatolicismo romano era a religião oficial do Estado. Com a ascensão do Império do Brasil, embora o catolicismo mantivesse seustatus de credo oficial subsidiado pelo Estado, às outras religiões foi permitido florescer, visto que a Constituição 1824 garantia o princípio de liberdade religiosa. A queda do Império em 1889, deu lugar a um regime republicano e uma nova Constituição foi promulgada em 1891, ronpendo os laços entre a Igreja e o Estado; ideólogos republicanos, como Benjamin Constant e Rui Barbosa, foram influenciados pela laicidade na França e nos Estados Unidos. A separação entre Igreja e Estado promulgada pelaConstituição de 1891 tem sido mantida desde então. A atual Constituição do Brasil, em vigor desde 1988, assegura o direito à liberdade religiosa individual de seus cidadãos, mas proíbe o estabelecimento de igrejas estatais e de qualquer relação de "dependência ou aliança" de autoridades com os líderes religiosos, com exceção de "colaboração de interesse público, definida por lei."
 
O ESTADO BRASILEIRO É LAICO?
É difícil responder à pergunta em termos de "sim" ou "não". A laicidade não existia no tempo do Império, já foi maior no início do período republicano, pelo menos na educação pública, e é hoje maior do que naquela época na legislação sobre a família. É como a democracia. O Estado brasileiro é hoje mais democrático do que foi em qualquer momento do passado, mas há muito, muito mesmo a fazer para ampliar a democracia. Já houve recuos, mas os avanços prevalecem.

Em suma: o Estado brasileiro não é totalmente laico, mas passa por um processo de laicização.

Na sua formação, o Estado brasileiro nada tinha de laico. A Constituição do Império (1824) foi promulgada por Pedro I "em nome da Santíssima Trindade". O catolicismo era religião oficial e dominante. As outras religiões, quando toleradas, eram proibidas de promoverem cultos públicos, apenas reuniões em lugares fechados, sem a forma exterior de templo. As práticas religiosas de origem africana eram proibidas, consideradas nada mais do que um caso de polícia, como até há pouco tempo. O clero católico recebia salários do governo, como se fosse formado de funcionários públicos. O Código Penal proibia a divulgação de doutrinas contrárias às "verdades fundamentais da existência de Deus e da imortalidade da alma".



A situação de hoje é bem diferente daquela, mas ainda está longe de caracterizar um Estado laico. As sociedades religiosas não pagam impostos (renda, IPTU, ISS, etc) e recebem subsídios financeiros para suas instituições de ensino e assistência social. O ensino religioso faz parte do currículo das escolas públicas, que privilegia o Cristianismo e discrimina outras religiões, assim como discrimina todos os não crentes. Em alguns estados, os professores de ensino religioso são funcionários públicos e recebem salários, configurando apoio financeiro do Estado a sociedades religiosas, que, aliás, são as credenciadoras do magistério dessa disciplina. Certas sociedades religiosas exercem pressão sobre o Congresso Nacional, dificultando a promulgação de leis no que respeita à pesquisa científica, aos direitos sexuais e reprodutivos. A chantagem religiosa não é incomum nessa área, como a ameaça de excomunhão. Há símbolos religiosos nas repartições públicas, inclusive nos tribunais.
A expressão Estado laico não consta da constituição de 1988, mas parte de seu conteúdo pode ser encontrado nela: entre as interdições à União, aos estados, ao Distrito Federal e aos municípios, está a de

"Estabelecer cultos religiosos ou igrejas, subvencioná-las, embaraçar-lhes o funcionamento ou manter com eles ou seus representantes relações de dependência ou aliança, ressalvada, na forma da lei, a colaboração de interesse público."

Assim formulado, o texto constitucional permite associações entre o Estado e instituições religiosas que, se não interdita consciência e crença, privilegia uns credos em detrimento de outros, e, mais ainda, privilegia os crentes diante dos não crentes em matéria religiosa. 

Afonso Key

quarta-feira, 11 de julho de 2012


Porque Devemos Evangelizar?

E disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado. (Marcos 16:15-16)

Por Eleilton Freitas


Esta é uma daquelas perguntas que precisam ser respondidas. Não dá simplesmente para dizer“Porque sim!” ou “Porque não!”. Se não soubermos a razão porque devemos evangelizar, podemos fazer desta, uma prática mecânica e sem vida. Então, vamos apresentar, à luz da Escritura, ao menos três razões para a evangelização. A primeira e mais importante é:

Por causa da glória de Deus

De acordo com as Escrituras, o homem existe para glorificar a Deus. Ele nos criou para vivermos para a sua glória! (Is 43:7; Ef 1:11-12; 1 Co 10:31). É justamente por saber disso que acredito que o objetivo primeiro que deve nos impulsionar à evangelização não é o bem estar dos homens, mas a glória de Deus. Quando saímos para evangelizar, o que mais deve nos motivar não é a popular “paixão pelas almas”, mas o nosso amor por Deus e nossa preocupação em glorificá-lo. O amor aos perdidos falhará no caso daqueles a quem não conseguimos amar, por isso, o amor a Deus é o principal motivo para a evangelização.
Ao evangelizar, estamos anunciando ao mundo as grandezas da salvação preparada pelo Pai em favor da humanidade rebelde. Deus está sendo glorificado quando fazemos isso!
E, por favor, não me entenda mal. Não estou dizendo que não devemos amar as pessoas e que não devemos nos preocupar com elas. Não é essa a questão. A “paixão pelas almas” é importante e também é uma razão para evangelizarmos, mas não a central. O grande alvo da evangelização é a glória de Deus! Ao evangelizar, estamos anunciando ao mundo as grandezas da salvação preparada pelo Pai em favor da humanidade rebelde. Deus está sendo glorificado quando fazemos isso! Deus está sendo louvado quando seus gloriosos feitos são conhecidos! A glória de Deus está sendo exaltada quando pessoas o reconhecem como Senhor e começam a adorá-lo. Por isso devemos evangelizar! 

Por causa do poder do evangelho



O evangelho é a mensagem do poder de Deus que pode revolucionar o mundo; transformando, salvando vidas e reconciliando o homem com Deus. Aqui está mais uma excelente razão para evangelizarmos. A cada dia que passa a corrupção alcança níveis nunca antes vistos, aumenta o número de lares que são destruídos, cresce a quantidade de famílias que tem filhos reféns dos vícios, das drogas. Só o evangelho pode dar jeito no que, aos nossos olhos, não tem jeito! Paulo acreditava no poder do evangelho: Não me envergonho do evangelho, pois é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê; primeiro do judeu e também do grego (Rm 1:16).
De acordo com Mark Dever, pode haver um motivo egoísta para evangelizarmos. Segundo ele, algumas igrejas talvez não tenham qualquer interesse pela salvação de seus vizinhos, mas, ao mesmo tempo, são bastante preocupadas com o não terem de fechar suas portas. Esta é uma motivação bastante equivocada! Isto acontece quando a igreja não entende “por que devemos evangelizar?”.
Quando Paulo escreveu este texto, já fazia mais de vinte anos que a sua vida havia sido transformada pelo evangelho. Em Romanos 1:16, o apóstolo tem uma mente amadurecida e entende, de forma bem clara, que nenhum poder, seja ele político, social, econômico ou religioso, se compara ao poder do evangelho. Nós também temos esta certeza? Acreditamos no poder do evangelho? Cremos que ele pode dar novo rumo à vida do que está desorientado? Sabemos que ele é o poderoso método divino (BV) para nos indicar o caminho rumo ao céu? Então, proclamemo-lo!
A tarefa de anunciar Jesus é imperativa. Não há desculpas para fugir desta responsabilidade. Quando a igreja deixa de evangelizar, deixa também de ser evangélica. Se ela não evangeliza, precisa ser evangelizada, urgentemente!
Por causa da missão da igreja


Além da glória de Deus e do poder do evangelho, outra razão porque devemos evangelizar está relacionada diretamente à missão da igreja. Um dos aspectos da missão da igreja é a evangelização. Jesus disse: Ide por todo o mundo, e pregai o evangelho a toda a criatura (Mc 16:15). Quando examinamos o verbo “ide”, deste texto, descobrimos que ele, na verdade, não é uma ordem, mas expressa uma ação em desenvolvimento. Poderíamos traduzi-la, para “enquanto estiverem indo”. Neste sentido, onde eu estiver, através do meu comportamento e das minhas palavras, eu preciso cumprir a ordem que se segue. E qual é a ordem? ... pregai o evangelho a toda criatura.
A tarefa de anunciar Jesus é imperativa. Não há desculpas para fugir desta responsabilidade. Quando a igreja deixa de evangelizar, deixa também de ser evangélica. Se ela não evangeliza, precisa ser evangelizada, urgentemente! A evangelização era um dos pontos fortes da igreja primitiva, que obedecia à ordem de Jesus de proclamar o evangelho, assim, todos os dias acrescentava o Senhor à igreja aqueles que iam sendo salvos (At 2:47). A igreja atual também precisa ser uma proclamadora das boas novas, onde estiver: Como um perfume que se espalha por todos os lugares, deixemo-nos ser usados por Deus para que Cristo seja conhecido por todas as pessoas (2 Co 2:14 – NTLH).

Extraido do blog PCamaral

Evangelismo ou Evangelização é a pregação do Evangelho Cristão (a mensagem cristã) e, por extensão, qualquer forma de pregação e proselitismo, com fins de adquirir adeptos, produzir conversão ou mudanças de hábitos, crenças e valores.
A palavra evangelista provém da palavra do grego koiné (tipo de dialecto grego, popular, usado no Novo Testamento εὐάγγελος ("eu-angelos"), que significa "boas novas" ou "boas notícias" e refere-se directamente aos quatro evangelhos do Novo Testamento (existem outros, contudo. esses são apócrifos). Assim, os evangelistas são os autores dos evangelhos: Mateus, Marcos, Lucas eJoão.
Considera-se, contudo, que a evangelização, no sentido do cristianismo, tenha tido início com o próprio ministério de Jesus Cristoque, ao escolher os seus doze discípulos, os preparou para espalhar a sua mensagem religiosa.

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

segunda-feira, 25 de junho de 2012

O que é adoração?


Estou certo que todos os que estão lendo esse texto já ouviram um milhão de definições diferentes de adoração. Porém, creio que é sempre bom colocar um novo foco em nossa forma de pensar para nos mantermos afiados. Já que estamos no início de um novo ano, talvez seja uma boa hora de reconsiderarmos o que a adoração é para nós.

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No passado, meu conceito sobre adoração era totalmente centralizado em música. Adoração, para mim, era sempre a música antes da pregação ou as músicas lentas depois do "louvor". Pensava que adoração era um tempo de cantar, tocar instrumentos e erguer minhas mãos ao Senhor. Esse tempo gasto em Sua presença era grandioso. Não posso negar que Ele realmente habitasse nesses louvores. Porém, quando a música terminava e o período de adoração acabava, era hora de ofertar, ouvir a palavra e viver o resto da semana. Para a maioria de nós, a adoração tem esse espaço em nossas vidas. Se foi devido à nossas agendas cheias, hábitos formados ou falta de ensino apropriado que isso aconteceu eu não sei, mas a adoração foi compartimentada e definida como algo que não corresponde a realidade. Adoração não é apenas uma canção. Não é somente dança. Não é apenas uma preparação para a pregação. Não é um mandamento. Adoração é uma resposta. O dicionário online webster oferece três grandes definições de adoração:


·    o ato de adorar, especialmente reverentemente;

·    considerar com grande temor e devoção;

·    sentir um amor profundamente dedicado.

 

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A adoração é uma resposta ao amor. Se amamos alguém, isso afeta nossos pensamentos, nossas ações, e nossos corações. Atos de adoração são uma resposta a esses efeitos. Se nós realmente adoramos reverentemente ao Senhor, isso afeta muito mais que cantarmos ou a forma com que cantamos. Esse amor enche nossa vida até ao ponto que em que tudo se torna uma expressão desse amor. Podemos adorar ao Senhor com músicas, em dança, ao ofertar, em como nos conduzimos nos nossos empregos, em como tratamos outras pessoas, e em como vivemos nossas vidas. Romanos 12:1 ensina-nos que oferecer nossos corpos como sacrifícios vivos, santos e agradáveis a Deus é nosso ato espiritual de adoração. Nossa vida inteira deve ser um ato de adoração que renda louvor a Ele. E como a Palavra promete, Deus habita em meio aos louvores de Seu povo. Eu estou preparado para Deus habitar continuamente em minha vida.

O que é adoração? Poderíamos dizer que é uma honra que se presta a Deus, em virtude do que Deus é e do que significa para os que O adoram. A palavra hebraica que mas se usa para “adoração” no velho testamento significa “inclinar-se”. É o caso, por exemplo, em Gn 18.2. A palavra grega que geralmente se utiliza no Novo Testamento é “proskuneo”, e significa “prestar honra”, tanto a Deus como aos homens.

Está claro que é dever de cada criatura inteligente adora a Deus. Os anjos O adoram (Ne 9.6). Os Seus santos O adoram. No Evangelho eterno os homens são chamados a dar glória a Deus e a adorá-Lo (Ap 14.7). E dentro em breve tudo que há sobre a terra O adorará (Sf 2.11;   Zc 14.16; Sl 86.9)

Porém, enquanto os anjos honram a Deus segundo a verdade, porque sabem quem Ele é, os homens também deve procurar conhecê-lo e adorá-Lo, não apenas exteriormente, mas sim com o coração, uma honra que procede dos sentimentos de amor do homem para com Deus.

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"Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem", (João 4: 23).

1- ADORAR: Muitas pessoas pensam que adorar é orar e cantar louvores. Na verdade isso é apenas cultuar; adorar é muito mais profundo do que isso. Veja que enquanto amar significa se relacionar com plena igualdade, seja na dor, na alegria etc; adorar significa se submeter e servir, seja na dor, na alegria etc. (quem ama, divide, compartilha; quem adora, se prostra, se submete aos ensinamentos e ordenanças com total confiança).

2- ESPÍRITO: A palavra espírito está relacionada à alma, à parte do ser humano que não tem aparência física, mas controla todo o corpo semelhantemente ao "software" nos computadores e robôs. Referir-se ao espírito é referir-se a parte não-aparente, porém, a mais importante.

3- VERDADEIRO: A palavra verdadeiro significa sem falsidade, sem hipocrisia; de coração puro.

Então, a afirmação: "Os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito..."; em palavras mais simples poderíamos traduzir assim: os verdadeiros servos servirão ao Pai com o interior da alma, isto é, por vontade própria e sem produzir aparências inúteis tais como discursos demagogos, orações repetitivas, histerias em praça pública, etc.

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Jesus Cristológico parte 2


Partidos no tempo de Jesus

Na época de Jesus, os partidos eram ao mesmo tempo religiosos e políticos. 
A mesma lei organizava o culto ao Deus único e vida política do povo.


Acontece que os partidos defendiam, em nome de Deus, programas diferentes, 
de acordo com seus próprios interesses. E cada um dizia que o seu partido era o de Deus.

Os partidos de classe dominante eram dois:
· Os saduceus, especialmente na Judéia;
· Os herodianos, na Galileia.

Os partidos da oposição em três:
· Os fariseus;
· Os zelotes;
· Os essênios.
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Os Saduceus
O nome Saduceu vem de Sadoc, que foi sumo sacerdote no tempo do Rei Davi.

Os Saduceus eram os defensores da ordem estabelecida. Eram de nobreza leiga e 
a maior parte era sacerdotal: os chefes dos sacerdotes e os anciãos do Sinédrio. 
Eram muito ricos.


Origem: 20 ou 30 anos antes de Jesus nascer, começou um movimento de colonização
da Galiléia. Os ricos do sul diziam que na Galiléia havia pagãos e que era necessário
esclarecê-los na fé. Mas não eram bem assim. O interesse era outro: era a terra que eles cobiçavam.


Os ricos do sul foram chegando na Galiléia e se apropriando da terra do povo, que 
ficou cada vez mais pobre.


Ricos eram os saduceus, amigos dos sacerdotes e novos donos da terra. Pobres eram
os que trabalhavam naquela mesma terra, oprimidos pelos patrões.

Eram conservadores. Colaboravam com o império para não serem destituídos de seus cargos.

Rejeitavam os ensinamentos de Jesus, tais como a ressurreição dos mortos e a imortalidade
da alma. Só admitiam o Pentateuco como livros sagrados. Eram fanáticos pelo Sábado.


Esperavam o Messias numa aparição gloriosa. Não acreditavam nas promessas messiânicas. 
(Mc 12, 18)
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Herodianos
Eram do partido do Rei Herodes e talvez, altos funcionários de sua casa. Eram
conservadores e favoráveis à presença dos romanos.
Quando Herodes Antipas construiu a capital, para bajular o imperador romano Tibério,
chamou a cidade de Tiberíades.
Eram opositores fortes dos zelotes e perseguiam "agitadores políticos" na Galiléia.
Foram os responsáveis pelo assassinato de João Batista.
Uniram-se aos fariseus e escribas para combater Jesus. (Mc 6, 16-20; 3, 6; 12, 13).

Fariseus
O termo fariseu quer dizer separado.
Os fariseus formavam o partido do povo, tendo grande influência junto a ele. Era composto
de trabalhadores rurais, artesãos e pequenos comerciantes. Gostavam do dinheiro embora
afirmassem que a parte espiritual era mais importante.
Nas sinagogas gostavam de ocupar os primeiros lugares e quando alguém não concordava com
a doutrina deles, o expulsavam.
Foram os fariseus e os Doutores da Lei (escribas) que começaram a organizar o povo depois
que voltaram do cativeiro da Babilônia. O templo tinha sido destruído e o grupo que voltava do
cativeiro estava muito empobrecido.
Quando chegaram a Palestina encontraram novas idéias e costumes trazidos pelos gregos e
romanos (exemplo: moços casavam com moças da moça de outra nação). Combateram esses
costumes como forma de unir o povo, em torno da observância mais rigorosa da Lei de Moisés.
Com o tempo viraram fanáticos. Insistiam muito em coisas exteriores, visíveis (exemplo: a
observância do Sábado, do jejum, da esmola, circuncisão, etc.). faziam tudo isso para mostrar
que eram judeus observantes da lei de Moisés e de outras prescrições impostas pela tradição.
Eram rígidos em suas posições. Oprimiam a quem não seguisse seu fanatismo.
Prendiam-se às exterioridades, mas deixavam dominar-se pela injustiça. Jesus os comparou
à sepulcros caiados.
Sustentaram a luta armada de Judas Macabeu. Eram nacionalistas, inimigos dos conquistadores
estrangeiros. Achavam que o Messias viria como guerreiro, para expulsar os romanos.
JESUS E OS FARISEUS
Zelotes
Em grego, zelotai = zelotas ou fanáticos. Este partido revolucionário teve início no século I,
sob a influência de Judas de Gamala, o Galileu. Representavam a ala mais radical dos fariseus.
Os dirigentes conservavam todo o entusiasmo dos movimentos de libertação anteriores, o
mesmo fanatismo pela lei escrita e a tradição oral mais rigorosa. Eram excluídos radicalmente
desse movimento os que colaborassem com o Império com o Império Romano. Eram os nacionalistas
mais radicais entre os judeus.
Aspiravam pela instauração do Reino de Deus, que para eles se resumia numa libertação da
dominação estrangeira. O Messias seria um Rei Ungido por Javé, que instauraria seu reino
definitivo. Acreditavam que suas instituições (monarquias, templo, sacerdócio e sinagoga)
eram válidas e permanentes. Era preciso apenas purificá-las.
Sonhavam com a reorganização da propriedade segundo a vontade de Deus, como redistribuição
dos latifúndios, libertação dos escravos e supressão de dívidas. Para eles, a vinda do reino
dependia da ação revolucionária. Não aceitavam a passividade. Se organizavam clandestinamente
em regiões montanhosas e se preparavam para a luta armada contra os romanos.
Não pagavam impostos a Roma. Eram contrários ao recenseamento. Mobilizaram o povo com
promessas de libertação. Conseguiram adesões de muitos rabinos, sacerdotes e da massa
popular. Recrutavam militares entre os jovens camponeses empobrecidos pelos romanos.
Praticavam os assassinatos, seqüestros de personagens importantes, roubavam os ricos.
Eram chamados: zelotes, ladrões ou bandidos (criminosos políticos), sicários (terroristas)
, galileus (por atuarem na Galiléia). Entre os discípulos de Jesus havia zelotes, Simão,
o zelota (Mc 3, 18).

Os Essênios
Sua origem é do século II antes de Cristo. Separaram-se dos fariseus na época dos Macabeus
. Em 1947, ficamos sabendo de sua existência, através da descobertas dos livros e dos pergaminhos
do Antigo Testamento, nas cavernas de Qumram. Os essênios conservaram vários escritos
extra-bíblicos. Assemelhavam-se a uma comunidade de monges com disciplina rígida. Tinham
os seus bens em comum, não usavam armas. Praticavam a pobreza, o celibato e a obediência a
um superior. Estudavam as Escrituras.
Eram fiéis à Lei de Moisés. Não freqüentavam o Templo. Fervorosos, separam-se dos "maus",
dos impuros e dos pagãos. Sua espiritualidade era apocalíptica. Esperavam a intervenção
dos "exércitos celestes" para a volta da teocracia (governo de acordo com a ordem religiosa).
Deixaram Jerusalém e foram morar em grutas. Eram camponeses e viviam do produto de seu trabalho.
Tinham pouca influência sobre o povo.
Foram destruídos pelos romanos no ano de 68 depois de Cristo. Talvez João Batista tenha pertencido
a esse grupo, pelas características de sua pregação. Eles também pregavam a conversão (Mc 1, 14-15).

Jesus e os partidos
Jesus não pertenceu a nenhum partido: nem da classe dominante, nem da oposição. A proposta de
Jesus é o Reino de Deus. O poder que ele deseja é o poder não para dominar, sim para servir.
A liderança não foi populista. Ele foi ao povo por que o amou, e sendo pobre, sentiu na carne
a mesma opressão do povo. A política de Jesus foi em favor dos oprimidos. Os cristãos não devem
"fazer média" quando se trata dos injustiçados. Devem tomar posição!

Situação Religiosa e Ideológica


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Monoteísmo


O que caracteriza o pensamento de todo o povo da Palestina era a crença em um Deus único. Os
dominadores romanos tinham uma religião politeísta, isto é, que cultuava várias formas de
divindades. Adoravam os imperadores falecidos como deuses. Contudo, seu costume era não
interferir nas crenças religiosas dos povos dominados. Apenas combatiam a religião dos
dominados quando esta colocava em perigo o seu poder. Destruíram Jerusalém no ano 70 d.C.
por causa disso.
A Igreja Primitiva também foi perseguida pelos romanos. Isso, porque os cristãos se
opunham a adoração ao Imperador, questionando sua política de opressão.
Doutores da Lei
Ensinar e interpretar as escrituras, desde a volta do exílio, era o papel dos sacerdotes,
mas alguns leigos assumiram aos poucos essa missão. Eram osescribas ou doutores da lei.
O povo tinha veneração pelos escribas, por serem especialistas nas Escrituras. Mas também
tinham medo deles, pois passaram a exercer um controle ideológico. Eram eles que diziam
o que era certo ou errado, bom ou ruim, santo ou profano... Muitas vezes estavam ligados
à classe dominante.
Muitos fariseus eram escribas (Mc 2, 16; 7, 5; 9, 11; 12, 38). Os fariseus e os escribas
tornaram-se "donos" da consciência do povo, impondo suas idéias. Eles tinham uma visão
fechada sobre o homem.
Para observar o Sábado e a pureza ritual eles tinham mais de 600 leis com aplicação
minuciosa. Faziam o povo se sentir culpado e distante de Deus, por não conseguir
observar todas as minúcias da lei (Mt 23, 13).

Samaritanos
Eram considerados raça impura pelos demais judeus, por serem descendentes de
população misturada com estrangeiros. Os samaritanos se julgavam israelitas
autênticos, veneravam Moisés e esperavam o Messias.
Por serem marginalizados, tinham pouca influência sobre a maneira de pensar
do restante da Palestina.
Jesus diz que os samaritanos, longe de serem impuros, podiam ser modelos de
pensar, agir, amar e rezar. (Lc 10, 33).

Sacerdotes
O Sumo Sacerdote controlava o Templo e através dele, toda a vida econômica
do país. Naquele não havia banco e o Templo servia para isso.
Todos os judeus era obrigados a ir ao Templo uma a três vezes por ano.
Tinham que pagar impostos ao Templo e o dízimo aos sacerdotes. Era mais de
60% do valor dos produtos que ia parar nas mãos dos grandes. Grande parte
ia para os cofres do Templo. Com o dinheiro que se ia acumulando, os
sacerdotes compravam terras.
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Os romanos deixavam que os sacerdotes tomassem certas decisões econômicas,
contanto que eles dessem o dinheiro exigido por Roma. O culto era um
instrumento ideológico, muito baseado no puro e impuro. Puro era quem ia
ao Templo pagar seus tributos, os demais...

Parte 3 – Jesus e o Reino de Deus
Um povo que tinha esperança
A fé num Deus que caminhava no meio do seu povo, fez surgir nos judeus, já
cansados pela opressão do sistema político, a esperança de que viria um dia
em que o mal e a desgraça teriam um fim. E a esperança se fazia conforme a
cultura e posição social das pessoas.
Havia os que acreditavam que a salvação estaria num chefe militar que,
expulsando os romanos, estabeleceria a monarquia de Davi. Outros esperavam
um chefe religioso, como um sacerdote, por exemplo, para purificar o templo
(essênios). Alguns outros, ainda, esperavam a vinda dum profeta Moisés.
Porém, o grupo dos que estavam no poder não esperavam mais nada...
Como seria este dia
Quanto a essa questão, as opiniões também se apresentavam divididas. Uns
esperavam pelo dia da vingança; neste dia Deus faria uma intervenção direta,
sem intermediário. Assim pensavam os essênios, fariseus, batistas, etc. Alguns
fanáticos, porém, achavam que eles seriam os instrumentos dessa vingança, e
acreditavam numa vingança armada. Era o grupo dos zelotes.
Quem seria o libertador
O povo de Deus, depois de tantas vezes expulsos de sua terra e em meio a tantos
sofrimentos descobrem através dos profetas que a libertação não viria através
dos grandes e sim do próprio povo pobre e sofredor. O mesmo povo do qual a
Bíblia fala tantas vezes, ora referindo-se a comunidade dos pobres confiantes
em Deus (Sofonias 3, 12) ora a um profeta anônimo e representante do povo e
que dá sua vida pela libertação de todos (Is 52, 13 e 53,4) ou mesmo do próprio
Jesus Cristo, "o servo sofredor" (Mt 8, 17).
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Para o povo do Reino de Deus, significava Deus tirando o poder injusto dos grandes
e ajudando os oprimidos a vencerem os seus inimigos. Mas no tempo de Jesus as
idéias eram bem confusas:
Os sacerdotes, escribas e fariseus, com suas religiões hipócritas, pretendiam ser
os donos do saber e roubavam a própria consciência histórica do povo.
Os zelotes, apesar de certo interesse no povo, contrariavam a esperança messiânica,
por causa do comportamento fanático, violento e falta de alternativa.
Os herodianos e saduceus, preocupavam-se com os privilégios que a situação presente
lhes proporcionava. Estavam longe das aspirações do povo.
Em resumo, apenas um pequeno grupo tinha uma visão mais esclarecida sobre o Reino de
Deus e esperavam por um reino de justiça e amor.
6 as tradições e os costumes dos antepassados.
Maria, no canto Magnificat (Lc 1, 46-55) recorda ao povo que outrora, Deus se
comprometera a libertar o povo oprimido.
José, "chamado justo", Zacarias, Isabel, Simeão e tantos outros também partilhavam
dessa mesma esperança de Maria.

O Reino de Deus inaugurado por Jesus
Jesus vivia num ambiente popular, onde era viva e forte a espera de um Reino que
fizesse a justiça aos oprimidos, por isso a proposta de Jesus vem mexer com a luta
pela libertação do povo sofredor. Jesus se revela o ungido, aquele sobre quem o
Espírito de Deus repousa fazendo-o restituir a liberdade aos cativos (Lc 4, 16-22)
e em outros momentos, acrescenta ainda, "O Reino de Deus está no meio de vós"
(Lc 17, 21). Tudo isso para dizer que os homens é que são responsáveis pela construção
do Reino, e que toda e qualquer forma pela qual o povo se organiza para uma sociedade
mais fraterna e mais justa constitui um passo na construção do que Jesus anunciou.

Características do Reino de Deus

I. O Reino de Deus é dos pobres
É pela sua vivência que Jesus recorda ao povo as palavras de Isaías e o faz
compreender mais uma vez que a libertação só viria através do próprio povo pobre
e sofredor.
Como filho de carpinteiro, Jesus viveu no meio de camponeses, onde se criou,
trabalhou, ajudou multidões e escolheu seus discípulos. E foi aí, no meio
dessa gente, que brotaram as raízes do Reino que Jesus inaugurou.
II. É um Reino de Amor
Jesus insiste que todos somos filhos de um mesmo pai que é Deus. E por sermos
filhos do mesmo pai, temos por obrigação, respeitar os outros, nos seus direitos
fundamentais, e temos o direito de sermos respeitados como filhos de Deus e como
gente (Jo 15, 12). Esta é a motivação profunda para o amor fraternal que deve
existir entre os homens. Mas Jesus não quer dos homens apenas fraternidade.
Ele também dá exemplo de misericórdia que se traduz no gesto de não julgar,
não condenar as pessoas, ser compreensivo (Lc 6, 36-38), ter ternura e gratuidade
(Lc 15, 11-31) e o mais importante: saber perdoar para merecer o Reino. (Lc 6, 27-35)
III. É um Reino Universal
Jesus preocupa-se para que o seu Reino não seja privilégio apenas de um grupo,
mas que este se estenda a todos os povos, e inicia sua caminhada na Galiléia,
onde o povo que o escutava e acompanhava era mais aberto a sua mensagem. Depois
seguiu para Jerusalém, onde foi vítima do cerco dos poderosos que o mandaram para
a cruz. Depois da ressurreição pediu aos discípulos para esperá-lo na Galiléia e
mandou que os apóstolos anunciassem a Boa Nova a todas as criaturas e todas as
nações. (Lc 4, 25-29; Mt 28, 16-20)
Como conquistar o reino
Para entrar no Reino de Deus não basta apenas aceitar a mensagem de Jesus como
verdade, mas , é necessário transformá-la em realidade concreta, e começamos a
transformação quando:
· Nos libertamos da escravidão, da riqueza, do lucro. A alegria dos que conseguem
esta libertação se contrapões a tristeza dos gananciosos. (Lc 18, 23)
· Nos libertamos do ódio e do desprezo pelos outros. Não há ação libertadora quando
o amor, o respeito, a reconciliação e o perdão para com o próximo não existem.
· Nos livramos da sede de dominação. Para que os homens não explorem seus semelhantes
é preciso que encarem o poder como um serviço do povo. (mt 20, 28)

sábado, 9 de junho de 2012

Jesus Cristológico parte 1


Por que estudar esse assunto?


Cerca de dois mil anos se passaram desde a vinda de Jesus a terra. E nesses anos todos, muito se falou sobre ele, suas pregações, suas propostas de um nova sociedade, onde tudo se baseasse no amor ao Pai e aos irmãos. No entanto, poucos conhecem com clareza como era a realidade em que Jesus viveu, como era sua terra, seu povo, etc. E cada vez se torna mais numeroso o grupo dos que precisam saber quem é Jesus.
Jesus não surgiu num passe de mágica e nem veio de outro planeta. Ele veio de Deus, mandado pelo Pai para trazer a salvação aos homens. Jesus se fez homem, habitou entre nós e assumiu plenamente sua condição de Homem-Deus.
Sua terra: Jesus nasceu, cresceu e viveu num país essencialmente agrícola, chamado Palestina.
Seu povo: Nasceu pobre, viveu no meio de gente simples e oprimida, trabalhadores iguais a Ele.
Sua Proposta: Propôs que todos os homens se amassem como irmãos, por serem todos filhos do mesmo Pai. alguns seguiram-no, outros discordaram e o crucificaram; é que para entender as palavras e atitudes de Jesus, captar sua proposta e o porque de sua vida, é preciso conhecer bem sua terra e seu povo.

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Parte 1 – O lado econômico

De que modo vivia o povo na Palestina?

O povo vivia da agricultura, pecuária, pesca, artesanato, e outras profissões.
Agricultura: desenvolveu-se sobretudo na Galiléia, onde a terra era fértil. Produziam trigo, cevada, legumes, frutas, vinho e oliveira (Mc 2,23 e Mt 13, 24-26). Na colheita utilizavam muitos operários e recorriam ao uso de tanques para espremer as uvas ou celeiros para armazenar alimentos (Mt 9, 37). Usavam como instrumento de trabalho o martelo, a foice, o arado (Mc 4, 26-29 e Lc 9, 62).
Pecuária: sobressaiu-se na Judéia, onde a terra era menos fértil. Havia o gado de grande porte (bois e camelos) e os de pequeno porte (ovelhas e cabras)(Mt 9, 36).
Pesca: desenvolvida no Lago do Tiberíades. O peixe era a alimentação popular. Usava-se barcas e redes e havia associações de barcas na pesca comum (Lc 5, 1-7).
Artesanato: havia grandes quantidades nas aldeias e nas cidades. A maioria dos artesãos trabalhava por conta própria. Destacavam-se pratos, copos, jarros, óleos, tecidos, perfumes, etc. Os artigos de luxos eram consumidos nos grandes centros comerciais como a Galiléia (Jo 12, 3).

Como circulavam os produtos

O comércio, para circular seus produtos, enfrentava sérias dificuldades devido as regiões montanhosas, estradas difíceis e inseguras. Mas apesar disso conseguiu desenvolver tanto nas aldeias quanto nas cidades. Nas aldeias o comércio baseava-se na troca de um produto por outro, enquanto nas cidades era mais desenvolvidos. Havia feiras, vendas, pequenas lojas, comércio internacional e vários sistemas de moedas, como por exemplo, o denário romano (Mc 12, 13-17), ciclo judeu (Para pagar o dízimo, Mt 17, 27) dracma grega ou mina fenícia (para o comércio com os estrangeiros, Lc 19, 13).
Transportes
Os transportes eram de três tipos: os veleiros (usados no mar), os camelos (usados no deserto) e as burrinhas (usadas na serra).

Como viviam os que estavam na produção?

Na Palestina, a maior parte da população vivia no campo e era constituída de trabalhadores pobres que recebiam um denário como salário de um dia. Na cidade moravam os ricos que se beneficiavam com os lucros que essa gente sofrida do campo lhes proporcionava. Nessa época, muitos trabalhadores deixavam o campo e iam para a cidade na ilusão de encontrar emprego. Com isso, aumentava o número dos desempregados, marginalizados e mendigos. (Mt 20, 1-16)

Impostos

Se fizermos um paralelo entre a Palestina do tempo de Jesus e a atual situação brasileira, descobriremos que não há muita diferença entre as duas realidades. Como acontece ainda hoje, enquanto os camponeses viviam explorados sob pena de pesados impostos, ricas propriedades de terra eram construídas, sobretudo na Galiléia.
Haviam impostos de vários modos: os romanos cobravam ¼ das colheitas que logo eram vendidas e trocadas por moedas; cobravam a corveia para alimentar as tropas; o pedágio sobre o transporte de mercadorias e taxas alfandegárias. Grandes somas partiam de Jerusalém para Roma. Esses impostos eram arrecadados pelos publicanos que pelo fato de serem corruptos eram desprezados pelo povo. Um deles era Mateus (Mt 9, 1-13).
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Organização do Templo

O Templo era o centro do poder econômico. Todos os impostos eram centralizados ali. Graças as peregrinações, os visitantes, os quais eram cerca de 60 000 durante a Páscoa) alimentavam um artesanato de lembranças, objetos de luxo, conjunto de hospedarias, grande comércio de animais para sacrifícios. Além de principal fonte de renda o centro funcionava também como fonte de empregos. As obras para reformá-lo e ampliá-lo reuniram grande número de operários. Entre eles sacerdotes, vendedores e cambistas que somavam ao todo cerca de 18 000 pessoas vivendo da organização do templo. (Jo 2, 20)
Tanto Jerusalém (cidade situada numa região árida, sem vias de comunicação, falta d’água e matéria prima) quanto a Palestina dependiam totalmente dessa organização. O tesouro do Templo era o mesmo do Estado e a administração se fazia se fazia por três grandes sacerdotes chamados chefes de finanças. Por isso quando Jesus falava de destruir o Templo e construir em três dias, na verdade o seu objetivo era questionar a estrutura econômica cuja base era o Templo. (Mc 14, 58)
Em seus ensinamentos, Jesus mostra que conhece bem a realidade do povo. Ele que morava no campo, numa aldeia chamada Nazaré, era filho de carpinteiro, vivia do pagamento que recebia dos serviços prestados, pagava impostos aos sacerdotes (Mt 17, 27) e aos romanos (Mc 12, 13-17) não poderia, portanto, distanciar-se dos fatos. Razão pela qual ele constantemente faz referências à vida econômica, ao trabalho dos camponeses, pescadores, donas de casa, desempregados e aponta a relação entre os ricos proprietários e aqueles contratados por eles.

Parte 2 – O lado social

Jesus encontrava sérios obstáculos no seu relacionamento com a sociedade. Há um grande contraste entre os valores da época, os quais em sua maioria criam uma mentalidade preconceituosa e opressora a mensagem libertadora de Jesus.
Na Palestina, a família era patriarcal, ou seja, o pai era a autoridade máxima e dele partiam todas as decisões. A mulher não tinha o direito de participar da vida social. Ocupava posição inferior ao homem e por isso devia obedecer-lhe e ser dirigida por ele. Tantos seus direitos sociais quanto religiosos eram limitados: não deveria aparecer em público com o rosto descoberto, se trabalhava fora, nunca ia sozinha, seu testemunho num tribunal não era aceito; até doze anos e meio o pai poderia vendê-la como escrava, quando casada, tornava-se posse do marido e devia lavar-lhe os pés, as mãos e o rosto, não podia pedir divórcio, pois isso era direito do marido que poderia ter quantas mulheres quisesse; quando ia ao templo, seu lugar era reservado, distante dos homens; não podia estudar, ser discípula, nem ler no culto.
Quando a mulher era estéril, a sociedade a discriminava, pois valorizava-se muito o nascimento de um menino por causa do patrimônio e nome da família. O primogênito tinha parte dupla na herança e na morte do Pai exercia a chefia da família.
Enquanto tivesse idade inferior a 12 anos, era considerado incapaz em matéria de religião, devendo, portanto, freqüentar uma escola especializada no assunto. Jesus também viveu numa família que conservava esses valores. Ele foi a escola da Sinagoga, onde aprendeu a ler, escrever também as Escrituras. Todos os sábados ele ia com os pais a sinagoga para rezar.

Com quem Jesus se relacionava?

No convívio social, bem como nas suas pregações, Jesus demonstra uma preocupação especial pelos pobres. Note que pobres, no tempo de Jesus, designava os humildes, os oprimidos, os marginalizados pela sociedade. E Jesus, através de sua mensagem, procura estabelecer um novo comportamento. E começa questionando os conceitos criados pela sociedade em torno da mulher.

Jesus e a mulher:

No trato com as mulheres, Jesus dá a elas a oportunidade de quebrarem os tabus que as oprimem, dando-lhes condições de respeito e igualdade perante o homem. O primeiro escândalo é quando Jesus fala a sós com a samaritana (Jo 4, 27). A seguir faz as mulheres suas discípulas (Lc 8, 1-3). São as únicas presenças no Calvário (Mc 15, 40-41). Faz das mulheres as primeiras testemunhas da Ressurreição (Lc 24, 1-11; Mt 28, 9-10). Dá a elas o direito de testemunhar sua fé (Jo 11. 25-27), serem respeitadas (Mt 5, 28) e tratadas com igualdade em relação ao homem (Mt 19, 4-5)
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Jesus e o casamento

No que diz respeito ao casamento, Jesus fala pouco, limitando-se a responder as perguntas que lhe são feitas. Colocando-se claramente contra o divórcio (Mt 19, 1-9) e a favor da monogamia (Mc 10, 11). Para Jesus o casamento deve ser sinal do Reino já presente, e portanto, deve ser vivido no amor e na igualdade.
Quando uma mulher era abandonada voltava para a casa do pai ou caia na prostituição. E Jesus, indo muito mais além, questiona as leis que provocavam tais conseqüências (Mc 5, 31-53) e fala de uma sociedade livre (Lc 20, 35)

Jesus e as crianças

Há também no ministério de Jesus, uma manifestação de afeto para com as crianças (Mc 10, 14). Ele reconhece que as crianças têm o lugar na sociedade (Lc 9, 47) e sua espontaneidade e simplicidade fazem delas um modelo para quem deseja conquistar o Reino de Deus (Mc 10, 13-16)
Jesus e as crianças

Jesus e o povo

O povo era constituído dos que viviam do salário do dia-a-dia, dos desempregados e sub-empregados, dos que exerciam profissões vistas como impuras ou grosseiras e dos excluídos da sociedade. E foi do meio desse povo que Jesus escolheu seus discípulos. Quatro deles eram pescadores e já se conheciam, provavelmente das associações de pesca (Mc 1, 16-20). Um era cobrador (Mc 2, 13-14). Alguns possivelmente eram desempregados; um ou dois do grupo dos zelotes que recrutavam sua gente entre a população rural pobre. Todos eram da Galiléia (Mc 14, 70) e por serem de origem popular percebia-se neles certa demonstração de ignorância para com as leis, razão pela qual eram desprezados principalmente pelos fariseus. (Mc 2, 18; 2, 23; 7, 2)

Jesus e os excluídos

com certeza, as mulheres e as crianças não eram as únicas pessoas marginalizadas pela sociedade. Em situação semelhante, encontravam-se os surdos, os mudos (Mt 9, 32-33), os cegos (Mt 20, 29-34), os doentes mentais e contagiosos (Mc 1, 40-44), os pagãos e os escravos.
Por causa da falta de higiene, era grande a contaminação de doenças. Em conseqüência, os doentes eram afastados da vida social (Jo 5, 2-8) e acreditava-se que as doenças eram conseqüências dos pecados destas pessoas ou de seus pais (Jo 8, 1-3) e que desta forma o demônio de apoderava delas (Mt 8, 1-4; 9, 1-8). Mas Jesus os libertava de seus males e os fazia retornar ao convívio social (Mt 2, 29-34).
Encontrava-se também no grupo dos excluídos, as prostitutas e os estrangeiros. Considerava-se uma mancha para a família que tinha um de seus membros casado com um estrangeiro, escravo, mãe solteira, etc. (At 10, 28). Os samaritanos eram excluídos por serem descendentes de um raça mista, ao contrário dos judeus que eram de raça pura. Mas Jesus contestava apresentado-os como modelos de pensar, agir, amar e rezar. (Lc 10, 23)
Curiosidade: você sabia que no N.T., a palavra povo aparece mais de 300 vezes? Isso nos mostra o quanto Jesus se identificava com o povo.

Situação política da sociedade do tempo de Jesus

Divisão Territorial

A Palestina era dividida em duas partes:
  • Judéia e Samaria, ao Sul;
  • Galiléia, ao Norte.
Na Judéia e na Samaria, havia um procurador romano, ou seja, alguém que governava em nome do Imperador Romano. Morava em Cesaréia.
A Galiléia tinha um rei, que na época de Jesus, era Herodes. Morava em Tiberíades.
Herodes era amigo de César, o Imperador Romano, e para não perder o seu cargo, fazia tudo para agradá-lo.
Na Judéia e na Samaria, o Procurador deixava o Sinédrio – governo judeu – exercer o poder. Nomeava o Grande Sacerdote e só intervinha quando havia protestos populares.

Poder Judaico

Nas aldeias, os problemas eram resolvidos por um conselho de anciãos, formado por grandes fazendeiros e comerciantes ricos. Participavam também escribas e sacerdotes (Mc 14, 53-54; 15, 1).
Em Jerusalém, mandava um Conselho chamado Sinédrio , composto por 71 pessoas.
Faziam parte do Sinédrio
· Os Grandes Sacerdotes, que moravam em luxuosos palácios;
· Os Anciãos, chefes de grandes famílias, latifundiários ou comerciantes importantes;
· Escribas (intelectuais) membros da classe média.
O Sinédrio funcionava como tribunal criminal, político e religioso. A sua autoridade se estendia sobre toda a Palestina. Era o órgão central do poder teocrático. Tinha a função legislativa político-religiosa. Mandava leis e decretos para toda a Judéia sob o controle do procurador romano. Tinha também a função judicial e administrativa.
Julgava as causas extraordinárias (econômicas, criminais, políticas e religiosas) (Mc 14, 55; 15, 43).
Combateu o movimento de Jesus (Mc 11, 18; At 4, 5-6; 5, 17.21)

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